segunda-feira, 29 de junho de 2009

PODEMOS VIVER O CÉU POR ANTECIPAÇÃO?


Sobre o evangelho da prosperidade
Infelizmente esse é o tipo de evangelho que fala as aspirações do homem decaído. Desde que o ser humano perdeu a sua justiça original ele não consegue mais entender as coisas de Deus. O Evangelho de Cristo demonstra que a tragédia da miséria humana é conseqüência do pecado. Embora, o genuíno evangelho prometa restauração, todavia, isso não se dará por completo aqui na terra, tanto, que Jesus prometeu aos seus seguidores aflições. Ele disse que seus discípulos seriam odiados e perseguidos por causa do evangelho (Mt.5.10,11 e Jo 15.18). Então, a prosperidade ainda não se consumará neste mundo. Essa verdade se confirma pelas Escrituras, pois, o apóstolo Paulo diz: “ Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (I Co 15.19). A bíblia fala de um lugar chamado “CÉU”, ela diz que devemos pensar nas coisas que são de lá (Cl. 3.1) e que devemos juntar nossos tesouros nesse lugar e não aqui na terra ( Mt. 6.19). Na carta aos Filipenses Paulo fala de modo muito categórico “Pois a nossa pátria está nos céus...” (Fp. 3.20). Todavia, o grande problema dessa teologia moderna da prosperidade é que se prega justamente o contrário, ou seja, o “CÉU” é aqui, nossas maiores aspirações devem ser as daqui e os melhores tesouros são ajuntados nesta terra. Desse modo os proponentes da prosperidade estão prometendo a solução de todos os problemas de saúde e finanças, cria-se uma esperança terrena, sem deixar mais nenhuma necessidade de se pensar no céu. Com absoluta certeza essa teologia é espúria, não é uma teologia apostólica, nunca foi ensinada em lugar algum dos evangelhos. Basta ler a vida do próprio Cristo onde ele diz: “As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça (Lc 9.58). Qual era a prosperidade financeira do Senhor Jesus e da sua família? Jesus foi um homem pobre, não nasceu em berço de ouro, mas, numa estrebaria. Qual era a riqueza de Paulo, se na pregação do evangelho até fome passou? As suas palavras são muito claras: “Digo isto , não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez (Fp. 4.11-12).
Conquanto, nossa prosperidade definitiva esteja no céu, podemos afirmar que o céu se inicia aqui numa perspectiva diferente do evangelho da prosperidade, pois, ele se inicia na perspectiva da paz com Deus com diz um de nossos velhos hinos: “Depois que Cristo me salvou, em céu o mundo se tornou; até no meio do sofrer eu tenho paz no meu viver” (HNC 102). Nossa prosperidade começa com o que há de mais importante: “Paz com Deus”. Isso significa que temos comunhão com Ele, não somos mais seus inimigos. Essa verdade é a boa notícia para os pecadores e fonte de toda nossa consolação numa terra que foi gravemente atingida pelo pecado. Deus em Cristo inicia a verdadeira prosperidade com a obra da expiação. Cristo assim nos dá a paz: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo” (Jo 14.27). Recebemos gratuitamente a justiça de Deus em nossas vidas mediante a qual temos paz ( Rm 5.1). Toda inimizade causada pelo pecado é removida, nossos pecados são perdoados em Jesus. Essa prosperidade do evangelho terá seu momento máximo nos novos céus e nova terra de onde se diz: “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras cousas passaram (Ap 21.4).
Nenhum de nós deve-se se iludir com as falsas promessas do moderno evangelho da prosperidade, porque a verdadeira prosperidade é ser achado em Cristo no grande dia do juízo final, pois, somente esses que estão em Cristo terão a prosperidade celestial. Ao invés de buscar esse pão que perece devemos buscar a comida que subsiste para a vida eterna, a qual Jesus tem prá dá (Jo.6.27). Na verdade o nosso Senhor Jesus proíbe aos seus seguidores anadrem ansiosos por qualquer coisa desta vida, até mesmo as coisas básicas da vida como comida e vestimentas pois assim ele diz: "Portanto, não vos inquieteis, dizendo: que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? (Mt.6.32) . Ele consola os seus discípulos dizendo:"...Vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas (Mt.632-33).

Guardem as palavras de Jesus: Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfrçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores" (Mt.7.15)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL


Histórico da Igreja Presbiteriana do Brasil
Alderi Souza de Matos
Atualmente existem no Brasil várias denominações de origem reformada ou calvinista. Entre elas incluem-se a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, a Igreja Presbiteriana Conservadora, a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil e algumas igrejas criadas por imigrantes vindos da Europa continental, tais como suíços, holandeses e húngaros. No entanto, a maior e mais antiga denominação reformada do país é a Igreja Presbiteriana do Brasil. Todavia, convém lembrar que já nos primeiros séculos da história do Brasil houve a presença de calvinistas no país.
1. Primórdios do movimento reformado no Brasil
1.1 A França AntárticaOs primeiros calvinistas chegaram ao Brasil ainda no começo da sua história. No final de 1555, um grupo de franceses liderados por Nicolas Durand de Villegaignon instalou-se em uma das ilhas da baía de Guanabara. Um ano e meio mais tarde, chegou à “França Antártica” um grupo de colonos e pastores reformados enviados pelo próprio João Calvino, em resposta a um pedido de Villegaignon. No dia 10 de março de 1557 esses evangélicos realizaram o primeiro culto protestante do Brasil e possivelmente do Novo Mundo. Eventualmente, surgiram desavenças teológicas entre Villegaignon e os calvinistas. Cinco deles foram presos e forçados a escrever uma declaração de suas convicções. O resultado foi a bela “Confissão de Fé da Guanabara.” Com base nessa declaração, três dos calvinistas foram executados e outro foi poupado por ser o único alfaiate da colônia. O quinto autor da confissão de fé, Jacques le Baleur, conseguiu fugir, mas eventualmente foi preso e mais tarde enforcado. Dentre os que conseguiram retornar para a França estava o sapateiro Jean de Léry, que mais tarde tornou-se pastor e escreveu a célebre obra Viagem à Terra do Brasil (1578). 1.2 O Brasil holandêsA próxima tentativa de introdução do calvinismo no Brasil ocorreu em meados do século XVII através dos holandeses. No contexto da guerra contra a Espanha, a Companhia das Índias Ocidentais ocupou o nordeste brasileiro por vinte e quatro anos (1630-1654). O mais famoso governante do Brasil holandês foi o príncipe João Maurício de Nassau-Siegen, que aqui esteve apenas sete anos (1637-1644). Embora os residentes católicos e judeus tenham gozado de tolerância religiosa, a igreja oficial da colônia era a Igreja Reformada da Holanda, que realizou uma grande obra pastoral e missionária. Ao longo dos anos foram criadas 22 igrejas e congregações, dois presbitérios (Pernambuco e Paraíba) e até mesmo um sínodo, o Sínodo do Brasil (1642-1646). Além da assistência aos colonos europeus, a igreja reformada fez um notável trabalho missionário junto aos indígenas. Ao lado da pregação e ensino, houve a preparação de um catecismo na língua nativa. Outros projetos incluíam a tradução das Escrituras e a ordenação de pastores indígenas, o que não chegou a efetivar-se. Com a expulsão dos holandeses, as igrejas nativas vieram a extinguir-se e por um século e meio desapareceram os vestígios do calvinismo no Brasil.1.3 O protestantismo de imigraçãoO protestantismo em geral e o presbiterianismo em particular só puderam estabelecer-se definitivamente no Brasil após a chegada da família real, em 1808. Em 1810, Portugal e a Inglaterra firmaram um Tratado de Comércio e Navegação cujo artigo XII pela primeira vez em nossa história concedeu liberdade religiosa aos imigrantes protestantes. Logo, muitos deles começaram a chegar de diversas regiões da Europa, inclusive reformados franceses, suíços e alemães. Em 1827, por iniciativa do cônsul da Prússia, foi fundada no Rio de Janeiro a Comunidade Protestante Alemã-Francesa, congregando luteranos e calvinistas.

