quarta-feira, 16 de junho de 2010

Caráter de um Político Astuto

Revista Expressão - O Século 21 – Cidadania Cristã: Uma perspectiva Reformada; Currículo Cultura Cristã; Editora Cultura Cristã – São Paulo - SP

INTRODUÇÃO

2 Samuel 14.25: "Não havia ... em todo o Israel homem tão celebrado por sua beleza como Absalão; da planta do pé ao alto da cabeça, não havia nele defeito algum”.

O caráter de Absalão não é diferente de muitos personagens contemporâneos de nossa política. Na realidade, ele reflete bem como a ambição pelo poder conjugada com outros pecados transtorna o comportamento de políticos "espertos" e "astutos", levando-os a uma vida de engano e egoísmo desenfreado, na maioria das vezes com aproveitamento pessoal do bem público.

Objetivo
Estudar as ações de Absalão registradas no capítulo 15 de 2 Samuel, versos 1 a 12, identificando algumas peculiaridades de sua pessoa e caráter para que sejamos alertados.
Constatar que essas características são reflexos da natureza humana submersa em pecado.
Compreender que não devemos dar nosso apoio irrestrito a tais pessoas de intensa ambição. agir responsavelmente como cidadãos cristãos, para que as instituições que tais pessoas pretendem governar sejam também resguardadas.

1. A ASCENSÃO DE UM POLÍTICO ASTUTO

As 10 estratégias de um político sem escrúpulos. (politicagem em 12 versículos)

1. Ostentação e demonstração de poder. 2 Samuel 15:1
2. Comunicação convincente. 2 Samuel 15:2
3. Mentira. 2 Samuel 15:3
4. Ambição e engano. 2 Samuel 15:4
5. Bajulação. 2 Samuel 15:5
6. Furto de corações. 2 Samuel 15:6
7. Falsa religiosidade 2 Samuel 15:7 – 8
8. Conspiração 2 Samuel 15: 10
9. Utilização de inocentes úteis 2 Samuel 15: 11
10. Populismo 2 Samuel 15: 12

II. A QUEDA DE UM POLíTICO ASTUTO

CONCLUSÃO
O cristão deve ter consciência:
De vida tranqüila e serena perante Deus e perante os homens.
De que a sua lealdade é primordialmente para com Deus, para com a sua Palavra objetiva, para com a causa do evangelho.
De que participação política consciente não significa lealdade inconseqüente.
De que não pode se deixar manipular, como os seguidores de Absalão
De que deve sempre, com respeito, apontar o desrespeito aos princípios encontrados nas Escrituras por aqueles sobre os quais Deus colocou a responsabilidade de liderar o governo e as instituições de nosso país,
De que deve interceder sempre por eles em oração (1Tm 2. 1-8).

APLICAÇÃO
Você acha que sua participação política se limita a votar de quatro em quatro anos!.
Você acha que basta votar em candidato crente (sincero ou não)!
Como você pode melhorar a sua contribuição nessa área!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Paletras em Campina Grande-PB


Exposições abordarão o conteúdo das cartas de Apocalipse na igreja Presbiteriana de Campina Grande, estado da Paraíba, e será aberto a todas as pessoas interessadas em participar.

O Rev. Augustus Nicodemus, pastor da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, em São Paulo e chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, é o convidado para uma série de exposições sobre o conteúdo das cartas endereçadas às sete Igrejas do livro de Apocalipse, com o Tema “As igrejas de Apocalipse”. As palestras ocorrerão na igreja Presbiteriana de Campina Grande, estado da Paraíba, nos dias 28 e 29 de Maio (sexta-feira e sábado), às 19h, e se encerrará com duas últimas exposições no dia 30 de Maio (domingo), às 9h e às 18h.

Para o Rev. Renan de Oliveira, pastor efetivo da igreja, o evento é organizado com o objetivo de refletir biblicamente sobre as questões que mais atacam a fé cristã e principalmente aprender mais sobre a Palavra de Deus. “Será um prazer receber os irmãos e amigos” disse o Rev. Renan

O convite é feito à todas as pessoas interessadas em participar das exposições. O endereço da Igreja Presbiteriana de Campina Grande é Avenida Floriano Peixoto, 359, Bairro São José, Paraíba/PB.

