quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A Igreja e a Pregação Expositiva




Author Robério O. B. Azevedo Category Pregação Expositiva



Dentre as grandes crises que a igreja cristã contemporânea enfrenta talvez a mais séria esteja relacionada aos púlpitos das igrejas. Há uma grande multidão de famintos que freqüentam regularmente muitas igrejas, mas simplesmente não são saciados com a genuína Palavra de Deus pregada nos sermões semanais. De fato, muitos crentes verdadeiros têm demonstrado uma grande insatisfação com os pregadores modernos. Porém, apenas esse sentimento de insatisfação não é o suficiente. Uma igreja precisa orar e exigir que seus pastores ocupem seu tempo com o estudo, meditação, oração e preparação de sermões expositivos.

Mas, que tipo de pregação é essa, por que é tão importante, e, principalmente, que benefícios ela produz na igreja? Poderíamos definir como pregação expositiva aquela cujo objetivo é expor as verdades de Deus ensinadas em um texto específico da Bíblia e cujo tema, idéias principais, argumentação e aplicações são extraídas do próprio texto lido. Ou seja, ao invés de levar para um texto suas idéias, o pregador expõe fielmente o que o texto disse (primeira geração de ouvintes a quem o texto se dirigiu) e diz ao povo de Deus hoje.

Nesse tipo de pregação algumas características naturalmente serão evidenciadas. Primeiro, ela é essencialmente doutrinária, pois ainda que se baseie em um texto (ou textos!) utiliza outros textos da Bíblia para dar suporte à argumentação. Segundo, ela é cristológica, uma vez que o alvo da pregação é falar de Cristo, com Cristo e por Cristo. Jesus será o alvo da pregação, pois Ele é o “Autor e consumador da fé” (Hb 12:2) e o propósito de Deus é, através da pregação, nos tornar mais parecidos com Seu filho, Jesus Cristo. Terceiro, o pregador fala com autoridade, pois como embaixador divino não faz apenas um comentário do texto bíblico, ou simplesmente usa o texto como pretexto para dizer o que pensa, mas, diferentemente, expõe com fidelidade e autoridade a Bíblia para o povo de Deus. Ele compreende que quando a Palavra de Deus é pregada com fidelidade, Deus mesmo está falando ao seu povo, quer seja consolando-o, exortando-o, ensinando-o, ou educando-o na educação da Justiça (2Tm 3:16-17). Por último, ela é claramente experimental, pois não apenas o pregador busca em humildade viver o que prega, mas sabe que sua pregação será somente eficaz se os seus ouvintes forem afetados de forma prática pelas verdades ensinadas. Assim, diferente de uma homilia, sua pregação terá um caráter aplicatório, tanto para crentes como descrentes que o ouvem.

Obviamente esse tipo de pregação é importante porque a Palavra de Deus está sendo trazida com fidelidade a igreja. Por um lado, o pregador esconde-se atrás das Escrituras e decide nunca sair de lá durante seu ministério. Ele sabe que a pregação é nada mais, nada menos, do que a viva voz de Deus (viva vox Dei), e em lugar de entreter o público com estórias e piadas, o pregador sabe que seu papel não é pregar o que é popular, ou o que agrada ao povo, mas o que Deus ordena nas Escrituras. O grande imperativo bíblico, “Prega a palavra!” (2 Tm 4:2), reverbera em seu coração todas as vezes que ele se senta para preparar um sermão. Por outro lado, a igreja entende que a palavra pregada expositivamente é o único poder capaz de mudar vidas, uma vez que Deus mesmo está falando ao coração do seu povo e convertendo os ímpios através desse tipo de pregação. Os membros de uma igreja saudável se recusarão a comer palha, e o critério fundamental na escolha dos seus líderes será o de homens que manejam bem a palavra da verdade. Pois, se crêem que a Bíblia é a Palavra de Deus, estarão ansiosos para ouvi-la e dar-lhe a devida atenção.

Um resultado claro dessa centralidade da Palavra de Deus na igreja, sobretudo no púlpito, será o de produzir, em primeiro lugar, uma reavaliação do que significa ser uma “igreja saudável”. Igrejas enfermas são caracterizas por membresias onde a Palavra de Deus ocupa um lugar distante na vida e no culto dos seus membros. Por outro lado, a Bíblia é tida em alto estima em igrejas saudáveis, porque não somente lhes apresenta no que devem crer, mas, mais importante, em como devem crer. Doutrina e prática não serão duas realidades distantes, mas realidades inseparáveis na vida dos membros. Além disso, a pregação expositiva fornecerá o remédio certo para corrigir cada problema surgido no meio da igreja. Os membros apenas descobrirão a natureza, essência e características da verdadeira igreja e vida cristã através das próprias Escrituras. Igrejas enfermas, onde a pregação expositiva não é central, podem até ter aparência de igreja saudável, mas logo os sintomas da enfermidade se manifestarão (partidarismo, divisões, falta de testemunho de seus membros, etc.). De fato, igrejas enfermas podem até causar poucos problemas aos cristãos mais saudáveis que buscam um conhecimento bíblico por conta própria, mas causam um prejuízo terrível no crescimento e amadurecimento dos crentes mais novos e fracos. Pois, como pode haver crescimento, sem alimento? Como Lutero advertia seus ouvintes: “é dever dos pregadores e ouvintes, em primeiro lugar, e antes de qualquer coisa, atentar e ter plena certeza que sua doutrina vem realmente da verdadeira Palavra de Deus.”



Robério Odair Basílio de Azevedo

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Ferramentas Indispensáveis ao Pastor

Kevin DeYoung
Kevin DeYoung é o pastor da University Reformed Church em East Lasing, MI, EUA. Obteve sua graduação pelo Hope College e seu mestrado pelo Gordon-Conwell Theological Seminary. É autor de diversos livros, preletor em conferências teológicas e pastorais, é cooperador do ministério “The Gospel Coalition” e mantém um Blog na internet “DeYoung, restless and reformed”. Kevin é casado com Trisha com quem tem 4 filhos.

Que ferramentas todo pastor deve possuir? Que habilidades ele precisa ter? Ou, perguntando com franqueza: o que um pastor tem de fazer razoavelmente para ser um bom pastor?