Durante várias décadas, o calvinismo ficou restrito às comunidades imigrantes, sem atingir os brasileiros. Os poucos pastores reformados ou presbiterianos que por aqui passaram restringiram suas atividades religiosas aos estrangeiros. Tal foi o caso do Rev. James Cooley Fletcher, um pastor presbiteriano norte-americano que teve uma longa e frutífera ligação com o Brasil a partir de 1851. Ele deu assistência religiosa a marinheiros e imigrantes europeus, procurou aproximar o Brasil e os Estados Unidos nas áreas diplomática, comercial e cultural e escreveu o livro O Brasil e os Brasileiros, publicado em 1857. Através de seus contatos com políticos e intelectuais brasileiros, Fletcher contribuiu indiretamente para a introdução do protestantismo no Brasil. Foi por sua sugestão que o missionário congregacional inglês Robert Reid Kalley veio para o Brasil em 1855. Finalmente, o presbiterianismo foi implantado entre os brasileiros pelo Rev. Ashbel Green Simonton, que aqui chegou em 1859.2. História da Igreja Presbiteriana do Brasil A história da Igreja Presbiteriana do Brasil divide-se em alguns períodos bem definidos.2.1 Implantação (1859-1869)O surgimento do presbiterianismo no Brasil resultou do pioneirismo e desprendimento do Rev. Ashbel Green Simonton (1833-1867). Nascido em West Hanover, na Pensilvânia, Simonton estudou no Colégio de Nova Jersey e inicialmente pensou em ser professor ou advogado. Alcançado por um reavivamento em 1855, fez a sua profissão de fé e pouco depois ingressou no Seminário de Princeton. Um sermão pregado por seu professor, o famoso teólogo Charles Hodge, levou-o a considerar o trabalho missionário no estrangeiro. Três anos depois, candidatou-se perante a Junta de Missões da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, citando o Brasil como campo de sua preferência. Dois meses após a sua ordenação, embarcou para o Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade.

Em abril de 1860, Simonton dirigiu o seu primeiro culto em português. Em janeiro de 1862, recebeu os primeiros conversos, sendo fundada a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. No breve período em que viveu no Brasil, Simonton, auxiliado por alguns colegas, fundou o primeiro periódico evangélico do país (Imprensa Evangélica, 1864), criou o Presbitério do Rio de Janeiro (1865) e organizou um seminário (1867). O Rev. Ashbel Simonton morreu vitimado pela febre amarela aos 34 anos, em 1867 (sua esposa, Helen Murdoch, havia falecido três anos antes).

Os principais colaboradores de Simonton nesse período foram seu cunhado Alexander L. Blackford, que em 1865 organizou as Igrejas de São Paulo e Brotas; Francis J. C. Schneider, que trabalhou entre os imigrantes alemães em Rio Claro, lecionou no seminário do Rio e foi missionário na Bahia; e George W. Chamberlain, grande evangelista e operoso pastor da Igreja de São Paulo. Os quatro únicos estudantes do “seminário primitivo” foram eficientes pastores: Antonio Bandeira Trajano, Miguel Gonçalves Torres, Modesto Perestrelo Barros de Carvalhosa e Antonio Pedro de Cerqueira Leite.

Outras poucas igrejas organizadas no primeiro decênio foram as de Lorena, Borda da Mata (Pouso Alegre) e Sorocaba. O homem que mais contribuiu para a criação dessas e outras igrejas foi o notável Rev. José Manoel da Conceição (1822-1873), um ex-sacerdote que se tornou o primeiro brasileiro a ser ordenado ministro do evangelho (1865). Conceição visitou incansavelmente dezenas de vilas e cidades no interior de São Paulo, Vale do Paraíba e sul de Minas, pregando o evangelho da graça.2.2 Consolidação (1869-1888)Simonton e seus companheiros eram todos da Igreja Presbiteriana do norte dos Estados Unidos (PCUSA). Em 1869 chegaram os primeiros missionários da igreja do sul (PCUS): George Nash Morton e Edward Lane. Eles fixaram-se em Campinas, região onde residiam muitas famílias norte-americanas que vieram para o Brasil após a Guerra Civil no seu país (1861-1865). Em 1870, Morton e Lane fundaram a igreja de Campinas e em 1873 o famoso, porém efêmero, Colégio Internacional. Os missionários da PCUS evangelizaram a região da Mogiana, o oeste de Minas, o Triângulo Mineiro e o sul de Goiás. O pioneiro em várias dessas regiões foi o incansável Rev. John Boyle, falecido em 1892.

Os obreiros da PCUS também foram os pioneiros presbiterianos no nordeste e norte do Brasil (de Alagoas até a Amazônia). Os principais foram John Rockwell Smith, fundador da igreja do Recife (1878); DeLacey Wardlaw, pioneiro em Fortaleza; e o Dr. George W. Butler, o “médico amado” de Pernambuco. O mais conhecido dentre os primeiros pastores brasileiros do nordeste foi o Rev. Belmiro de Araújo César, patriarca de uma grande família presbiteriana.

Enquanto isso, os missionários da Igreja do norte dos Estados Unidos, auxiliados por novos colegas, davam continuidade ao seu trabalho. Seus principais campos eram Bahia e Sergipe, onde atuou, além de Schneider e Blackford, o Rev. John Benjamin Kolb; Rio de Janeiro, que inaugurou seu templo em 1874, e Nova Friburgo, onde trabalhou o Rev. John M. Kyle; Paraná, cujos pioneiros foram Robert Lenington e George A. Landes; e especialmente São Paulo. Na capital paulista, o casal Chamberlain fundou em 1870 a Escola Americana, que mais tarde veio a ser o Mackenzie College, dirigido pelo educador Horace Manley Lane. No interior da província destacou-se o Rev. João Fernandes Dagama, português da Ilha da Madeira. No Rio Grande do Sul, trabalhou por algum tempo o Rev. Emanuel Vanorden, um judeu holandês.

Entre os novos pastores “nacionais” desse período estavam Eduardo Carlos Pereira, José Zacarias de Miranda, Manuel Antônio de Menezes, Delfino dos Anjos Teixeira, João Ribeiro de Carvalho Braga e Caetano Nogueira Júnior. As duas igrejas norte-americanas também enviaram ao Brasil algumas notáveis missionárias educadoras como Mary Parker Dascomb, Elmira Kuhl, Nannie Henderson e Charlotte Kemper. 2.3 Dissensão (1888-1903)Em setembro de 1888 foi organizado o Sínodo da Igreja Presbiteriana do Brasil, que assim tornou-se autônoma, desligando-se das igrejas-mães norte-americanas. O Sínodo compunha-se de três presbitérios (Rio de Janeiro, Campinas-Oeste de Minas e Pernambuco) e tinha vinte missionários, doze pastores nacionais e cerca de 60 igrejas. O primeiro moderador foi o veterano Rev. Blackford. O Sínodo criou o Seminário Presbiteriano, elegeu seus dois primeiros professores e dividiu o Presbitério de Campinas e Oeste de Minas em dois: São Paulo e Minas.

Nesse período a denominação expandiu-se grandemente, com muitos novos missionários, pastores brasileiros e igrejas locais. O Seminário começou a funcionar em Nova Friburgo no final de 1892 e no início de 1895 transferiu-se para São Paulo, tendo à frente o Rev. John Rockwell Smith. O Mackenzie College ou Colégio Protestante foi criado em 1891, sendo seu primeiro presidente o Dr. Horace Manley Lane. Por causa da febre amarela, o Colégio Internacional foi transferido de Campinas para Lavras, e mais tarde veio a chamar-se Instituto Gammon, numa homenagem ao seu grande líder, o Rev. Samuel R. Gammon (1865-1928).

A primeira escola evangélica do nordeste foi o Colégio Americano de Natal (1895), fundado por Katherine H. Porter, esposa do Rev. William C. Porter. Na mesma época, a cidade de Garanhuns começou a tornar-se um grande centro da obra presbiteriana. Além do trabalho evangelístico, foram lançadas as bases de duas importantes instituições educacionais: o Colégio Quinze de Novembro e o Seminário do Norte, hoje sediado em Recife. No final desse período, além de estar presente em todos os estados do nordeste, a Igreja Presbiteriana chegou ao Pará e ao Amazonas.

No sul, foi iniciada a obra presbiteriana em Santa Catarina (São Francisco do Sul e Florianópolis). A igreja também iniciou a sua marcha vitoriosa no leste de Minas. O primeiro obreiro a residir em Alto Jequitibá foi o Rev. Matatias Gomes dos Santos (1901). As igrejas de São Paulo e do Rio de Janeiro passaram a ser pastoreadas por dois grandes líderes, respectivamente Eduardo Carlos Pereira (1888) e Álvaro Emídio G. dos Reis (1897).