Fonte Site IPB

terça-feira, 18 de maio de 2010

Eu estava lá!

Pilatos, Caifás e Judas — a quem os evangelistas apõem culpa maior pela crucificação de Jesus, e seus associados: os sacerdotes, o povo e os soldados. Acerca de cada pessoa ou grupo usa-se o mesmo verbo: paradidomi, traduzido por "entregar" ou "trair". Jesus havia predito que seria entregue nas mãos dos homens, ou "entregue para ser crucificado". E os evangelistas, ao contarem sua história, demonstram que a predição de Jesus foi verdadeira. Primeiro, Judas o entregou aos sacerdotes (por causa da ganância). A seguir, os sacerdotes o entregaram a Pilatos (por causa da inveja). Então Pilatos o entregou aos soldados (por causa da covardia), e eles o crucificaram.

Nossa reação instintiva a esse mal acumulado é dar eco à pergunta espantada de Pilatos, quando a multidão gritou pedindo o sangue de Jesus: "Que mal fez ele?" (Mateus 27:23). Pilatos, porém, não recebeu uma resposta lógica. A multidão histérica clamava cada vez mais alto: "Crucifica-o! Crucifica-o!" Mas por quê?


É natural encontrarmos desculpas para eles, pois vemos a nós mes¬mos neles e gostaríamos de ser capazes de nos desculparmos. Deveras, havia algumas circunstâncias mitigantes. Como o próprio Jesus disse ao orar pelo perdão dos soldados que o estavam crucificando: "pois não sabem o que fazem". Da mesma forma, Pedro disse a uma multidão de judeus em Jerusalém: "Eu sei que o fizestes por ignorância, como também as vossas autoridades." Paulo acrescentou que, se "os poderosos deste século" tivessem compreendido, "jamais te¬riam crucificado o Senhor da glória."

Contudo, sabiam o suficiente para ser culpados, aceitar o fato de sua culpa e ser condenados por suas ações. Não estavam eles reivindicando responsabilidade total quando clamaram: "Caia sobre nós o seu sangue, e sobre nossos filhos"? Pedro falou com toda a franqueza no dia de Pentecoste: "Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo." Além do mais, longe de discordar do seu veredicto, o coração dos ouvintes de Pedro se compungiu e perguntaram o que deviam fazer (Atos 2:36,37). Estêvão foi ainda mais direto em seu discurso ao Sinédrio, o qual o levou ao martírio. Chamou o Concilio de "homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo, assim como o fizeram vossos pais também vós o fazeis." Pois seus pais haviam perseguido os profetas e matado aqueles que predisseram a vinda do Messias, e agora tinham traído e assassinado o próprio Messias (Atos 7:51-52). Paulo, mais tarde, usou linguagem parecida ao escrever aos tessalonicenses acerca da oposição judaica do seu tempo ao evangelho: eles "mataram o Senhor Jesus e os profetas, como também nos perseguiram". Por estarem tentando conservar os gentios afastados da salvação, o juízo viria sobre eles (1 Tessalonicenses 2:14-16).

Culpar o povo judeu pela crucificação de Jesus hoje é extremamente fora de moda. Deveras, se a crucificação for usada como uma desculpa para matá-los e persegui-los (como aconteceu no passado), ou para propagar o anti-semitismo, é absolutamente indefensável. O modo de evitar o preconceito anti-semítico, contudo, não é fingir que os judeus são inocentes, mas, tendo admitido a sua culpa, acrescentar que outros partilharam dela. É assim que os apóstolos viram a situação. Herodes e Pilatos, gentios e judeus, disseram eles, tinham juntos "conspirado" contra Jesus (Atos 4:27). Mais importante ainda, nós mesmos também somos culpados. Se estivéssemos no lugar deles, teríamos feito exatamente o que fizeram. Deveras, nós o fizemos. Pois sempre que nos desviamos de Cristo, estamos "crucificando" para nós mesmos o Filho de Deus, e o "expondo à ignomínia" (Hebreus 6:6). Nós também sacrificamos Jesus à nossa ganância como Judas, à nossa inveja como os sacerdotes, à nossa ambição como Pilatos. "Estavas lá quando crucificaram o meu Senhor?" pergunta o cântico espiritual. E devemos responder: "Sim, eu estava lá." Não apenas como espectadores, mas também como participantes, participantes culpa¬dos, tramando, traindo, pechinchando e entregando-o para ser crucificado. Como Pilatos, podemos tentar tirar de nossas mãos a responsabilidade por meio da água. Mas nossa tentativa será tão fútil quanto foi a dele. Pois há sangue em nossas mãos. Antes que possamos começar a ver a cruz como algo feito para nós (que nos leva à fé e à adoração), temos de vê-la como algo feito por nós (que nos leva ao arrependimento). Deveras, "somente o homem que está preparado para aceitar sua parcela de culpa da cruz", escreve Canon Peter Green, "pode reivindicar parte na sua graça".23