Observe o que não estou perguntando. Não estou perguntando sobre a teologia do pastor. Ou sobre a sua santidade pessoal. Ambas são essenciais e mais importantes do que algum dom específico. Todo pastor precisa cuidar bem de sua vida e de sua doutrina (1 Tm 4.16). Mas, o que um pastor tem de fazer? Esse é o assunto deste artigo.

Admitamos que ele está indo bem nas áreas de caráter e de convicção. Mas, o que se exige dele quanto à competência?

Em seguida, apresentamos uma lista que não é exaustiva. E, com certeza, não reivindicamos ser excelentes em cada área. Todavia, com base em minha experiência, um pastor de igreja local – estou pensando, em particular, no papel de pastor principal ou de pastor único – tem de ser competente em cinco áreas.

1. Um pastor tem de ser capaz de ensinar. Uma das cinco diferenças existentes nas qualificações de presbíteros e diáconos e a única habilidade na lista é que o presbítero seja “apto para ensinar” (1 Tm 3.2). Se o pastor é o único ou o pastor principal, ele labutará especialmente na pregação e no ensino (1 Tm 5.17). As igrejas suportarão várias deficiências, porém muitas igrejas ficarão impacientes com um pastor que não sabe ensinar.

É verdade que ensinar e pregar são habilidades que se desenvolvem com o passar do tempo. Por isso, talvez seja difícil determinar se um jovem é “apto para ensinar”. Contudo, antes de alguém entrar no ministério, ele deve ser capaz de comunicar a Palavra de Deus com alguma medida de confiança e clareza.

Algumas coisas que devemos examinar:

• Ele gosta de ensinar? Se não gosta, não melhorará no ensino.

• Ele pode se comunicar com as crianças? Seria um grande treinamento e um admirável campo de prova se os pastores trabalhassem como professores de alunos das primeiras séries, antes de entrar no ministério de tempo integral. Bons mestres sabem como tornar compreensíveis verdades profundas. Em contraste, se você torna confusas coisas simples, talvez não tenha o dom de ensino, ainda não.

• Ele gosta de ler? Alguns pastores lêem bastante. Outros lerão devagar ou sem muita freqüência. Mas, se um pastor não gosta de ler (supondo que ele tem acesso a bons livros), ele dificilmente crescerá em profundidade e amplitude de discernimento. Se um pastor não tem fome por aprender, talvez não ajudará outros a aprender.

2. Um pastor tem de ser capaz de relacionar-se com as pessoas. Há muitas maneiras de um pastor conectar-se com seu povo. Ele pode fazer visitas aos enfermos, ou mentorear pessoas individualmente, ou liderar grupos pequenos, ou trabalhar para que haja mais envolvimento da equipe de colaboradores. Sempre haverá pessoas ao redor do ministério; e um bom pastor se esforçara para estar disponível a pelo menos algumas dessas pessoas.

Os relacionamentos assumem muitas formas. Você pode ser um pastor extrovertido e gregário ou um introvertido meditativo. Alguns de nós somos bons em bate-papo. Outros odeiam isso e preferem um convívio mais próximo e quieto com outra pessoa. Não estou dizendo que o ministério pastoral é somente para os sociáveis. Mas, se um homem não pode lidar cordial, gentil e amavelmente com as pessoas, ele deve pensar duas vezes em ser um pastor.

Uma boa pergunta a ser considerada: este homem faz amigos com facilidade? Eu hesitaria em chamar um pastor que luta para fazer e manter amigos.

3. Um pastor tem de ser capaz de liderar. Isso pode nos enganar. Ao usar o vocábulo “liderar” não quero dizer que todo pastor tem de ser um empreendedor ousado. Mas ele deve ter pessoas que o seguem. Tem de ser disposto a tomar uma posição, ser impopular às vezes. Precisa de coragem e da habilidade de tomar decisões desagradáveis. Se um homem tem necessidade de ser apreciado por todos, em todo o tempo, ele não está pronto para ser um pastor. Um pastor não deve ter medo de influenciar. E, se ele não é um visionário ousado, deve ser aquele tipo de líder que encoraja outros que têm dons de liderança mais destacados.

4. Um pastor tem de ser relativamente organizado ou cercar-se de pessoas que podem fazer isso por ele. Eu queria usar a palavra “administração” para referir-me a esse assunto, mas decidi não usá-la por receio de ser mal compreendido. Não creio que os pastores precisam ser gurus administrativos. De fato, penso que nenhum pastor entrou num seminário com o sonho de que poderia ser capaz de manter a igreja cumprindo sua função tranquilamente. Administração não é a essência do ministério; pelo menos, não deveria ser.

No entanto, não podemos evitar isto: um pastor tem de possuir alguma habilidade básica de organização. Ele não pode esquecer sempre os seus compromissos ou chegar atrasado em cada reunião de presbíteros. O pastor precisa retornar as chamadas telefônicas e entender como se realiza uma reunião. Na verdade, todos esquecemos coisas. Todos nós falhamos de vez em quando. Ser um pastor não exige onisciência ou onipotência, mas temos de ser responsáveis. Certo ou errado, talvez a sua igreja não perceba imediatamente que você parou de estar com as pessoas e que você não tem capacidade de liderar, mas a congregação perceberá logo que não pode depender de você.

Competência administrativa básica é exigida para o ministério pastoral. Se você não tem essa competência como pastor, ache pessoas que têm e permita que elas cuidem de você.

5. Um pastor tem de orar. Se essa ferramenta ficar corroída, ninguém saberá; pelo menos, não a princípio. É impossível sobreviver como pastor sem as outras quatro habilidades. Contudo, infelizmente, é fácil sobreviver e, até, prosperar no ministério sem essa ferramenta. O pastor que prospera sem oração não é o pastor sob cujo ministério quero estar, nem o pastor que desejo ser. Podemos realizar muito em nós mesmos, mas o que realmente importa exige oração, porque exige a presença de Deus. Um homem que não ora não deve pregar.

Como você mesmo pode testemunhar, essas cinco competências não são iguais em importância. As competências 1, 2 e 5 são essenciais e devem ser o foco do ministério. As competências 3 e 4 podem ser evitadas por algum tempo, mas não podem ser ignoradas. Em minha experiência, todas as cinco habilidades são necessárias ao ministério pastoral. Alguns pastores serão excelentes em várias dessas competências. Alguns serão muito bons em uma área ou muito bons em outras. Nenhum pastor será um modelo de todas essas cinco áreas. Se eu tivesse de avaliar um aluno de seminário que está prestes a entrar no ministério, ou se fosse membro de uma igreja que está à procura de um pastor, desejaria ver competência básica em cada uma dessas áreas.