Infelizmente, os progressos desse período foram em parte ofuscados por uma grave crise que se abateu sobre a vida da igreja. Inicialmente, surgiu uma diferença de prioridades entre o Sínodo e a Junta de Missões de Nova York. O Sínodo queria apoio para a obra evangelística e para instalar o Seminário, ao passo que a Junta preferiu dar ênfase à obra educacional, principalmente através do Mackenzie College. Paralelamente, surgiram desentendimentos entre o pastor da Igreja Presbiteriana de São Paulo, Rev. Eduardo Carlos Pereira, e os líderes do Mackenzie, Horace M. Lane e William A. Waddell.

Com o passar do tempo, o Rev. Eduardo C. Pereira passou a tornar-se mais radical em suas posições, perdendo o apoio até mesmo de muitos dos seus colegas brasileiros. Como uma alternativa ao jornal do Rev. Eduardo, O Estandarte, o Rev. Álvaro Reis criou O Puritano em 1899. Em 1900 foi organizada a Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo, que resultou da fusão de duas igrejas formadas por pessoas que haviam saído da igreja do Rev. Eduardo. Na mesma época, um novo problema veio complicar ainda mais a situação: o debate acerca da maçonaria.

Em março de 1902, Eduardo C. Pereira e seus partidários começaram a divulgar a sua Plataforma, com cinco tópicos sobre as questões missionária, educativa e maçônica. Após pouco mais de um ano de debates acalorados, a crise chegou ao seu lamentável desfecho em 31 de julho de 1903, durante a reunião do Sínodo. Após serem derrotados em suas propostas, Eduardo Carlos Pereira e seus colegas desligaram-se do Sínodo e formaram a Igreja Presbiteriana Independente.2.4 Reconstituição (1903-1917)No início de agosto de 1903, os independentes organizaram o seu presbitério, com quinze presbíteros e sete pastores (Eduardo C. Pereira, Caetano Nogueira Jr., Bento Ferraz, Ernesto Luiz de Oliveira, Otoniel Mota, Alfredo Borges Teixeira e Vicente Temudo Lessa). Seguiu-se um triste período de divisões de comunidades, luta pela posse de propriedades, litígios judiciais. Uma pastoral do Presbitério Independente chegou a vedar aos sinodais a Ceia do Senhor. O período mais conflitivo estendeu-se até 1906. Nessa época, o Sínodo contava com 77 igrejas e cerca de 6500 membros; em 1907, os independentes tinham 56 igrejas e 4200 comungantes.

O prédio do seminário, no bairro Higienópolis, foi ocupado sem solenidade em setembro de 1899. Os principais professores eram os Revs. John R. Smith e Erasmo Braga (este a partir de 1901); o membro mais destacado da diretoria era o Rev. Álvaro Reis. Em fevereiro de 1907, o seminário foi transferido para Campinas, ocupando a antiga propriedade do Colégio Internacional. A primeira turma de Campinas só se formou em 1912. Entre os formandos estavam Tancredo Costa, Herculano de Gouvêa Jr., Miguel Rizzo Jr. e Paschoal Luiz Pitta. Mais tarde viriam Guilherme Kerr, Jorge T. Goulart, Galdino Moreira e José Carlos Nogueira.

A obra presbiteriana crescia em muitos lugares. A primeira cidade atingida no Leste de Minas foi Alto Jequitibá (Manhuaçu) e no Espírito Santo, São José do Calçado. Os primeiros pastores daqueles campos foram Matatias Gomes dos Santos, Aníbal Nora, Constâncio Omero Omegna e Samuel Barbosa. No Vale do Ribeira, o dinâmico evangelista Willes Roberto Banks continuava em atividade. A família Vassão daria grandes contribuições à igreja.

Em 1907, o Sínodo dividiu-se em dois (Norte e Sul) e em 1910 foi organizada a Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana do Brasil. O moderador do último sínodo e instalador da Assembléia Geral foi o veterano Modesto Carvalhosa, ordenado 40 anos antes. A Assembléia Geral foi instalada na Igreja do Rio de Janeiro e o Rev. Álvaro Reis foi eleito seu primeiro moderador. Os conciliares visitaram a Ilha de Villegaignon para lembrar os mártires calvinistas e comemorar o quarto centenário do nascimento de Calvino. Na época, a Igreja Presbiteriana do Brasil tinha 10 mil membros comungantes, outro tanto de menores e cerca de 150 igrejas em sete presbitérios. As demais denominações tinham os seguintes números – metodistas: 6 mil membros; independentes: 5 mil; batistas: 5 mil; e episcopais: cerca de mil. Em 1911, a IPB enviou a Portugal o seu primeiro missionário, Rev. João da Mota Sobrinho, que lá permaneceu até 1922.

Os missionários americanos continuavam em plena atividade. Devido a divergências quanto ao lugar da educação na obra missionária, a Missão Sul da PCUS dividiu-se em duas: Missão Leste (Lavras) e Missão Oeste (Campinas). O Rev. William Waddell fundou uma influente escola em Ponte Nova, Bahia. Pierce, um filho de Chamberlain, trabalhou na Bahia de 1899 a 1909. A obra presbiteriana no Mato Grosso começou nesse período: os pioneiros foram os missionários Franklin Graham (1913) e Filipe Landes (1915).

Em 1917, foi aprovado o Modus Operandi, um acordo entre a igreja brasileira e as missões norte-americanas pelo qual os missionários desligaram-se dos concílios da IPB, separando-se os campos nacionais (presbitérios) dos campos das missões. Em 1924, a Assembléia Geral reuniu-se pela primeira sem qualquer missionário como delegado de presbitério. 2.5 Cooperação (1917-1932)O maior líder presbiteriano desse período foi o Rev. Erasmo de Carvalho Braga (1877-1932), professor do Seminário e secretário da Assembléia Geral. Em 1916, participou com dois colegas do Congresso de Ação Cristã na América Latina, no Panamá. Poucos anos depois, tornou-se o dinâmico secretário da Comissão Brasileira de Cooperação, entidade que liderou um grande esforço cooperativo entre as igrejas evangélicas do Brasil na década de 1920. As principais áreas de cooperação foram literatura, educação cristã e educação teológica. Foi fundado no Rio de Janeiro o Seminário Unido, que existiu até 1932.

Outros esforços cooperativos desse período foram: (1) Instituto José Manoel da Conceição, fundado pelo Rev. William A. Waddell na cidade de Jandira, perto de São Paulo (1928); visava preparar os jovens que depois seguiriam para o seminário. (2) Associação Evangélica de Catequese dos Índios (1928), depois Missão Evangélica Caiuá: idealizada pelo Rev. Albert S. Maxwell e instalada em Dourados, Mato Grosso, num esforço cooperativo das igrejas presbiteriana, independente, metodista e episcopal.

O Seminário de Campinas correu o risco de ser extinto por causa do Seminário Unido, mas finalmente superou a crise. Em 1921, o Seminário do Norte foi transferido para o Recife. As principais instituições educacionais das missões eram o Colégio Agnes Erskine, em Recife; Colégio 15 de Novembro (Garanhuns); Escola de Ponte Nova (Bahia); Colégio 2 de Julho (Salvador); Instituto Gammon (Lavras); Instituto Cristão (Castro) e principalmente o Mackenzie College. Os principais periódicos presbiterianos eram O Puritano e o Norte Evangélico.

Em 1924, a Assembléia Geral encerrou o trabalho missionário em Lisboa. No mesmo ano, Erasmo Braga e alguns amigos fundaram a Sociedade Missionária Brasileira de Evangelização em Portugal, que enviou para aquele país o Rev. Paschoal Luiz Pitta e sua esposa Odete. O casal ali esteve por quinze anos (1925-1940), regressando ao Brasil devido à constante falta de recursos.

Em 1921, morreu o Rev. Antonio Bandeira Trajano. Com ele desapareceu a primeira geração de obreiros presbiterianos no Brasil, os da década de 1860. Outros obreiros falecidos nesse período foram: Eduardo Carlos Pereira (1923), Álvaro Reis (1925), Carlota Kemper (1927), Samuel Gammon (1928) e Erasmo Braga (1932). Além do seu trabalho na área religiosa, vários dos pioneiros presbiterianos deram valiosa contribuição de ordem intelectual e literária. Alguns autores e os livros que os celebrizaram são os seguintes: Modesto Carvalhosa (Escrituração Mercantil), Antonio Trajano (Álgebra Elementar), Eduardo C. Pereira (Gramática Expositiva), Otoniel Motta (O Meu Idioma) e Erasmo Braga (Série Braga).2.6 Organização (1932-1959)

Nas décadas de 1930 a 1950, a IPB continuou a crescer e a aperfeiçoar a sua estrutura, criando entidades voltadas para o trabalho feminino, mocidade, missões nacionais e estrangeiras, literatura e ação social. O período terminou com a comemoração do centenário do presbiterianismo no Brasil.