A resposta que até agora demos à pergunta: "Por que Cristo morreu"? procurou refletir o modo pelo qual os escritores do evangelho contam a sua história. Eles indicam a corrente de responsabilidade (de Judas aos sacerdotes, dos sacerdotes a Pilatos, de Pilatos aos soldados), e, pelo menos, sugerem que a ganância, a inveja e o temor, os quais instigaram o comportamento dos envolvidos, também instigam o nosso. Contudo, esse não é o relato final dos evangelistas. Omiti uma evidência vital que eles apresentam. É esta: embora Jesus tivesse sido levado à morte pelos pecados humanos, ele não morreu como mártir. Pelo contrário, ele foi à cruz espontaneamente, até mesmo deliberadamente. Desde o começo do seu ministério público, ele se consagrou a esse destino.

No seu batismo, ele se identificou com os pecadores (como mais tarde o faria por completo sobre a cruz), e em sua tentação ele se recusou a desviar-se do caminho da cruz. Ele predisse muitas vezes os seus sofrimentos e morte, como vimos no capítulo anterior, e, decididamente, partiu para Jerusalém a fim de morrer aí. O uso cons¬tante que ele faz da palavra "deve" em relação à sua morte expressa não uma compulsão exterior, mas sua resolução interior de cumprir o que a seu respeito havia sido escrito. "O Bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas", disse ele. Então, deixando de lado a metáfora, "eu dou a minha vida. . . Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou" (João 10:11, 17,18).

Além disso, quando os apóstolos resolveram escrever acerca da natureza voluntária da morte de Jesus, usaram várias vezes o mesmo verbo (paradidomi) o qual os evangelistas empregaram com relação ao ser ele entregue à morte por outros. Assim, Paulo pôde escrever que o "Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou (paradontos) por mim".24 A afirmação do apóstolo talvez tenha sido um eco de Isaías 53:12, que diz que ele "derramou (pareáothe) a sua alma na morte". Paulo também usou o mesmo verbo ao olhar para a auto-entrega voluntária do Filho à entrega do Pai. Por exemplo, "aquele que não poupou ao seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou (paredoken), porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?" Octavius Winslow resumiu o assunto com uma bela afirmativa: "Quem entregou Jesus para morrer? Não foi Judas, por dinheiro; não foi Pilatos, por temor; não foram os judeus, por inveja — mas o Pai, por amor!"

É essencial que conservemos juntos estes dois modos complementares de olhar para a cruz. No nível humano, Judas o entregou aos sacerdotes, os quais o entregaram a Pilatos, que o entregou aos soldados, os quais o crucificaram. Mas, no nível divino, o Pai o entregou, e ele se entregou a si mesmo para morrer por nós. A medida que encaramos a cruz, pois, podemos dizer a nós mesmos: "Eu o matei, meus pecados o enviaram à cruz"; e: "ele se matou, seu amor o levou à cruz". O apóstolo Pedro uniu as duas verdades em sua admirável afirmativa do dia de Pentecoste: "Sendo este entregue pelo deter¬minado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mão de iníquos." Assim, Pedro atribuiu a morte de Jesus simultaneamente ao plano de Deus e à maldade dos homens. Pois a cruz, que é uma exposição da maldade humana, como temos considerado em particular neste capítulo, é ao mesmo tempo a revelação do propósito divino de vencer a maldade humana assim exposta.

Voltoà pergunta com a qual o comecei: por que Jesus Cristo morreu? Minha primeira resposta foi que ele não morreu; ele foi morto. Agora, porém, devo equilibrar essa resposta com o seu oposto. Ele não foi morto, ele morreu, entregando-se voluntariamente para fazer a vontade do Pai.