Traduzido por: Wellington Ferreira

Copyright© Kevin DeYoung

©Editora Fiel

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A PACIFICIDADE DO PASTOR JÔNATHAS...




A PACIFICIDADE DO PASTOR JÔNATHAS...
CLEMILDO BRUNET*





“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Jesus Cristo).

Em meados dos anos sessenta chegava a Pombal o Rev. Jônathas Barros de Oliveira, para pastorear a Igreja Presbiteriana, pioneira na missão de levar o evangelho puro da graça de Cristo em nossa cidade. Aos poucos, a sociedade pombalense pode sentir na presença desse homem, o carisma que lhe era peculiar, a ponto de conquistar a amizade do Padre da freguesia, o Monsenhor Oriel Antonio Fernandes. A amizade que essas duas lideranças religiosas cultivavam era de tal maneira, que chegou a ser motivo de admiração de muitos, e de espanto e rejeição de alguns. Na ocasião em que o Sacerdote romano foi acometido de uma enfermidade terminal, o Pastor Jônathas sempre o visitava, trazendo-lhe uma palavra de conforto, outras vezes, monsenhor Oriel mandava chamá-lo para conversar.
Houve uma época em que a Igreja católica Romana perseguia os chamados crentes ou protestantes. O Pastor Jônathas Barros, foi uma das vítimas desse movimento perseguidor da Igreja, quando na década de cinquenta, pastoreava a Igreja Presbiteriana de Patos. Conta o repórter Euclides Cavalcante Macedo do Jornal Brasil Presbiteriano:
Era noite do dia 28 de junho de 1958 e estava tudo pronto para a missa começar do lado de fora da Igreja de Santo Antônio... O povo, anteriormente já instigado e inflamado pela liderança católica contra os evangélicos, partiu em direção à Igreja Presbiteriana em Patos, que ficava a cerca de quinhentos metros de distância, e a destruiu...
O fotógrafo profissional Adgerson de Morais Porto, que à época tinha 28 anos, gravou espontaneamente uma entrevista conosco. Ele não perde a oportunidade para afirmar que era “o fotógrafo oficial” dos eventos paraibanos, que fotografou várias inaugurações, inclusive as passagens do então presidente Getúlio Vargas pela Paraíba.
Depois que a turba enfurecida partiu da Igreja Presbiteriana, Adgerson Porto pegou sua câmara fotográfica e foi por conta própria fotografar a bagaceira.
“Era de dar dó. Uma coisa muito triste. A igreja estava toda queimada, por dentro e por fora, o teto tinha vários rombos, nas paredes estavam escritos palavrões e desaforos aos crentes. Toda a bancada, o púlpito, a mesa, as portas e as janelas foram jogadas para fora da igreja e consumidas pelas chamas. Fotografei tudinho e entreguei algumas fotos ao pastor Jônatas Barros de Oliveira e não tenho mais os negativos”.
Arnaldo Ferreira do Nascimento, que na época morava na rua 18, em Patos, participou do motim levando um motor para atiçar fogo na madeira que estava sendo retirada do templo. Arnaldo, algum tempo depois, se converteu e hoje é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, no estado de São Paulo. Glória a Deus!
O pastor Jônatas Barros de Oliveira foi ameaçado de morte e fugiu de trem para a cidade de Pombal. O irmão em Cristo José de Sá lembra-se daquele dia: “Fui eu que apanhei o pastor Jônatas, em fuga, na cidade de Pombal e o transportei de jumento até um sítio. O pastor continuou pregando pelos povoados próximos, sempre levando nas mãos uma latinha com as cinzas da Igreja Presbiteriana em Patos. Ele mostrava as cinzas e dizia: destruíram o templo, mas não a igreja”.
Apenas tornando uma longa história curta, alguns anos mais tarde, o templo foi reconstruído no mesmo local do anterior e hoje a Igreja Presbiteriana em Patos conta com quatro congregações, um ponto de pregação, além de uma escola./ site: chamada.com.br

JÔNATHAS BARROS DE OLIVEIRA -nascido em 25 de Julho de 1928, natural de Garanhuns Pernambuco, RG 55.897 – IPTP, filho de Antonio de Barros Sobrinho e Cândida de Oliveira Barros, e doze irmãos. Foi casado com Ruth Carneiro Barros (saudosa memória) e tiveram seis filhos: Rutilene Carneiro Barros, Jailson Carneiro Barros, Jônathas Barros de Oliveira Júnior, Willian Wilson Carneiro Barros, Janildo Carneiro Barros e Mirna Carneiro Barros. Formado no Curso Ministerial, no Seminário Presbiteriano do Norte do Brasil, em Recife PE. Formado no Curso de Teologia na Faculdade de Teologia do Recife/PE; formado no Curso de Rádio e Emissão e Radioamadorismo, em João Pessoa/PB. Formado no Curso Comercial e Técnico em Inglês.
Foi professor de inglês no Colégio Robert Simonses, em Patos/PB; professor de inglês por um ano, nos Colégios Josué Bezerra e Diocesano de Pombal e ainda desde a fundação professor de Inglês do Colégio Estadual de Pombal exercendo também a função de vice-diretor do turno noite; ex-vice diretor do Colégio Polivalente na sua fundação; fez a compilação de apostilas áreas 1,2,3 para curso pré-vestibular, cujas aulas foram ministradas em João Pessoa. Professor de teologia das Escolas Dominicais, em Patos, Pombal e Sousa, Paraíba e Alexandria no Rio G. do Norte. Realizou pesquisas sobre a psicologia carcerária (forense e Carcerária); foi Diretor do Instituto Acelino de Carvalho em Pombal/PB, Secretário Executivo do Presbitério da Borborema com sede em Campina Grande; primeiro Diretor Superintendente da Rádio Maringá AM; foi pastor das Igrejas Presbiterianas de Patos, Pombal, Sousa, Imburaninha, Betel, Betânia, Campina Grande, João Pessoa na Paraíba, Lagedo e Canhotinho em Pernambuco.
Atuou também como Diretor da sub Seccional da Labre em Pombal na Paraíba; tendo sido membro do Conselho do Movimento de Alfabetização (MOBRAL); Foi Presidente do Rotary Clube de Pombal; Radioamador sob o prefixo PY-7 AWL; exercendo ainda outras atividades como: Presidente dos Conselhos das Igrejas as quais foi pastor; Presidente fundador da Associação Evangélica Cultural de Patos ACEP; relator da Comissão Organizadora da Igreja Presbiteriana de Patos e fundador da União de Homens Presbiterianos da mesma cidade; participou ativamente de um Congresso em favor do pobre e flagelado em Fortaleza, promovido pela Missão Americana do Norte do Brasil; Pastor Missionário pela The North Presbyterian Mission Of Brazil, durante cinco anos entre o Sertão da Paraíba e o Estado do R. G. do Norte e ex presidente da União de Moços Presbiterianos de Garanhuns/PE. Faleceu no dia 27 de janeiro de 1996, vítima de insuficiência múltipla dos órgãos no Hospital Edson Ramalho e foi sepultado no Cemitério São José – Bairro Cruz das Armas em João Pessoa – PB.
O Reverendo Jônathas ou Pastor Jônathas como era conhecido, foi alvo de muitas homenagens nas comunidades e igrejas por onde passou. Em João Pessoa, por exemplo, tem uma rua no bairro dos bancários - cidade universitária com o seu nome. Rua Pastor Jônathas Barros de Oliveira. Quando foi pastor da Igreja Presbiteriana de Betel, localidade hoje que pertence ao Município de São Domingos de Pombal, nos idos dos anos sessenta, instalou um serviço de radiofonia naquele lugar denominando de Rádio Betel, por sinal, foi muito ouvida na região e sua programação era restrita tão somente a programas evangélicos e transmissões do culto. Em 1966 adquiri essa emissora e instalei em Pombal com o nome: “A Voz da Cidade”.