Nessa época, a igreja era constituída dos seguintes sínodos: (1) Setentrional: estendia-se de Alagoas até a Amazônia, estando o maior número de igrejas no Estado de Pernambuco; (2) Bahia-Sergipe: criado em 1950, quando o Presbitério Bahia-Sergipe, antigo campo da Missão Central, dividiu-se nos presbitérios de Salvador, Campo Formoso e Itabuna; (3) Minas-Espírito Santo: surgiu em 1946, abrangendo o leste de Minas e o Espírito Santo, a região de maior crescimento da igreja; (4) Central: formado em 1928, incluía o Estado do Rio de Janeiro, bem como o sul e o oeste de Minas Gerais; (5) Meridional: sínodo histórico (1910-47), abrangia São Paulo, Paraná e Santa Catarina; (6) Oeste do Brasil: foi formado em 1947, abrangendo todo o norte e oeste de São Paulo. No final da década de 50, foram entregues pelas missões os Presbitérios do Triângulo Mineiro, Goiás e Cuiabá.

Nesse período, as missões norte-americanas continuaram o seu trabalho: (1) PCUS: (a) Missão Norte: atuou no nordeste, onde o principal obreiro foi o Rev. William Calvin Porter (†1939); o campo mais importante era o de Garanhuns, onde estavam o Colégio 15 de Novembro e o jornal Norte Evangélico; (b) Missão Leste: atuou no oeste de Minas e depois em Dourados, Mato Grosso, cuja igreja foi organizada em 1951. (c) Missão Oeste: concentrou-se mais no Triângulo Mineiro, onde o casal Edward e Mary Lane fundou em 1933 o Instituto Bíblico de Patrocínio. (2) PCUSA: (a) Missão Central: seus principais campos eram Ponte Nova/Itacira, a bacia do Rio São Francisco, o sul da Bahia e o norte de Minas; (b) Missão Sul: atuou no Paraná e Santa Catariana, fundindo-se com a Missão Central por volta de 1937. O Rev. Filipe Landes foi grande evangelista no Mato Grosso (norte e sul). Em Rio Verde, Goiás, atuou o Rev. Dr. Donald Gordon, que fundou um importante hospital.

Trabalho feminino: as primeiras sociedades de senhoras surgiram em 1884-85 e as primeiras federações, na década de 1920. Os primeiros secretários gerais do trabalho feminino foram o Rev. Jorge T. Goulart e as sras. Genoveva Marchant, Blanche Lício, Cecília Siqueira e Nady Werner. O primeiro congresso nacional reuniu-se na I. P. Riachuelo, no Rio de Janeiro, em 1941; o segundo congresso realizou-se também no Rio em 1954. A SAF em Revista foi criada em 1954.

Mocidade: algumas entidades precursoras foram a Associação Cristã de Moços (Myron Clark), o Esforço Cristão (Clara Hough) e a União Cristã de Estudantes do Brasil (Eduardo P. Magalhães). Benjamim Moraes Filho foi o primeiro secretário do trabalho da mocidade, em 1938. O primeiro congresso nacional reuniu-se em Jacarepaguá em 1946, quando foi criada a confederação. Entre os líderes da época estavam Francisco Alves, Jorge César Mota, Paulo César, Waldo César, Tércio Emerique, Gutemberg de Campos, Paulo Rizzo e Billy Gammon.

Missões Nacionais: em 1940 foi organizada na I. P. Unida a Junta Mista de Missões Nacionais, com representantes da IPB e das missões norte-americanas. Entre os primeiros líderes estavam Coriolano de Assunção, Guilherme Kerr, Filipe Landes, Eduardo Lane, José Carlos Nogueira e Wilson N. Lício. Até 1958, a Junta ocupou quinze regiões em todo o Brasil, com cerca de 150 locais de pregação. Em 1950 foi criada a Missão Presbiteriana da Amazônia.

Missão em Portugal: os primeiros obreiros foram João da Mota Sobrinho (1911-1922) e Paschoal Luiz Pitta (1925-1940). Em 1944 a IPB assumiu o trabalho e foi criada a Junta de Missões Estrangeiras, com o apoio das igrejas norte-americanas. Os primeiros missionários foram Natanael Emerique, Aureliano Lino Pires, Natanael Beuttenmuller e Teófilo Carnier.

Outras organizações: (a) Casa Editora: começou a ser organizada em 1945, no início da Campanha do Centenário, sob a liderança do Rev. Boanerges Ribeiro. A primeira sede foi instalada em dependências cedidas pela I. P. Unida, na Rua Helvetia. (b) Orfanatos: em 1910, a Assembléia Geral planejou um orfanato para Lavras; em 1919, passou a funcionar em Valença, e em 1929 veio a ocupar uma propriedade da I. P. de Copacabana em Jacarepaguá. O orfanato foi denominado Instituto Álvaro Reis. (c) Conselho Interpresbiteriano (CIP): foi criado em 1955 para superintender as relações da IPB com as missões e as juntas missionárias dos Estados Unidos. Tinha mais autoridade que o “modus operandi” de 1917.

Outras igrejas: (a) Igreja Presbiteriana Independente: em 1957, foi criado o Supremo Concílio, com três sínodos, dez presbitérios, 189 igrejas, 105 pastores e cerca de 30 mil membros comungantes; O Estandarte continuou a ser o jornal oficial. No final dos anos 30 houve um conflito teológico. Em 1942, um grupo de intelectuais liberais (entre os quais o Rev. Eduardo P. Magalhães) retirou-se da IPI e formou a Igreja Cristã de São Paulo. (b) Igreja Presbiteriana Conservadora: foi fundada em 1940 pelos membros da Liga Conservadora da IPI. Em 1957, contava com mais de vinte igrejas em quatro estados e tinha um seminário. Seu órgão oficial é O Presbiteriano Conservador. (c) Igreja Presbiteriana Fundamentalista: foi fundada em 1956 pelo Rev. Israel Gueiros, pastor da 1ª I. P. de Recife e ligado ao Concílio Internacional de Igrejas Cristãs (do líder fundamentalista norte-americano Carl McIntire).

Neste período, a IPB participou de vários movimentos cooperativos: Associação Evangélica Beneficente (fundada por Otoniel Mota em 1928), Associação Cristã de Beneficência Ebenézer (dirigida pelo Dr. Benjamin Hunnicutt), Missão Evangélica Caiuá, Instituto José Manoel da Conceição, Confederação Evangélica do Brasil (fundada em 1934), Sociedade Bíblica do Brasil, Centro Áudio-Visual Evangélico (CAVE, fundado em 1951) e Universidade Mackenzie, que seria transferida à IPB no início dos anos 60.

Constituição da IPB: em 1924, foram aprovadas pequenas modificações no antigo Livro de Ordem adotado quando da criação do Sínodo, em 1888. Em 1937, entrou em vigor a nova Constituição da Igreja (os independentes haviam aprovado a sua três anos antes), sendo criado o Supremo Concílio. Houve protestos do norte contra alguns pontos: diaconato para ambos os sexos, “confirmação” em vez de “profissão de fé” e o nome “Igreja Cristã Presbiteriana”. Em 1950, foi promulgada uma nova Constituição e no ano seguinte o Código de Disciplina e os Princípios de Liturgia.

Estatística: em 1957, a IPB contava com seis sínodos, 41 presbitérios, 489 igrejas, 883 congregações, 369 ministros, 127 candidatos ao ministério, 89.741 membros comungantes e 71.650 não-comungantes. Os primeiros presidentes do Supremo Concílio foram os Revs. Guilherme Kerr, José Carlos Nogueira, Natanael Cortez, Benjamim Moraes Filho e José Borges dos Santos Júnior.