A fim de discernir o que era a vontade do Pai, temos de examinar novamente os mesmos eventos, desta vez olhando abaixo da superfície.
Jonh Stot

domingo, 16 de maio de 2010

Pescadores de homens

"Disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens." (Mateus 4.19)

Existem pescadores de todos os tipos. Existem aqueles que pescam peixes. Outros preferem ir atrás de siris. Outros, ainda, atrás de lulas. Mas diferentemente de qualquer um desses pescadores, existem ainda outros, que não pescam animais marinhos, mas seres humanos!

Jesus, quando foi chamar Seus apóstolos para o trabalho, disse uma coisa que parece estranha a muita gente: "vos farei pescadores de homens". Como alguém pode pescar homens? Jesus disse isso simbolicamente. Só os cristãos podem pescar homens e isso não com varas de pescar, mas com o evangelho de Jesus Cristo. Não com o objetivo de levá-los para casa, para servirem de alimento como os peixes, mas com o objetivo de levá-los para a eternidade com Cristo.

Isso não é um pedido, mas uma ordem! Jesus não disse isso dando aos cristãos a livre escolha para dizerem "não", mas esperando obrigatoriamente um "sim"! Esse chamado não se limita apenas a um grupo de indivíduos em particular, mas se estende a todos os filhos de Deus que "nasceram de novo", sendo agora servos fiéis ao Altíssimo.

Por isso, não fique esperando que alguém pesque almas em seu lugar, mas vá você mesmo e seja um pescador de homens! Pegue sua vara de pescar (a Bíblia) e vá para esse grande mar (o mundo) em busca de pesca (os seres humanos), a fim de levá-la junto com você para sua casa (a Jerusalém Celestial.
André Aloisio

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Somos uma igreja discipuladora

O que é discipulado? Para responder esta questão precisamos partir do modelo apresentado por Jesus, que é o mestre dos mestres. O nosso redentor teve um ministério onde ensinou multidões, mas concentrou a sua mensagem no treinamento de seus discípulos, formando a base do seu ministério. John Sittema descreve o que O Senhor Jesus fez, ou seja, discipular é “reproduzir a si mesmo e sua fé na vida de outros.” Por isso, devemos perguntar quem precisa ser discipulado? É o apóstolo Paulo que nos responde:“e o que da minha parte ouviste através de muitas testemunhas isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros” (2 Tm 2:2). Em nossa igreja decidimos que aqueles que assumiram um compromisso com Cristo, os novos na fé, os filhos de membros que desejam ser membros, pessoas que vieram de outras igrejas, ou irmãos que precisam de treinamento para acelerar o seu crescimento doutrinário são candidatos ao discipulado. O discipulado é uma segura porta de entrada!

Qual a importância do discipulado? O Senhor Jesus disse: “indo, portanto, fazei discípulos... ensinando-os a guardar tudo o que vos tenho ordenado.” (Mt 28:19-20). Com o discipulado temos um rico recurso de conhecer a Deus por meio de Jesus, e glorifica-lo num relacionamento construtivo como Igreja. Nesse relacionamento construtivo o alvo é preparar discípulos para um envolvimento nos ministérios e departamentos da igreja, proporcionando um fortalecimento qualitativo, que resultará naturalmente na multiplicação de outros discípulos sadios na fé. Novamente podemos citar Sittema observando que “esse processo requer o desenvolvimento de um relacionamento de confiança, de exemplo, de revelação do nosso coração e da nossa fé ao discípulo que, por sua vez deve imitar o padrão de fé do seu mestre.” Evidentemente não podemos confundir, porque o Senhor Jesus exige que façamos discípulos dele e não nossos.