Pouco tempo depois o pastor Jônathas veio morar em Pombal. Aqui ele fixou residência com a família chegando a construir uma casa nas proximidades da sede do antigo DNER. Em 1982, candidatou-se a Prefeito de Pombal na segunda sublegenda PFL 2, tendo como companheiro de chapa para vice prefeito, o cidadão João Ferreira de Almeida. Não logrou êxito nas eleições, pois havia entrado para disputa apenas pra ajudar o partido, cuja chapa majoritária formada por Ademar Pereira e Epitácio Vieira de Queiroga para Prefeito e Vice respectivamente, pelo PFL 1, perdeu as eleições para o então candidato a Prefeito Levi Olimpio.
1969 - início da chegada do sinal de TV, invento idealizado pelo Pastor Jônathas Barros de Oliveira (saudosa memória), através da construção de uma antena rômbica como ele costumava chamar. Dr. Nelson da Nóbrega, Professor Arlindo, Raminho, Vicente Farias, W. J. Solha e outros com o apoio da Administração municipal na pessoa do Prefeito Atencio Bezerra Wanderley colaboraram para por em execução esse projeto audacioso para época, pois o sinal a ser recebido era oriundo da extinta TV TUPI, a uma distância de Pombal, cerca de 500 km, na capital pernambucana.
Na sua forma embrionária o sinal era precário; depois com novas investidas foi se aperfeiçoando, o certo é que grande parte da população de Pombal subiu até o alto do Cruzeiro próximo da adutora elevatória da Cagepa, para assistir em um televisor preto e branco de propriedade de Raminho, a chegada do homem à lua.
Pombal ainda pequeno na sua extensão urbana com o número de moradores reduzido em relação ao que é hoje teve o seu momento de euforia e orgulhosa assistiu as imagens transmitidas pela Nasa para o mundo inteiro.
Lembro-me do Pastor Jônathas Barros de Oliveira em suas prédicas na Igreja Presbiteriana de Pombal e outros locais de reuniões, exaltando a capacidade que Deus deu ao homem a ponto de conquistar o espaço sideral e chegar à Lua, citando passagens bíblicas como o salmo 8 que diz assim: “ Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda terra é o teu nome... Quando comtemplo os teus céus obras dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem que dele te lembres e o filho do homem que o visites? Fizeste-o, no entanto, por um pouco menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste. Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob os seus pés tudo lhe puseste; ovelhas e bois, todos, e também os animais do campo; as aves dos céu, e os peixes do mar, e tudo que percorre as sendas dos mares. Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda terra é o teu nome”. Segundo o Pastor Jônathas as palavras deste salmo foram deixadas escritas em uma placa no solo lunar, pelos astronautas americanos.
Excelente professor de inglês, o Pastor Jônathas era muito querido por seus alunos(as), muitas vezes foi visto percorrendo as ruas de nossa cidade sorrindo e brincando como criança com todos eles. 25 de julho lembra mais uma data de seu nascimento, se vivo estivesse estaria completando 82 anos. É com gratidão e profundo sentimento de saudades que lhe presto este tributo, em reconhecimento aos seus feitos em nossa cidade durante duas décadas consecutivas.
Hoje ele pertence à galeria dos heróis da fé, entre os que a Bíblia se refere: “Homens dos quais o mundo não era digno...” Hb. 11:38a

*RADIALISTA
Contato brunetco@hotmail.com
Web www.clemildo-brunet.blogspot.com
3 comentários Links para esta postagem

domingo, 25 de julho de 2010

Posicionamento da IPB quanto a IURD e a Mundial




Essa semana li que o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, considerou a IURD e a IMPD, seitas, e necessário é, que pessoas oriundas dessas denominações sejam rebatizadas e façam profissão de fé. Louvável o posicionamento da IPB. Há muito tempo se espera, pelo menos das grandes denominações evangélicas do Brasil, a definição do que é, e do que não é, CRISTIANISMO. A Bíblia já define bem, mas é preciso ensinar nos púlpitos. O povo cristão tem sede de ensino e exposição bíblica, algo raro até nos mais "sinceros" púlpitos deste país.

Como podemos considerar pastor cristão, alguém que não prega o Evangelho da Cruz? Como podemos considerar cristianismo algo tão contrastante com os ensinos bíblicos? Podemos considerar cristianismo algo, pelo simples fato de "crer" na Bíblia ou fazer uso dela no rito?

As grandes corporações que pregam a teologia da prosperidade, que incluem promessas de riqueza, saúde, bons relacionamentos, cura interior, libertação de demônios etc... não pregam uma coisa: a Cruz. Não o principal, mas o ÚNICO meio para a Salvação do homem. Para nós que cremos no Evangelho, trilhar os caminhos da prosperidade humana a qualquer custo tem um único fim, o inferno, lugar que caiu em desprestígio nessas denominações, que publicamente não o negam, mas o expurgam das pregações para serem continuamente agradáveis a seus clientes.