A Campanha do Centenário foi lançada em 1946, tendo como objetivos: avivamento espiritual, expansão numérica, consolidação das instituições da igreja, afirmação da fé reformada e homenagem aos pioneiros. A Comissão Central do Centenário, organizada em 1948, enfrentou muitas dificuldades. Após 1950, a campanha ganhou ímpeto. A Comissão Unida do Centenário (IPB, IPI e Igreja Reformada Húngara) planejou uma grande campanha evangelística com a participação de Edwyn Orr e William Dunlap, que se estendeu por todo o país em 1952. Outras medidas foram a criação do Museu Presbiteriano, do Seminário do Centenário e do jornal Brasil Presbiteriano, resultante da fusão de O Puritano e Norte Evangélico (1958). A 18ª Assembléia da Aliança Presbiteriana Mundial reuniu-se em São Paulo de 27 de julho a 6 de agosto de 1959. O lema do centenário foi: “Um ano de gratidão por um século de bênçãos”.

domingo, 21 de junho de 2009

ESTATÍSTICA


OITO VEZES MAIS LUTERANOS NA ÁFRICA DO QUE NA AMÉRICA LATINA E CARIBE


Há mais luteranos na África ( 8,5 milhões) do que na América Latina e Caríbe ( 1,1 milhão). A Europa, onde aconteceu a reforma que deu origem à Igreja Luterana na primeira metade do século XVI, ainda detém o maior número ( 37,1 milhões ). De acordo com a Federação Luterana Mundial, que reúne 140 igrejas-membros, o número atual de fiéis chega a perto de 72 milhões, incluindo todas as comunidades luteranas. O quanto se saiba, o primeiro Luterano a vir para o Brasil chamava-se Heliodor Eobano, era filho de um amigo de Lutero e desembarcou em São Vicente, litoral de são Paulo, em 1532.

ESTATÍSTICA

OS PAÍSES MAIS CATÓLICOS DO MUNDO
Em números relativos, os cinco países mais católicos são:
1. Brasil 157,8 milhões;
2. México 96,3 milhões;
3. Filipinas 70,5 milhões;
4. Estados Unidos 65,5 milhões;
5. Itália 56,4 milhões;
Em porcentagem, a ordem é outra: Polônia (96,1%), Itália (95,9%), Espanha (94,2%), Argentina (92,3%)e México (91,9%). O Brasil fica em nono lugar (com 84,5%), logo depois da Colômbia, do Peru e do Equador. O maior número de sacerdotes católicos está na Itália ( 50.854 ), nos Estados Unidos ( 4.728), n aPlonia ( 28.976, na espanha ( 25.705) e na Índia ( 23.408). (Fonte Internacional Bulletin of Missionary Research, janeiro de 2009. Revista Ultimato)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Resumo do Vídeo

Premissas da Psicologia
1. O homem é intrisicamente bom;
2. O problema não está no homem, mas, fora dele;
3 A solução é trabalhar o "EGO" ( Auto -estima, amor -próprio, auto-imagem...);

Afirmações da Bíblia

1. O homem não é bom ( Romanos 3.23);
2. O problema está no homem ( Marcos 7.21-23);
3. O "EGO" é o maior problema do homem ( II Timóteo ;
4. A reconciliação com Deus por meio de Jesus Cristo é o único meio pelo qual o homem pode resolver seus problemas ( mentais, emocionais e comportamentais relacionados ao pecado)

Aconselhamento Bíblico ou Psicologia?


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domingo, 10 de maio de 2009

CURIOSIDADES SOBRE A BÍBLIA!


1. Bíblias impressas: A invenção da imprensa, de tipos móveis, por João Gutemberg, 1454 d.C. barateou e tornou abundantes as Escrituras, ao mesmo tempo que promoveu grandemente a circulação e a influência delas entre o povo. Antes, uma bíblia custava o que uma pessoa ganhava de salário durante um ano. O primeir livro impresso por Gutemberg foi a bíblia. Um dos exemplares encontra-se na Biblioteca do Congresso, em Washington, pelo qual se pagou o preço de 350,000 dólares.

2. A Bíblia do Padre João Wyclif. Em 1382 d.C. Foi a primeira bíblia em inglês ( Parte do Novo Testamento), traduzida da Vulgata (Latim). Só existia manuscrita. Foi um dos principais fatores que abriram caminho para REFORMA. O papa excomungou Wyclif mesmo depois de morto, seus ossos foram queimados e as cinzas lanças no rio.

3. A Bíblia de Tyndale. Em 1525. Traduzida dos originais grego e hebráico. Mais exata do que a de Wyclif. Impressa clandestinamente. Por haver traduzido em língua do povo Tyndale foi queimado vivo por ordem do clero em 06 de outubro de 1536.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Ashbel Green Simonton (1859-1869)


O surgimento do presbiterianismo no Brasil resultou do pioneirismo e desprendimento do Rev. Ashbel Green Simonton (1833-1867). Nascido em West Hanover, na Pensilvânia, Simonton estudou no Colégio de Nova Jersey e inicialmente pensou em ser professor ou advogado. Influenciado por um reavivamento em 1855, fez a sua profissão de fé e, pouco depois, ingressou no Seminário de Princeton. Um sermão pregado por seu professor, o famoso teólogo Charles Hodge, levou-o a considerar o trabalho missionário no estrangeiro. Três anos depois, candidatou-se perante a Junta de Missões da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, citando o Brasil como campo de sua preferência. Dois meses após a sua ordenação, embarcou para o Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade. Em abril de 1860, Simonton dirigiu o seu primeiro culto em português. Em janeiro de 1862, recebeu os primeiros conversos, sendo fundada a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. No breve período em que viveu no Brasil, Simonton, auxiliado por alguns colegas, fundou o primeiro periódico evangélico do país (Imprensa Evangélica, 1864), criou o Presbitério do Rio de Janeiro (1865) e organizou um seminário (1867). O Rev. Ashbel Simonton morreu vitimado pela febre amarela aos 34 anos, em 1867 (sua esposa, Helen Murdoch, havia falecido três anos antes).
Dr Alderi de Matos historiador da IPB

Razões Por Que os Crentes não Precisam Ficar com Medo

John Piper

Na bíblia, centenas de vezes somos instruídos a não ficar com medo. “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus” (Is 41.10). Quando somos jovens, facilmente ficamos amedrontados, embora tenhamos pouco conhecimento daquilo que nos pode fazer mal. Quando nos tornamos mais velhos, o nosso conhecimento dos riscos e perigos aumenta. Deveria o nosso medo aumentar? Alguém pode responder “não”, porque nos tornamos mais sábios e capazes de evitar o perigo e de esquivar-nos dos riscos e sobrepujar os assaltos.No entanto, existem razões melhores para não deixarmos nosso medo crescer. Não é por que nos tornamos mais espertos e capazes de evitar o perigo, e sim por que, pela fé em Cristo Jesus, nos tornamos mais confiantes de que Deus cuidará de nós da maneira que Ele achar melhor. Isto não garante segurança ou conforto nesta vida. Mas garante regozijo eterno, quando confiamos nEle. Confiar em Deus, por meio de Jesus Cristo, é a chave para a ausência de temor. E as promessas de Deus são a chave que nos liberta do cárcere do temor. Então, considere estas promessas e seja corajoso.1. Não morreremos sem o consentimento do gracioso decreto de Deus para seus filhos.Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo (Tg 4.15).Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai. E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados. Não temais, pois! Bem mais valeis vós do que muitos pardais (Mt 10.29-31).Vede, agora, que Eu Sou, Eu somente, e mais nenhum deus além de mim; eu mato e eu faço viver; eu firo e eu saro; e não há quem possa livrar alguém da minha mão (Dt 32.39). (Veja também Jó 1.21; 1 Sm 2.6; 2 Rs 5.7).2. Maldições e feitiços não atingem o povo de Deus.Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel (Nm 23.23).3. Os planos de terroristas e nações hostis não se concretizam sem a permissão de nosso Deus gracioso.O Senhor frustra os desígnios das nações e anula os intentos dos povos (Sl 33.10).Forjai projetos, e eles serão frustrados; dai ordens, e elas não serão cumpridas, porque Deus é conosco (Is 8.10).(Veja também 2 Sm 7.14; Ne 4.15.)4. Os homens não podem injuriar-nos além da graciosa vontade de Deus para nós.O Senhor está comigo; não temerei. Que me poderá fazer o homem? (Sl 118.6.)Neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer o homem? (Sl 56.11.)5. Deus promete proteger os seus filhos de tudo o que não for para o seu bem.Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o meu nome (Sl 91.14).6. Deus promete nos dar tudo o que é necessário para Lhe obedecermos, para desfrutarmos dEle e honrá-Lo para sempre.Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos?... vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas (Mt 6.31-33).7. Deus nunca diminui sua vigilância.É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel (Sl 121.4).8. Deus estará conosco, nos ajudará e sustentará em aflições.Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel (Is 41.10).Porque eu, o Senhor, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo (Is 41.13).9. Terrores virão, alguns de nós morreremos, mas não se perderá nem um fio de nossos cabelos. Jesus “lhes disse... haverá... coisas espantosas e também grandes sinais do céu... Contudo, não se perderá um só fio de cabelo da vossa cabeça” (Lc 21.10,11,18).10. Nada acontece aos filhos de Deus fora do tempo designado.Então, procuravam prendê-lo; mas ninguém lhe pôs a mão, porque ainda não era chegada a sua hora (Jo 7.30).(Veja também Jo 8.20, 10.18.)11. Quando o Deus Altíssimo é o nosso auxílio, ninguém pode fazer-nos mal além do que Ele decreta.Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem? (Hb 13.6.)Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rm 8.31).12. A fidelidade de Deus está fundamentada no poderoso valor de seu nome, e não em nossa pequena medida de obediência.Então, disse Samuel ao povo: Não temais; tendes cometido todo este mal.... Pois o Senhor, por causa do seu grande nome, não desamparará o seu povo (1 Sm 12.20-22).13. O Senhor, nosso protetor, é grande e temível.Não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e temível (Ne 4.14).
Extraído do livro:

Penetrado pela PalavraJohn Piper

quarta-feira, 29 de abril de 2009


APRESENTAÇÃO DA IGREJA PRESBITERIANA EM CAJAZEIRAS AOS NOSSOS VISITANTES


I. HISTÓRICO DA CONGREGAÇÃO

A atual Congregação Presbiteriana começou a congregar-se no dia 10 de agosto de 1996, na casa do Missionário Roberto Monteiro Buriti, da JOCUM. Os atos pastorais começaram a ser realizados em 15 de Janeiro de 1997 (data da organização como Congregação), pelo Reverendo Saul Lafaiette Formiga Filho, designado pelo Presbitério da Borborema. No ano de 2000, o Presbitério designou o Reverendo Flávio Monteiro Dantas, o qual pastoreou a congregação por quatro anos. Substituindo o reverendo Flávio em 2004, o Reverendo Jahyr Barros foi designado pelo novo presbitério o POPB Presbitério Oeste da Paraíba, para realizar os atos pastorais, auxiliado pelo então Evangelista Josivan Martins Dantas durante um ano. Em seguida foi substituído pelo Reverendo Fernando Roberto M. de Brito ainda auxiliado pelo Evangelista Josivan Martins Dantas. Com a ordenação do evangelista Josivam Martis os irmãos passaram a receber seus cuidados pastorais até a sua saída em dezembro de 2008.

Hoje a congregação encontra-se à Rua Odilon Cavalcante bairro Santa Cecília(próximo a rodoviária), sob a jurisdição da IGREJA PRESBITERIANA DE SOUSA-PB. O governo da nossa congregação dá-se através do conselho da IPB de Sousa cujo os os membros são os seguintes irmãos: Rev. Moisés Barbosa (presidente), Rev. Clodoaldo A. Brunet (auxiliar), Valmir Brito (vice-presidente), Presb. Francisco Medeiros (secretário), Presb. José Ferreira (tesoureiro), e Hermano Dias. As decisões locais são tomdas através da mesa administrativa formada por irmãos da congregação. A partir do dia 15 de janeiro de 2009 assumiu o pastoreio local da congregação o Pr. Clodoaldo A. Brunet, vindo do campo missionário da JMN em José de Freitas Piauí.

II. ORIGEM DA NOSSA DOUTRINA

Somos parte da Igreja Presbiteriana do Brasil cuja origem encontra-se na Reforma Protestante do século XVI. Ela é a correspondente calvinista na Grã-Bretanha da Igreja Reformada no continente europeu. Sua forma histórica mais característica provém da igreja calvinista escocesa, fundada por John Knox no século XVI, e das igrejas puritanas inglesas do século XVII. Desses países, o presbiterianismo expandiu-se para o mundo, sendo uma das denominações protestantes históricas mais conhecidas em países tão distintos como os Estados Unidos e a Coréia do Sul. No Brasil, o presbiterianismo foi estabelecido por missionários norte-americanos, sendo mais forte em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco.
III. A DOUTRINA
A doutrina da Congregação é genuinamente reformada (vide boletins). Ela adota como símbolos (ou resumos ) de fé a Confissão de Fé e os Catecismos Maior e Menor de Westminster, redigidos entre 1643 e 1646, por cerca de 160 teólogos ingleses e escoceses. Ora, cremos que estes documentos teológicos reformados expressam com precisão o ensino da Palavra de Deus.
Os reformadores empregaram cinco termos Latinos para resumir o que criam. Nós os subscrevemos:
1.Sola Scriptura (somente a Escritura). A base da nossa doutrina, forma de governo, culto e práticas eclesiásticas não está no tradicionalismo, racionalismo, subjetivismo ou pragmatismo, mas na doutrina reformada acerca das Escrituras. Cremos que a Palavra de Deus registrada no Antigo e Novo Testamentos, embora escrita por autores humanos, foi inspirada por Deus (2Tm 3:16), de modo a garantir sua inerrância, autoridade, suficiência e clareza. As Escrituras são, portanto, a autoridade suprema pela qual todas as questões doutrinárias e eclesiásticas devem ser decididas (Dt 4:2). Esta doutrina é importantíssima na preservação e purificação da Igreja.
2.Solo Christi (somente Cristo). Não temos nenhum outro mediador pelo qual o homem seja reconciliado com Deus, a não ser Cristo, a segunda Pessoa da Trindade (1Tm 2:5), "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (Jo 1:29). Cremos que a sua morte expiatória na cruz expia (paga e elimina) completamente a culpa de todos aqueles que nEle crêem (Rm 3:24-25), redimindo-os do pecado (Ef 1:7); e que a sua vida perfeita mente justa, santa e obediente à Lei de Deus, Lhe permite justificar (considerar justo) todos quantos o Pai Lhe confiou. (Jo 6: 37, 39, 65).
3.Sola Gratia (somente a Graça). Cremos que a salvação do homem não decorre de nenhum tipo de boas obras que venha a realizar, mas sim do favor imerecido de Deus (Rm 3:20, 24,28). Em decorrência da queda, todo ser humano nasce com uma natureza totalmente corrompida, de modo que não pode vir a agradar a Deus, a não ser pela ação soberana e eficaz do Espírito Santo, o único capaz de iluminar corações em trevas e convencer o homem do pecado, da culpa, da graça e da misericórdia de Deus em Cristo Jesus (Rm 3:19, 20).
4.Sola Fide (somente a Fé). O meio pelo qual a ação regeneradora do Espírito Santo é aplicada ao coração humano é a fé. Nenhum homem pode ser salvo, a não ser que creia na eficácia da obra de Cristo, confiando-se inteira e exclusivamente a Ele (Rm 1:17; Ef 2: 8-9). Entendemos por fé, não um sentimento vago e infundado, mas o dom do Espírito Santo, pelo qual um ser humano convencido da culpa e do pecado se arrepende e estende as mãos vazias para receber de Deus o perdão imerecido (Rm 5:1; Hb 11:6).
5. Soli Deo Gloria (somente a Deus glória). Cremos em um Deus absolutamente soberano, Senhor da História e do Universo, "que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade" (Ef 1:11). Cremos que na obra da salvação toda a glória pertence a Deus. Ora, o fim principal do homem e da religião não é o bem-estar, a saúde física, a prosperidade, a felicidade, ou mesmo a salvação do homem; é, sim, a glória de Deus, o Louvor da santidade, justiça, fidelidade, poder, sabedoria, graça, bondade e de todos os atributos de Deus. Deus não existe para satisfazer as necessidades do homem. O homem é que foi criado para o Louvor da glória de Deus (Rm 11:36; Ef 1: 6-14).