O propósito do discipulado é um só, todavia, ele é como uma corda trançada de vários fios. Podemos mencionar os elementos que somam ao principal motivo. Primeiro, ao aplicar o discipulado apresentamos o evangelho da salvação aos eleitos de Deus proporcionando a oportunidade para que o Espírito Santo aplique a graça irresistível. Evangelizar é compartilhar Jesus, no poder do Espírito, deixando os resultados para Deus, visando a reeducação para uma vida transformada. Segundo, através do discipulado preciosas vidas são libertas das trevas e do poder de Satanás para luz do reino do Filho de Deus. Terceiro, com o discipulado a igreja cresce espiritual e numericamente, por isso, Paulo disse que o discipulado deve ser feito “... com vistas ao aperfeiçoamento dos santos” (Ef 4:12). E, por último, pelo discipulado ensinamos as pessoas a reconhecer a soberania de Cristo sobre todas as esferas da vida humana, inclusive na ciência, na arte, na educação, na economia, na política e na recreação. Lembrando que o propósito essencial que envolve todos os demais é a glória de Deus. O profeta Oséias disse “conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva serôdia que rega a terra” (Os 6:3, ARA)
Rev. Ewerton Barcelos Tokashiki

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA



(Lucas, Abraão, Jakeline, Emile, Letícia, Larissa, Évile, Matheus, Felipe, Vinícius)

Essa foi a programação apresentada pelas crianças da Congregação Presbiteriana de Cajazeiras. A Profª Gerusia foi a responsável pelo ensaio de toda essa programação. A Apresentação ocorreu dia 04 de Abril após o culto solene. Contou toda história da páscoa desde a saída do Egito até Cristo.

MORRE AOS 90 ANOS MAIS UM FILHO ILUSTRE DE POMBAL

"HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO..." Hebreus 11.38a

Muitos são os filhos do sertão da Paraíba que estão envolvidos com a causa do Senhor. São pastores, missionários, presbíteros e diáconos que estão nesse imenso Brasil e até fora dele servindo ao bom mestre. Alguns são conhecidos, mas, outros não, estão no anonimato. Suas igrejas em terra natal se quer sabem que estes estão tão envolvidos com a obra. Abaixo segue na integrar o relato que encontrei no Boletim da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, de um desses filhos ilustres do sertão da Paraíba que muito serviu na seara do Senhor, um verdadeiro plantador de igrejas exemplo na evangelização, pois, numa época muito mais difícil do que a nossa plantou 22 Igrejas Presbiterianas pelo Brasil. Partiu para glória no dia 18 de abril de 2010 deixando muitas saudades e uma vida a ser imitada.

MOMENTO DE SAUDADE E DE GRATIDÃO A DEUS PELA VIDA E MINISTÉRIO DO REV. PROF. JOSÉ AFONSO FERREIRA 90 ANOS

Um homem de Deus, da família e da pátria. Nascido em Pombal na Paraíba em 18 de Agosto de 1919. Formou-se em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte, em Recife, "Magna cum laude". Especialização em linguas neo-latinas, hebráico e grego. plantou 22 Igrejas, em 50 anos de Ministério. Escreveu 4 livros e um Compêndio de Sermões. Faleceu no dia 18 de abril de 2010, deixando um exemplo de integridade, conhecimento bíblico e dedicação à obra de Deus. foi professor no Seminário do rio de Janeiro, Presidente do Presbitério Rio Norte, Técnico em Educação e Supervisor de Ensino no Estado do rio de Janeiro. Pastoreou as seguintes igrejas: Volta Redonda, Resende, Olaria, Bangu e Ramos. Todas da IPB. Família: esposa, professora e missionária Maria José Ferreira; filhos: Dra Nadja Ferreira- médica; Dr Ithiel Ferreira-Advogado; Dr José Afonso ferreira Jr. - Engenheiro; Dr Marcos Ferreira - médico; Clívia Ferreira Farias - Administradora de Empresas; e paulo Ferreira - Engenheiro. Netos: 14 "Família bendita do Senhor". No culto das 10h15min, a família estraá no altar de Deus em oração.
Boletim dominical Nº 3384 25 de Abril de 2010. Catedral presbiteriana do rio de Janeiro.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Fé e Ação

No dia 21 de Abril as igrejas Presbiteriana e Batista estiveram juntas no bairro mais pobre da cidade de Sousa-PB, somando forças por um bem comum, a assistência social e espiritual a dezenas de famílias do bairro Nossa Senhora de Fátima mais conhecido como “Cagote do Urubu”. Este trabalho foi coordenado pelo projeto “Fé e Ação” uma obra não interdenominacional idealizada pelo Presb Francisco Medeiros e outros irmãos.