Constantemente escuto a frase: lá é um pronto-socorro! Em outras épocas eu diria... ok! Pode ser... mas meu posicionamento hoje no entanto é outro. Primeiro eu pergunto: Por quê? Quem vai lá vai atrás de quê? Falta de dinheiro, saúde, casamento arruinado? É bastante provável que a resposta se encaixe nesses quesitos ou em outros bastantes semelhantes. Creio também, que a maioria dos verdadeiramente salvos também respondem algo bem parecido. Ai faço a segunda pergunta: Não são estes desesperados, os mesmos que já foram aos centros de umbana, "tiraram" cartas e consultaram os búzios e agora estão atrás de mais uma opinião? O impressionante é que muitos se encaixam aqui também. Chego então a uma última pergunta: Cristo: Salvador ou Solução? E a resposta é sempre a mesma: SOLUÇÃO. É aqui que diferenciamos os salvos dos não salvos.

Não buscam um salvador, buscam uma solução para satisfação de suas almas. Buscam desde um emprego a um carro novo... buscam da cura da filha soropositivo à aprovação em um concurso público... buscam de tudo... menos a Cristo... Como alguém assim pode ser considerado cristão? Como uma igreja que doutrina seus membros dessa forma pode ser cristã? Como pode alguém que odeia a cruz e não entende o seu significado ser declarado salvo? Basta "sinceridade" para alguém ser salvo?

Já é hora de pastores que pregam o verdadeiro Evangelho de Cristo condenarem esse ensino de demônios que prega de tudo, de psicologia barata à atitude positiva, mas nega o principal: a Palavra de Deus. Que distorcem a Palavra e deleitam-se em fábulas. Igrejas pastoreadas por lobos vorazes que cerram a porta dos céus impedindo que outros entrem, prometendo um céu na terra que nunca existirá.

Que este concílio da IPB possa ser um primeiro brado entre muitos outros contra as corporações da "salvação por obras", que rejeitam o sacrifício da cruz em troca de sacrifício financeiro. Que viram as costas à Cruz e voltam-se para o deus riqueza.



Daniel Clós: anotações... com divulgação Genizah


Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Sinais de um não convertido

Sinais de um não convertido
1. Quando um homem em seu desejo de agradar seu apetite, não faz isto visando um objetivo mais elevado, ou seja, a sua preparação para o serviço de Deus, mas somente para seu próprio prazer (claro que ninguém faz tudo conscientemente visando o serviço de Deus. Entretanto, uma vida gasta no serviço de Deus é ausente do prazer carnal, de maneira geral).

2. Quando ele procura mais ansiosa e diligentemente a prosperidade do seu corpo do que da sua alma.

3.Quando ele não se abstêm de seus prazeres, mesmo quando Deus os proíbe ou quando ferem a sua alma, ou quando as necessidades da sua alma clamam que os deixe. Mas ele tem que ter seu prazer, não importa o que lhe custe; e é tão persistente nisto, que não o pode negar.

4. Quando os prazeres da carne excedem os deleites em Deus, Sua Santa Palavra e caminhos, e as expectativas de prazer infinito. E isto não só na paixão, mas na estima, escolha e ação. Quando ele prefere estar em um jogo, ou festa, ou outro entretenimento, ou adquirindo boas pechinchas ou lucros do mundo, do que viver na vida de fé e amor, que seria um modo santo e divino de viver.

5. Quando os homens fixam suas mentes em planejar e estudar para fazer provisão para os prazeres da carne e isto ocupa o primeiro lugar em seus pensamentos e lhe é prazeroso.

6. Quando eles conversam, ou ouvem, ou lêem mais coisas agradáveis à carne do que àquelas que deleitam o espírito.

7. Quando eles amam a companhia de pessoas carnais, mais do que a comunhão dos santos, nos quais eles poderiam ser exercitados no louvor ao Seu Criador.

8. Quando eles consideram que o melhor lugar para viver e trabalhar é onde eles podem satisfazer sua carne. Eles preferem estar onde têm coisas fáceis e onde nada falta para o corpo, do que em lugares onde têm muito melhor ajuda e provisão para a alma, apesar da carne ser atormentada por isso.

9. Quando ele está mais disposto a gastar dinheiro para agradar sua carne, do que para agradar a Deus.

10. Quando ele não acredita ou gosta de nenhuma doutrina exceto a “crença-fácil” (isto é, a fé que não requer obediência aos ensinos bíblicos) e odeia a mortificação dos seus pecados, que classifica como “legalismo” muito rígido. Por estes sinais e outros semelhantes, podemos facilmente conhecer o homem carnal.

Escrito por:
Richard Baxter

segunda-feira, 12 de julho de 2010



Supremo Concilio 2010: Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana do Brasil reunida em Curitiba Imprimir

sc_pte_e_viceA IPB reelege o Rev. Roberto Brasileiro da Silva Presidente, com 1052 votos e elege o Rev. Juarez Marcondes Filho Vice Presidente, com 588 votos.

Acompanhe as novidades da reunião pelo twitter http://twitter.com/portalipb

Os momentos devocionais serão transmitidos ao vivo todos os dias às 10h. http://www.ipb.org.br/tv3/



Começou ontem 11 de julho 2010 a XXXVII Reunião Ordinária do Supremo Concilio da IPB. Estiveram presentes mais de 2 mil participantes no culto de abertura que foi transmitido ao vivo pela IPBTV. Os momentos devocionais também serão transmitidos ao vivo, todos os dias às 10h.http://www.ipb.org.br/tv3/


Por Emma Castro


sc_foto_2A XXXVII reunião do Supremo Concilio da IPB reúne cerca de 1150 Deputados vindos de 296 Presbitérios espalhados por todo o território nacional.

Desde a primeira Assembléia Geral, realizada no Rio de Janeiro , passaram-se 100 anos. A reunião de 1910 congregou um pequeno grupo de representantes dos poucos Presbitérios existentes.

O Presb. João Jaime Nunes Ferreira, presidente do Sínodo de Curitiba deu as palavras de boas vindas, e manifestou a alegria dos membros da Igreja hospedeira em acolher este evento que conta com uma equipe de apoio de 400 voluntários.