IV. O GOVERNO
Adotamos que o sistema de governo eclesiástico da Igreja Presbiteriana do Brasil. O qual provém do termo grego presbyteros (presbítero, ancião). Ele não é episcopal (com bispos exercendo autoridade regional), nem congregacional (onde cada membro é chamado para tomar todas as decisões); é, sim, representativo. A Igreja Presbiteriana é governada democraticamente por um Conselho, constituído de um grupo de presbíteros, os ministros do governo, eleitos pela própria congregação (At 14:23; T 1:5) e de um pastor (ou pastores), o ministro da Palavra, especialmente vocacionado para se dedicar à oração, estudo, pregação e ensino da Palavra de Deus (At 6:2, quatro e 1Tm 5:17). As funções principais do conselho são: preservar a pureza do Evangelho e zelar pela edificação espiritual dos membros da igreja, conforme as Escrituras. Além de presbíteros, a Igreja Presbiteriana também elege diáconos, os ministros da assistência, para assistirem o conselho na realização de atividades necessárias à existência da igreja, à realização dos cultos e ao bem-estar dos membros (At 6:3; 1Tm 3:8).

V. O CULTO.


Modelo Neotestamentário. Cremos que a forma de culto altamente simbólica, pictórica e cerimonial da antiga dispensação passou, e não pode servir de modelo para a nova dispensação. Nossa forma de culto procura, portanto, conformar-se ao máximo ao modelo simples encontrado no Novo Testamento e restaurado pela Reforma do século XVI (Jo 4: 24).
Princípio Regulador do Culto. Os reformadores tinham uma regra básica que serviu de norma para a forma Litúrgica que empreenderam. Esta norma ficou conhecida como principio regulador puritano. Em contraposição ao princípio católico romano e anglicano, segundo o qual tudo o que não fosse proibido nas Escrituras era permitido na culto, o princípio regulador puritano afirma que só é permitido no culto o que for direta mente prescrito nas Escrituras ou necessariamente inferido do seu ensino, (Dt 12:3 2; CL 2: 8,16-23). Isto significa, nas palavras da Confissão de Fé Westminster, que "o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por Ele mesmo, e é tão Limitado pela Sua própria vontade revelada, que ele não pode ser adorado segundo as imaginações e invenções humanas" (Cap. 21, 91). Elementos e Circunstâncias de Culto. A Igreja Presbiteriana faz diferença entre eles. Elementos de culto são os atos que têm significado religioso, prescrito na Palavra de Deus como formas aceitáveis de culto. Na nova dispensarão, apenas a Leitura bíblica, a pregação, a oração, a ministração dos sacramentos do batismo e da Ceia do SENHOR, e o cântico de Louvores a Deus, são elementos regulares de culto (juramentos religiosos, votos, jejuns solenes e ações de graças em ocasiões especiais são, por sua própria natureza, elementos ocasionais de culto). Circunstâncias de culto são todas as demais coisas, de caráter não religioso, mas necessárias à realização do culto. Estas coisas não são fixas, não fazem parte do culto em si, não sendo, portanto, especificamente prescritas nas Escrituras, mas devem ser ordenadas à Luz da revelação geral, do bom senso cristão, de conformidade com os princípios gerais das Escrituras. Como exemplo de circunstâncias de culto na dispensação do Evangelho, estão: o Local de culto, horário, duração e ordem do culto, móveis, iluminação, vestes, som, etc. Nenhuma dessas coisas deve adquirir conotação religiosa.



VI. PRÁTICAS ECESIÁSTICAS
1. Doutrina. Damos grande valor à doutrina, ao ensino das verdades reveladas na Palavra de Deus. Cremos que a função primordial da igreja não é social, política ou de entretenimento, mas sim proclamar a vontade de Deus revelada nas Escrituras. "A igreja é a coluna e baluarte da verdade" (1Tm 3:15; 4:16).

2. Pregação. Esta é a proclamação verbal, autoritativa e pública da Palavra de Deus, por pessoas Legitimamente comissionadas para a tarefa. É o elemento principal do culto. Corresponde na nova dispensação ao sacrifício da antiga. É o principal meio de graça, através do qual a igreja é edificada, pessoas são salvas do pecado e o Reino de Deus é promovido neste mundo. "Aprouve a Deus salvar aos que crêem, pela loucura da pregação" (1Co 1:21; cf 2Tm 4:1-4).

3. Evangelismo. Entendemos por evangelismo a promoção do Reino de Deus neste mundo. Esta função da igreja não pode, portanto, ser definida em termos de uma metodologia (campanhas, cultos em praias, distribuição de folhetos, etc.) ou dos seus resultados (que pertencem a Deus), mas do seu conteúdo. Evangelismo, pois, é a proclamação das verdades reveladas nas Escrituras, com vistas a salvação dos perdidos.

4. Comunhão e edificação. Cremos que a comunhão dos santos é um dos grandes propósitos de Deus para a Sua igreja. Daí que, faz-se necessário, além da reunião dos santos, no templo, a utilização de meios que promovam tal comunhão, seja nos lares ou noutros lugares. Tudo, porém deve ser feito para a edificação e ou para o crescimento da igreja.

5. Diaconia. Os membros do corpo de Cristo são, na dispensação da graça, o templo do Espírito Santo. Logo, cremos que a atenção da igreja deve se concentrar no bem-estar físico e espiritual dos membros, e não em prédios ou coisas materiais.

6. Dinheiro. Não adotamos como prática recolher ofertas, constrangendo as pessoas a doarem dinheiro à Igreja como meio para alcançar prosperidade material. Na nova dispensação a Igreja deve ser mantida pelos membros, mas isso voluntariamente.

7. Cura Divina. Cremos que o Deus Criador e Mantenedor do Universo tem poder para curar qualquer enfermidade. Mas Ele o faz de acordo com a Sua vontade soberana (1Jo 5:14). Muitas enfermidades e tribulações que nos sobrevêm são instrumentos de Deus para nossa edificação espiritual (H b 12: 4-13).
8. Reforma. Entendemos que o evangelicalismo brasileiro em geral se afastou bastante da legítima fé, culto e práticas eclesiásticas reformadas, e que necessita de uma urgente e profunda reforma religiosa de retorno às Escrituras Sagra.



Pesquisador: Presb. Luiz Frederico

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Os Atributos Incomunicáveis II
A Imutabilidade de Deus:
É a perfeição pela qual não há mudança nele, não somente em Seu Ser, mas também em suas perfeições, em Seus propósitos e em suas promessas. Em virtude deste atributo, Ele é exaltado acima de tudo quanto há, e é imune de todo acréscimo ou diminuição e de todo desenvolvimento ou decadência em Seu Ser e em Suas perfeições. A imutabilidade de Deus é claramente ensinada em passagens da Escritura como: Êx.3.14; Sl. 102.26-28; Is. 41.4; 48.12; Ml 3.6; Rm 1.23; Hb.1.11,12; Tg 1.17.
Todavia a imutabilidade de Deus não deve ser confundida com imobilidade. Deus se relaciona conosco e essa relação é dinâmica. Desse modo seu trato conosco antes da conversão é um e depois dela é outro. A dinâmica dessa relação é vista na encarnação do seu filho. Quando a bíblia diz que Deus se arrepende, essa é uma mudança de Deus em função da mudança do homem. A linguagem de arrependimento para Deus é uma linguagem atropopática que atribui sentimentos humanos a divindade. Na realidade toda mudança não é em Deus, mas no homem e nas suas relações.
Resumido de Berkof, Teologia Sistemática pg. 62 ( BOLETIM Nº 02 DO DIA 05/04/2009)

IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL EM CAJAZEIRAS-PB

Domingo: Escola Dominical 9:00h às 10:30h
Culto de Adoração e Pregação 19:00h às 20: 30h
Quarta: Oração e Doutrina 19:00h às 20:30h
IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL EM CAJAZEIRAS

CONGREGAÇÃO DE SOUSA-PB
Os Atributos Incomunicáveis de Deus
Conforme ensina o nosso catecismo o fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. Visto que a igreja desenvolve esse fim por meio da adoração pública, assim se faz necessário que conheçamos melhor o Deus que adoramos. Doutro modo como podemos adorá-lo sem conhecê-lo? Como nos aproximar Dele de uma forma que lhe seja agradável e ao mesmo tempo nos seja prazerosa. Tomamos por base dessa verdade as seguintes passagens bíblicas: “...Mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo” (Dn 11.32b) e “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor... (Os 6.3a). Adoração envolve conhecimento, conhecimento envolve doutrina. Assim, vamos conhecer um pouco de nosso Deus estudando os seus atributos. Iniciaremos nosso boletim com uma série de estudos sobre os atributos. Os atributos podem ser definidos como as perfeições de Deus, que são reconhecidos em suas obras, como criação, providência e redenção. Se dividem em incomunicáveis e comunicáveis. Os atributos incomunicáveis são aquelas perfeições que pertencem somente a Deus, um exemplo disso é a Sua existência autônoma, somente Deus possui essa perfeição, nenhum ser humano compartilha desse atributo. Já os atributos comunicáveis nós os encontramos em Deus e nos homens, um exemplo é a bondade de Deus que é comum tanto a Ele quanto aos homens. A diferença básica quanto a isso é que Deus é fonte de todo bem.