A programação foi a seguinte:

Atividades para as crianças: Na Escola Municipal Otacílio Gomes de Sá, a partir das 08:00 foram realizadas diversas brincadeiras com distribuição de; balas, pipocas, filmes e lanches.

Serviços Oferecidos:

Saúde: Exame de glicose, orientações, distribuição de amterial educativo, vacinação (hepatite, gripe H1N1, e tétano), curativos e consultas para crianças.

Advocacia: Orientações dos mais diversos tipos de processos ( previdenciário, eleitoral, criminal e etc.)

Estética: cortes de cabelos e unhas.

Cursos e Treinamentos: Curso artesanato

Fotos 3x4 para documentos

Bazar: roupas, sandálias e uma diversidade de coisas a preço muito baixo.

O Desejo de Evangelizar

Dia 21 de Abril conheci o Sr João Lopes Caminha, residente na cidade de Sousa e membro da IPBS. Sr João hoje com 83 anos de idade foi convertido a Cristo em 01 de Janeiro de 1965. Morava na cidade de São Domingos de Pombal, na época um distrito de Pombal, onde exercia a atividade de comerciante. Sr João disse que o primeiro pregador protestante que ele ouviu foi o Pastor Gérson Barbosa, que percorria os sertões da Paraíba em trabalhos de avivamento e evangelização. Mas, foi no dia 01 de Janeiro de 1965 na Igreja Presbiteriana de Betel ao ouvir um dos sermões do Rev. Jonatas Barros (in memoriam) que o irmão foi convertido ao Senhor.


Betel Zona Rural
Com sua vida impactada pelo poder do evangelho, de imediato surgiu no seu coração o desejo de evangelizar os moradores de São Domingos. O mesmo sentimento dos apóstolos estava em seu coração “pois, nós não podemos deixar de falar das cousas que vimos e ouvimos" (Atos 4.20). Como quem de fato recebeu o evangelho como as "Boas Novas de Salvação" ele queria transmiti-la aos seus. Desse modo Sr João pediu autorização ao Conselho da Igreja Presbiteriana de Betel que distava à 5 km de São Domingos para implantar uma congregação naquela localidade. Como naquela época havia muita oposição a pregação da palavra, poucos acreditaram que esse desejo do irmão fosse lograr êxito. Todavia, o contrário se deu, a congregação foi implantada e depois um prédio foi edificado pelo próprio irmão. A Congregação Presbiteriana em São Domingos chegou a ter um Escola Dominical com 65 matriculados. Muitas pessoas passaram por lá, algumas simplesmente ouviram as boas novas, mas, outras foram transformadas pelo seu poder.

Em 1977 João caminha foi tornou-se diácono da Igreja Presbiteriana de Betel. Depois de encerrdas suas atividades como comerciante, Sr João fixou residência na cidade de Sousa onde ainda convive com sua esposa com quem teve dez abençoados filhos. É membro da Igreja Presbiteriana de Sousa.

A Congregação Presbiteriana de São Domingos é uma construção simples, mas, bem localizada. É impossível chegar em São Domingos e não avistá-la, já que a mesma encontra-se na praça central da cidade. Ainda é congregação de Betel, mas, em relação à esta que se encontra na zona rural, a congregação caminha aos poucos assumindo seu papel como futura Igreja Presbiteriana de São Domingos de Pombal.

São Domingos
Aprendemos com isso, a doutrina do sacerdócio universal ensinada pelos reformadores, ou seja, cada crente é um sacerdote, portanto, responsável por anunciar as boas novas da salvação em Cristo: " Vós, porém sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, afim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz" ( I Pedro 2.9). Isso, também nos ensina que nem sempre devemos esperar, que a iniciativa de evangelizar parta da liderança. Embora, não devamos deixar de contar com o seu apoio. Muitas vezes, irmãos são usados para levar esta iniciativa a liderança da igreja. A experiência da igreja primitiva quando da primeira perseguição foi que os próprios crentes que se espalharam iam anunciando a palavra de Deus: "Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra" ( Atos 8.4). Após alcançarem novos irmãos, a igreja envia os apóstolos para doutrinarem e batizarem os novos convertidos: “ Ouvindo, os apóstolos de Jerusalém, que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João” ( Atos 8.14).
Muitas igrejas surgiram assim, através de irmãos e irmãs muitas das vezes anônimos que se dispuseram a falar de Jesus. Isso é muito simples! Que você possa anunciar aos seus, em sua casa, em sua rua, bairro ou cidade aquilo que o Senhor fez por você. Medite nas palavras de Jesus: "Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti" (Marcos 5.19b).