O Rev. Juarez Marcondes Filho, pastor efetivo da Igreja Hospedeira deu inicio a o Culto Solene.

O momento de louvor, foi dirigido por um “Grande Coral” formado por membros de varias igrejas da região.

O Rev. Roberto Brasileiro lembrou que a Reunião do Supremo Concilio completa 100 anos desde que foi realizada a primeira no Rio de Janeiro em 1910, “Louvamos, agradecemos e glorificamos a Deus pela história da IPB” disse o rev. Brasileiro e logo apresentou o pregador da noite, o Rev. Jung Hyun Oh (John) pastor da SaRang Community Church em Seul, Coréia, fundada em 1978 e que hoje conta com 80.000 membros. Enfatizou e que a base do crescimento da igreja é o discipulado. O interprete da mensagem foi o Rev. Yong Gyu Ko, pastor da Igreja Presbiteriana Água Viva do Brasil.

A mensagem trazida pelo Rev. Jung Oh foi baseada no texto de Atos 16.6,10 Destacou três pontos que considera vital para a igreja: 1. A necessidade de uma vida 100% entregada a Deus 2. A disponibilidade 100% para fazer a vontade de Deus 3. A obediência 100% à pregação do evangelho completo. E acrescentou que os jogos Olímpicos e o Copa do Mundo realizada no seu pais (Coréia) trouxe grande impacto e crescimento para a igreja e desejou o mesmo à igreja Presbiteriana do Brasil em 2014.

sc_foto_3Ao concluir o sermão, o Rev. Jung Oh entregou ao Rev. Roberto Brasileiro um “Barco de Aço” símbolo de uma batalha naval que mudou o rumo da história da Coréia recalcando que este presente é um símbolo das batalhas espirituais que a igreja deve continuar lutando. O presente também é um símbolo de unidade da Igreja Presbiteriana Coreana e a Igreja Presbiteriana do Brasil para levar a mensagem do evangelho a todo o mudo.

O Rev. Roberto Brasileiro agradeceu o presente e disse que uma pessoa desejou que esta reunião fosse “Inspirativa” e que era isso que estava sentindo nesse momento.

Finalmente o Rev. Brasileiro destacou a presença de algumas visitas, como senadores, deputados, vereadores, e as delegações da Austrália, Holanda e Estados Unidos e Chile.

O Culto terminou com a apresentação do Coral que entoou “Aleluia de Handel”



Veja as fotos da reunião no link

http://picasaweb.google.com/fotosipb/SupremoConcilio?authkey=Gv1sRgCNin3ejojbiB5gE#

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Kaká apoia campanha contra a prostituição de mulheres


Que o Kaká é um cara elegante e bem comportado, já sabemos! O jogador aproveitou a imagem positiva para incentivar uma causa importante que precisa mesmo de muita atenção. O meia-armador da seleção postou uma foto no seu Twitter, na manhã desta terça-feira, declarando oficialmente seu apoio à campanha contra a prostituição: Homens de verdade não compram mulheres.

A campanha foi criada pelo famoso ator americano Ashton Kutcher, em junho, no lançamento de seu novo filme de comédia ""Killers". Muito bem casado com Carol Celico, Kaká projeta uma imagem de bom marido, profissional competente e pai de família. Tudo o que a iniciativa de Ashton precisa para dar de exemplo.

Mesmo com a polêmica que assombra o seu futuro no futebol (por conta de uma lesão), e a expectativa com sua excelente atuação na Copa da África, o jogador do Real Madrid ainda encontra tempo para dedicar-se aos outros. Nota 10!

Fonte: Globo.com

sábado, 26 de junho de 2010

De poderoso líder muçulmano a abençoado evangelista cristão


NIGÉRIA - Seu pai o enviou da Arábia para Nigéria quando ele tinha 3 anos de idade para ser treinado como clérigo islâmico, mas Deus tinha outros planos para Ahmed Abdullahi. Criado na Arábia Saudita e nascido de uma família do norte da Nigéria e com alguns parentes que eram clérigos muçulmanos, Abdullahi era um candidato improvável para se tornar um cristão evangelista entre muçulmanos da África. Seu caminho até Cristo, entretanto, levou-o a superar todos os obstáculos - incluindo a sentença de morte que sua família pronunciou contra ele - para tornar-se exatamente isto.
Abdullahi não viu sua família por mais de 20 anos. Aqueles que tão bem o receberam quando ele retornou da Arábia Saudita em 1980 como um erudito clérigo muçulmano de 30 anos, sentiram que não tinham outra escolha a não ser matá-lo quando se entregou a Cristo. "Quando contei aos meus parentes que eu tinha decidido seguir a Jesus Cristo, eles planejaram me matar, forçando-me a fugir," disse Abdullahi.

Casado com Margaret, fundadora e presidente do Home Makers Ministries International, um ministério evangélico cristão para mulheres com sede internacional em Jos, Abdullahi agora encontrou sua própria família cristã.

Abdullahi nasceu na cidade de Keffi, em Nasarawa, estado no norte da Nigéria. Seu pai, um líder muçulmano de sua aldeia, entregou-o ao clérigo saudita muçulmano, Muhammad Ado, quando ele tinha apenas 3 anos, para que seu filho pudesse ser treinado como um respeitável clérigo islâmico. Abdullahi recebeu educação islâmica na Arábia Saudita, e, quando seu guardião morreu, ele retornou a sua terra natal, em 1980.

Seus parentes estavam orgulhosos de ter um líder muçulmano intelectual na família, mas logo sua alegria acabaria. Pela primeira vez em sua vida, Abdullahi conheceu cristãos.

"Eu fiquei surpreso de ver cristãos, porque no Islã, nós entendemos que o tempo de Isa (Jesus) já passou," ele disse. Esse encontro com cristãos aumentou sua curiosidade, e ele pediu uma Bíblia para saber mais sobre Jesus.

Durante uma visita ao seu irmão, Alhaji Sule, um até então trabalhador da Corporação Ferroviária Nigeriana na cidade de Maiduguri, ao norte da Nigéria, Abdullahi conheceu um líder católico que era conhecido apenas como padre Macaulay. O reverendo Macaulay entregou-lhe uma cópia da Bíblia em árabe, pois Abdullahi não sabia ler em inglês.