1. A Existência Autônoma de Deus:
Todos nós temos a causa de nossa existência em Deus, mas, onde está à causa da existência de Dele? Os teólogos dizem que Deus é auto-existente, isto é, Ele tem em Si mesmo a base da sua existência. Deus existe pela necessidade do seu próprio ser. Como tal é independente e faz que todas as coisas dependam dele. Essa independência de Deus nos dá certeza de que permanecerá eternamente o mesmo, com relação ao Seu povo.
Ele é independente em todas as coisas e todas as coisas só existem por meio dele ( Sl 94.8; Is 40.18; At. 7.25). Ele também é independente em seu pensamento (Rm.11.33,34); em sua vontade (Dn 4.35; Rm. 9.19; Ef.1.5; Ap.4.11); em seu poder (Sl.115.3) e em seu conselho (Sl.33.11). Extraído e adaptado de Berkof Teologia Sistemática

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL JMN 10 ANOS DE BÊNÇÃOS NO PIAUÍ !










No dia 22 de novembro de 2008 mais um templo presbiteriano foi entregue ao Piauí. Trata-se da Congregação Presbiterial de José de Freitas-PI, hoje jurisdicionada pelo PNPI (Presbitério Norte do Piauí).
O trabalho da então Congregação tem um histórico missionário, pois depois de iniciado pelo Presbitério passou para Junta de Missões Nacionais da IPB.
No ano de 1999 foi enviado para o campo o Rev. Clodoaldo A. Brunet com sua esposa Francivalda Bandeira Brunet, que juntos trabalharam pelo engrandecimento do reino do Senhor naquela cidade. De inicio foi muito difícil a pregação do evangelho, pois infelizmente em alguns lugares do nosso Brasil ainda impera a velha oposição da igreja católica romana, assim os novos convertidos eram desestimulados constantemente quanto à fé evangélica. Mas, foi com trabalho árduo que lançamos a nova semente, sempre debaixo da autoridade de Cristo (Mc 16.15). Irmãos presbiterianos do Brasil intercederam, e, a semente germinou. O Salmo 126 v. 5 diz: “Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo trazendo os seus feixes”. Um campo missionário iniciado com um membro e a família do pastor, pela graça de Deus passou ao número de 37 irmãos; uma Escola Dominical com presença sempre constante de 33 alunos matriculados, cultos aos domingos com freqüência de 40 pessoas. Depois, a velha perseguição arrefeceu, de sorte que até mesmo o padre veio a colaborar com o trabalho, pois, de certa feita ao ver o esforço dos irmãos em campanha pela construção do templo, autorizou-os a venderem peças de roupas usadas na frente da sua igreja, por ser este um local muito movimentado. Suas palavras nos foram muito claras: “Pastor podes vender na frente da minha igreja, e se alguém reclamar diga que eu mandei”. Aceitamos a oferta e lá fizemos a nossa melhor venda. Assim prevaleceu o bom senso. Glórias a Deus!
Contudo, essa foi a primeira parte do trabalho, em seguida tínhamos que construir o templo, um lugar de adoração onde os irmãos pudessem cultuar. Foi com esse desafio lançado pela JMN e o Presbitério que a partir de 2005 passaram a trabalhar em parceria, que foi dado inicio a uma campanha nacional para este fim. Mais uma vez contamos com a graça do nosso bondoso Deus que sensibilizou a muitos irmãos presbiterianos para contribuirem conosco. Assim em 22 de novembro de 2008 às 18:30 em culto festivo agradecemos a Deus pela construção não só do templo, mas da casa pastoral. Naquele mesmo dia a semelhança do povo de Deus no passado, deixamos um memorial em testemunho da nossa fé (Josué 24.26). No memorial da pedra foram depositados uma bíblia, os nossos símbolos de fé e a história da fundação daquele campo. Discursaram na ocasião o Rev. João Inácio Martins que falou da importância da Bíblia e o presidente do Sínodo do Piauí o Presbítero Airton Costa de Sousa que falou da importância dos símbolos de fé da IPB. Muitos visitantes e autoridades da nossa igreja estavam presentes. A banda do município Estrela do Norte executou os hinos do Piauí e do Brasil. Após o ato do memorial da pedra tivemos um culto solene com a pregação do presidente do PNPI Rev. Izaías Monteiro da Silva.
Era a concretização de um sonho, pois, não tínhamos recursos ou parcerias, apenas o salário do obreiro depositado fielmente ao longo dos anos pela JMN. Contudo o Senhor fez suas promessas passadas serem vividas por nós, assim, cumpriu-se a palavra do Senhor: “Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha” (Sl 126.1). Muito júbilo pela bondade de Deus, que nos deu muito mais do que pedimos, nos deu além da igreja uma casa pastoral. Agora a cidade de José de Freitas com uma população de 36.000 habitantes e a 50 km da capital conta com uma comunidade presbiteriana que vive e prega a palavra do Senhor.


Rev. Clodoaldo Brunet

sábado, 27 de setembro de 2008

Aniversário da Igreja Presbiteriana Programação...



Todos temos nossas datas especiais. Para Igreja Presbiteriana do Brasil o mês de Agosto é de grande importância, pois, nele comemora-se o seu aniversário. Foi no dia 12 de Agosto de 1859 que o missionário presbiteriano Asbhel G. Simonton chegou as nossas terras. Esse mês também tem sua importância porque nele se comemora o mês de missões da IPB. Cultos em ações de graça são feitos em todo Brasil, campanhas missionárias e ofertas são levantadas para este fim.

Em José de Freitas, como pertecemos a imensa família presbiteriana, realizamos nossas programações alusivas a passagem festiva. A agenda da igreja nesse mês constou as seguintes atividades:



DIA 10 DE AGOSTO


Com o objetivo de fortalecer a identidade de nossa denominação na consciência dos nossos irmãos, convidamos o Rev. João Inácio Martins, pastor jubilado da II Igreja de Teresina-Pi para proferir palestra sobre a chegada do presbiterianismo ao Brasil e ao estado do Piauí. O distinto pastor com sua abençoada experiência da época em que fora professor de história da igreja no Seminário Presbiteriano do Nordeste, nos trouxe de forma muito apropriada e resumida um ótimo panorama da história da nossa igreja. A palestra começou pela origem do presbiterianismo na europa; prosseguindo com as primeiras tentativas frustadas no Brasil com o franceses e o primeiro culto calvinista realizado em nossa pátria em 10 de março de 1557 e os Holandeses no período de domínio sobre o nordeste entre 1630 à 1654, passando pela fase de implantação entre 1859 à 1869 com um breve panorama da história presbiteriana no Piauí com a chegada do médico amado Dr Butler.



DIA 30 DE AGOSTO







No dia 30 realizamos um culto em ações de graças pelos 149 anos da IPB e um avanço missionário com o tema: "CRISTO ESPERANÇA NOSSA". Na ocasião contamos com o apoio dos seguintes irmãos: pastor Samuel Vitalino da I Igreja Presbiteriana de Teresina que foi o pregador oficial, das destemidas irmãs da Sociedada Auxiliadora Feminina da mesma igreja, presbítero Airton presidente do Sínodo, pastor Rolandes do Presbitério do Piauí e o seminarista Azael. Somando a isso ainda tivemos a participação de outros irmãos das igrejas da cidade.


No horário da tarde os irmãos sairam para distribuir literatura evangélica e convidar a população para o culto a noite. Cerca de 250 porções do evangelho de João foram distribuidas além de vários folhetos. Um carro de som auxiliou-nos no convite à população percorrendo todos os bairros. Desse modo muitos estiveram presentes para ouvir a pregação.

Foi um momento de crescimento espiritual na comunhão, conhecimento e serviço à Cristo. As irmãs da IP de Teresina ainda fiezeram doações em roupas para obra missionária.

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