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Atos 20.17 Presbíteros, Bispos ou Pastores?


A tese deste livro é: "Presbíteros são pastores"
Presbiteros são pastores, não administradores. Sua função é cuidar do rebanho do Bom Pastor, não simplesmente "Adminsitrar negócios" de uma instituição corporativa.
Vejamos o que dizem as Escrituras em atos 20.17-38. Nessa passagem encontramos as conhecidas palavras palavras de despedia de Paulos aos presbiteros de Éfeso, que havia para dar as últimas instruções (13ss) Nesse texto importante, Paulo emprega diversas palavras para descrever os homens aos quais ele se dirigee:
No versículo 17 refere-se a els como "presbíteros" (usando a palavra grega "presbyteros", de onde vem a palavra em português "presbítero" e "presbiteriano").
No versículo 28 ele os chama de "bispos" (da palavra grega "episcopos"; radical do termo "episccopal", em português, "bispo")
Ainda no versículo 28 ele os chama de "pastores" ( a palavra grega é "poimein", termo usado para o "pastor de ovelhas" ou "quem cuida do rebanho" )
A que estamos nos referindo com esses versículos? Devemos falar de presbíteros, bispos ou pastores, ou devemos falar de presbíteros, bispos e pastores? Poderíamos fazer várias observações interessantes sobre essa questão. Por exemplo, podemos observar que sistemas eclesiásticos denominacionais inteiros surgiram de acordo com o termo que escolheram enfatizar ao ler esse capítulo. A ênfase na palavra "episcopos" levou à criação do sitemas episcopal de governo da igreja, onde, no lugar dos presbíteros, a autoridade encontra-se nas mãos de uma hierarquia de bispos que governam a igreja. O mesmo acontece com a ênfase em "presbyteros", que o levou ao tipo de governo que chamamos presbiteriano ( literalmente "governo de presbíteros"). E, ao se colocar esses dois termos de lado em favor de uma enfase na palavra "pastor", tem-se uma forma benigna de ditadura na qual o pastor local é o único a exercer o ministério pastoral.
Indo além dessas observações, o mais importante é verfificar de que forma essas palavras bíblicas relacionam-se entre si. Leia a passagens com atenção. o cargo ( comissão, designação com autoridade) é de presbítero (17). De modo simples, porém significativo, a passagem chama essses homens de "presbíteros da igreja". Num trecho anterior, em Atos 14.23, o texto diz que Paulo e Barnabé promoveram "em cada igreja , a eleição de presbíteros ( ver também Tito 1.5). A questão é muito clara; os apóstolos e os membros da igreja primitiva viam a esses homens como "presbíteros". O trabalho ou a tarefa refrente ao cargo desses presbíteros encontra-se descrito no versículo 28, como sendo de "supervisionar" a si mesmos e o rebanho ( episcopos do grego "epi", que significa "em" ou "sobre", junto com "scopos" que se refere à "visão" ou vista, como em "microscópio" que significa "visão do pequeno").
Finalmente, o espirito, o cara´ter, ou se preferir, o coração, como o qual os presbíteros devem realizar o trabalho de supervisão é o de "pastor" ("aquele que cuida do rebanho")
O que podemos concluir com isso? Os presbíteros que supervisionam o rebanho são pastores da Igreja! A igreja do Senhor é um rebanho que enfrenta lobos voarazes ansiosos por estraçalhar as ovelhas e devorar os cordeiros com suas presas da falsa doutrina e do estilo de vida mundano (Atos 20.29,30). O cuidado desse rebanho requer uma supervisão diligente e uma vigilância atenta. No entanto, a supervisão e vigilância atribuidas aos presbíteros da igreja é uma perda de tempo se naõ nasce de um cuidado genuíno e sincero pelo rebanho. O cuidado pastoral - pastoreio não se contenta em simplismente administrar os recursos do rebanho. Antes, requer um interesse autêntico e amor. No cuidado pastoral o presbítero deve envolver-se de corpo e alma na busac pelo bem estar de cada indivíduo do rebanho. É uma tarefa que vem do coração - o coração de um pastor, que é bem diferente do espirito relutante e acanhado de um funcionário contratado (João 10.11-13).
Contudo, o que vemos em nossas igrejas hoje em dia são administradores. O pastor principal aparece como um alto executivo (presidente) que "vende a visão"; os diáconos exercem (normalemnte por meio de uma comissão) a função da GAF ( Gereência Administrativa Financeira); e dentro desse modelo moderno de uma igreja corporativa ou empresarial, os presbiteros se transformam no Conselho Diretivo.
Cabe a eles a responsabilidade administrativa de dar rumo para a vida da corporação. Assim, ecomendam ou desenvolvem um "plano de marketing" para crescimento da igreja e prestam contas ao presidente, mantendo-o informado da implementação e sucesso do plano de crescimento. Supervisionam e dirigem de modo profissional os programas de captação de recursos para orçamentos operacionais ou de construção. delegam toda e qualquer responsabilidade pastoral aos profissionais trainados para lidar com tais contigências.
Todos os verdadeiros seguidores de Cristo concordam que a igreja deve pregar e ensinar a Palvra de Deus para, desse modo, evangelizar as nações, trazê-las para o corpo de fiéis pelo batismo, através do arrependeimento, conversão e fé e pelo discipulado para uma vida cristã disciplinada. essa é a ordem da Grande Comissão em Mateus 28. Ao procurar cumprir a Grande Comissão numa era de rápidas transformações como a nossa, a igreja se depara com novas idéias e adota algumas delas. E nem todas essas idéias são ruins. Apesar das criticas que faço ao modelo empresarial corporativo, muitas vezes ele nasce do desejo de usar com eficiência os recursos da igreja e de uma abordagem otimista e determinada a alcançar os objetivos bíblicos do corpo de Cristo. Quer seja eficient ou não, voltada para os objetivos ou não, essa abordagem tem um alto preço, que é a transferência dos seus "pastores" ao novo departamento "administrativo". E o rebanho sofre com isso.