"No Islã, quando você nega Maomé como profeta de Deus, você deve ser morto", ele disse. "Eu sabia disso. Mas tinha pensado que, como eu não estava mais na Arábia Saudita, minha família não me trataria como eu seria tratado se estivesse naquele país. Eu estava errado. Eu não sabia que havia tanta perseguição esperando aqueles que se convertem ao cristianismo na África."

Arrasado e abandonado, para sobreviver Abdullahi às vezes retornava à mesquita para orar - e buscar comida. "Mas depois de anos de persistência, eu não preciso mais voltar," ele disse. "Eu acredito que minha conversão é um trabalho de Deus, pois, se não fosse, eu teria retornado ao Islã devido às grandes dificuldades."

Em 1986, ele se envolveu no Projeto Kanuri, um ministério cristão de evangelismo junto aos muçulmanos Kanuri, no norte da Nigéria. Desde então, ele tem sido um evangelista aos muçulmanos na República dos Camarões, Chade, Zaire (atual República do Congo), Gana, Benim, Níger, Líbia, Sudão, Marrocos, e Togo, assim como na Nigéria. Abdullahi ganhou convertidos do Islã e em alguns casos plantou igrejas. Seu testemunho encontra eco entre os africanos acostumados a interagir com forças espirituais.

"Como eu soube que a minha conversão foi trabalho do Espírito Santo?", prossegue Abdullahi. "A verdade é que, enquanto fui muçulmano, eu tinha encantos que podiam fazer com que eu desaparecesse conforme a minha vontade. Houve vezes em que não precisei viajar de carro. Tudo o que eu precisava fazer era pensar onde eu queria estar e lá eu estaria. Além disso, facas não podiam me cortar".

"Mas, quando me tornei cristão e fui batizado, de repente perdi esses poderes. Todos os poderes que eu tinha desapareceram. Então percebi que eu havia sido deixado sem poderes por poderes que eram maiores que os meus. Eu nunca imaginei que eu poderia ficar sem poderes, porque me asseguraram no Islã que ninguém poderia tirar estes poderes de mim."

Abdullahi sabe as consequências de sua audácia em proclamar Cristo entre os muçulmanos, mas ele não tem medo da morte. "Se eu for morto como eles planejam, eu sei que a morte em Cristo é uma bênção, um ganho," ele disse. "Eu não tenho medo. Jesus Cristo é o meu Senhor, e Ele me deu audácia para professar seu nome onde eu estiver."

Fonte: Compass Direct News

quinta-feira, 24 de junho de 2010


» Por trás do monge e do executivo

Entrevista com James C. Hunter


Poucos líderes nunca ouviram falar do livro O Monge e o Executivo (Editora Sextante). Ele se tornou febre no mundo corporativo, está há 222 semanas no ranking dos livros mais vendidos da Revista Veja e já vendeu mais de 2 milhões de cópias no mundo.

No livro, o norte-americano James C. Hunter conta a história de um executivo que vai buscar soluções para seus dilemas profissionais e pessoais num mosteiro beneditino. Neste lugar ele ouve falar de um homem que não ocupou cargo algum, não fez faculdade e sequer pisou numa empresa: Jesus Cristo. O monge apresenta o Mestre como o exemplo maior de líder.

No entanto, o que a maioria dos leitores dos livros de Hunter não sabe é que, o homem por trás do livro que expandiu o conceito de liderança servidora para as empresas é crente em Jesus Cristo há quase 30 anos. E foi sobre a sua experiência na fé que Hunter concedeu esta entrevista exclusiva para o nosso site.

Qual é a sua experiência pessoal com Cristo?

Hunter – Tenho sido um cristão sério e praticante nos últimos 28 anos. Fui batizado ainda criança, mas não levei minha fé a sério até ter 30 anos. A salvação fez sentido para mim em 1981. Atualmente, eu e minha família freqüentamos uma pequena igreja batista próxima de nossa casa.

Você já ocupou algum cargo de liderança na sua igreja local?

Hunter - Sim, já fui ancião e depois o presidente do conselho da igreja. Atualmente, sou professor do curso de Liderança e também do curso Construindo nossa Comunidade, ambos na igreja local.

Seria possível escrever um livro sobre liderança servidora sem ter experimentado o novo nascimento?

Hunter – Não! Minha fé é extremamente importante para mim e foi fundamental ao escrever livros sobre o tema.

Que tipo de retorno você tem recebido dos pastores e de outros líderes cristãos sobre seu livro?

Hunter – Os pastores e líderes cristãos que entram em contato têm apoiado e dado indicações de que amaram o livro. Mas, a maior surpresa foi que os líderes de organizações seculares foram aqueles que realmente se interessaram pelo livro. Eu gasto 98% do meu tempo ensinando o conceito de liderança servidora em empresas e somente 2% em organizações cristãs. Isto foi surpreendente! Muitas organizações cristãs acreditam que entendem e praticam o conceito de liderança servidora, embora minha experiência mostre o contrário... Na realidade, poucas organizações cristãs realmente entendem e praticam a liderança servidora.

Você acredita que os seus leitores não cristãos tem se interessado em conhecer mais sobre Jesus Cristo?

Hunter – Sim, eu realmente creio que os princípios de meus livros podem ajudar a criar uma abertura para Jesus. Eu não tenho nenhuma estatística para apoiar esta afirmação, mas meu instinto diz que o conceito de liderança servidora pode gerar mentes e corações abertos para ouvir o Evangelho de Jesus Cristo.

Qual foi o seu maior desejo ao escrever este livro?

Hunter - Apresentar os princípios de liderança servidora que podem mudar nossas vidas em um mundo perdido e falido.

Que conselho daria aos líderes cristãos em relação ao tema Liderança Servidora em suas igrejas?

Hunter – O melhor conselho que posso dar é seguir o conselho e o exemplo de nosso líder Jesus. Ele disse que liderar é servir. Sendo assim, amem e sirvam os outros. Amar significa se doar para os outros, identificando e suprindo suas reais necessidades e buscando o melhor para suas vidas.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Chuvas em Pernambuco e Alagoas

CAS conclama todas as Iglesias a se solidarizar com os irmãos que sofreram perdas nos estados de Alagoas e Pernambuco Imprimir

ipb-palmaresA IPB- Igreja Presbiteriana do Brasil, através do CAS - Conselho de Ação Social, em parceria com o Seminário Presbiteriano do Norte e os Sínodos Alagoas/Sergipe e os Sínodos do Estado de Pernambuco, conclamam a todas as Igrejas a se mobilizarem em prol da campanha de arrecadação de doações para as cidades atingidas pelas enchentes e desmoronamentos ocorridos nos estados de Alagoas (Rio Largo, União Palmares) e Pernambuco (Barreiros, Catende, Cortês, Palmares, Palmerina).