Do livro: Coração de Pastor de John Sittema

domingo, 11 de abril de 2010

Filha da IPB de Pombal faz Missões no Norte do Brasil


Porto Velho, 11 de abril de 2010.

Queridos (as)!

Peço a Deus que regue as suas vidas com a graça salvadora de Jesus Cristo, hoje e sempre.
Mais um mês inicia-se para todos nós. Por esta razão estamos aqui fazendo as nossas considerações aos parceiros e amigos desse ministério.

Dia 10 foi a formatura dos formandos em estudos bíblicos. Tivemos uma linda e calorosa celebração ao nosso Deus que, com muito amor nos regou a cada passo que tomávamos durante as pesquisas e observações feitas nos 66 livros lidos, em um período de três meses entre os quais estudamos com mais intensidade 25 deles. Agora podemos dizer com convicção sobre quem é Deus em soberania, poder e graça.

Também dia cinco deste mês, iniciou o curso em diagnóstico de malaria. Estamos com uma turma de dez pessoas de diferentes estados.

Mês passado tivemos uma visita de duas jovens senhoras da aldeia que trabalhamos, elas vieram resolver questões de pensão maternidade. Foi bom tê-las em nossa casa.

A correria para a próxima escola já começou.Estou trabalhando nos planejamentos das aulas para o curso da bíblia indígena que se inicia dia 19 de Abril.

Estamos orando pra que em junho e julho a gente possa ir a aldeia passar com a comunidade o período de férias da escola das nossas filhas. Porque apesar de estarmos trabalhando com outros grupos indígenas na nossa base de apóio não devemos esquecer do grupo Parintintin.

Quero mais uma vez dizer com confiança, até aqui tem nos abençoado o Senhor. E para não faltar com os amigos, deixamos aqui as nossas notícias deste mês.

Os pedidos de oração que fazemos são:
De agradecimento pela vitória de mais uma etapa vencida, pelos recursos financeiros, as viagens de junho e julho para a aldeia e para que Deus nos ilumine com novas histórias que iremos contar nos momentos de estudos da bíblia junto à comunidade.
E para que siga bem a nossa saúde e segurança.
Abraço de Jorge e Leninha Jakeline e Gabriele.

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