Por Presb. Clineu Francisco

Pte. do CAS


Esclarecemos que nas cidades: Palmares-PE, Cortês, Palmerina e Escada-AL os templos foram totalmente destruídos bem como seus Pastores perderam seus bens. Conforme relato "Em Cortês o nosso templo presbiteriano, foi totalmente destruído e o Rev. Moacir Mauricio perdeu todos os seus bens.

Quanto a Palmares, a casa pastoral desmoronou e o Rev. Cephas Júnior perdeu todos os seus pertences, já o templo está condenado pelo poder publico.

ipb-corts-2Na cidade de Escada a água levou todos os utensílios do templo e o Rev. Aldo Santana perdeu todos os seus bens e pertences".

Esclarecemos que as doações deverão ser encaminhadas aos endereços abaixo onde estarão centralizadas a coordenação e os responsáveis pelo envio das mesmas às igrejas das cidades atingidas pelas recentes chuvas.

Itens a serem arrecadados: alimentos não perecíveis, água, leite em pó, material de limpeza e higiene pessoal, colchão, roupas e calçados em bom estado, roupas íntimas novas para adultos e crianças, roupas de cama, mesa e banho, eletrodomésticos em perfeito funcionamento.

Contatos:

1- SPN - Seminário Presbiteriano do Norte

Rua Demócrito de Souza Filho, 208 – Madalena

CEP 64055-410

Recife – PE

Telefones:- (81) 3227-0145 e 3227-0986 ou (81) 96339893

E-mail: spn@ipb.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

2- IBN - Instituto Bíblico do Norte

Rua: Drs. Carmerina Vieira de Melo, 915, Heliópolis- Garanhuns (PE)

CEP: 55293-970

Telefone: (87) 3762-1678

E-mail: ibn@bluenet.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Rev. Mariano

sexta-feira, 18 de junho de 2010

MANEIRA CERTA DE ORAR

O Que é Oração? Catecismo Maior

Resposta: Oração é um oferecimento de nossos desejos a Deus, em nome de Cristo e com o auxílio de seu Espírito e com confissão de nossos pecados e um grato reconhecimento de suas misericórdias.
Texto Prova: Sl 62.8; Jo 16.23,24; Rm 8.26; Dn 9.4; Fl 4.6

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Caráter de um Político Astuto

Revista Expressão - O Século 21 – Cidadania Cristã: Uma perspectiva Reformada; Currículo Cultura Cristã; Editora Cultura Cristã – São Paulo - SP

INTRODUÇÃO

2 Samuel 14.25: "Não havia ... em todo o Israel homem tão celebrado por sua beleza como Absalão; da planta do pé ao alto da cabeça, não havia nele defeito algum”.

O caráter de Absalão não é diferente de muitos personagens contemporâneos de nossa política. Na realidade, ele reflete bem como a ambição pelo poder conjugada com outros pecados transtorna o comportamento de políticos "espertos" e "astutos", levando-os a uma vida de engano e egoísmo desenfreado, na maioria das vezes com aproveitamento pessoal do bem público.

Objetivo
Estudar as ações de Absalão registradas no capítulo 15 de 2 Samuel, versos 1 a 12, identificando algumas peculiaridades de sua pessoa e caráter para que sejamos alertados.
Constatar que essas características são reflexos da natureza humana submersa em pecado.
Compreender que não devemos dar nosso apoio irrestrito a tais pessoas de intensa ambição. agir responsavelmente como cidadãos cristãos, para que as instituições que tais pessoas pretendem governar sejam também resguardadas.

1. A ASCENSÃO DE UM POLÍTICO ASTUTO

As 10 estratégias de um político sem escrúpulos. (politicagem em 12 versículos)

1. Ostentação e demonstração de poder. 2 Samuel 15:1
2. Comunicação convincente. 2 Samuel 15:2
3. Mentira. 2 Samuel 15:3
4. Ambição e engano. 2 Samuel 15:4
5. Bajulação. 2 Samuel 15:5
6. Furto de corações. 2 Samuel 15:6
7. Falsa religiosidade 2 Samuel 15:7 – 8
8. Conspiração 2 Samuel 15: 10
9. Utilização de inocentes úteis 2 Samuel 15: 11
10. Populismo 2 Samuel 15: 12

II. A QUEDA DE UM POLíTICO ASTUTO

CONCLUSÃO
O cristão deve ter consciência:
De vida tranqüila e serena perante Deus e perante os homens.
De que a sua lealdade é primordialmente para com Deus, para com a sua Palavra objetiva, para com a causa do evangelho.
De que participação política consciente não significa lealdade inconseqüente.
De que não pode se deixar manipular, como os seguidores de Absalão
De que deve sempre, com respeito, apontar o desrespeito aos princípios encontrados nas Escrituras por aqueles sobre os quais Deus colocou a responsabilidade de liderar o governo e as instituições de nosso país,
De que deve interceder sempre por eles em oração (1Tm 2. 1-8).

APLICAÇÃO
Você acha que sua participação política se limita a votar de quatro em quatro anos!.
Você acha que basta votar em candidato crente (sincero ou não)!
Como você pode melhorar a sua contribuição nessa área!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Paletras em Campina Grande-PB


Exposições abordarão o conteúdo das cartas de Apocalipse na igreja Presbiteriana de Campina Grande, estado da Paraíba, e será aberto a todas as pessoas interessadas em participar.

O Rev. Augustus Nicodemus, pastor da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, em São Paulo e chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, é o convidado para uma série de exposições sobre o conteúdo das cartas endereçadas às sete Igrejas do livro de Apocalipse, com o Tema “As igrejas de Apocalipse”. As palestras ocorrerão na igreja Presbiteriana de Campina Grande, estado da Paraíba, nos dias 28 e 29 de Maio (sexta-feira e sábado), às 19h, e se encerrará com duas últimas exposições no dia 30 de Maio (domingo), às 9h e às 18h.

Para o Rev. Renan de Oliveira, pastor efetivo da igreja, o evento é organizado com o objetivo de refletir biblicamente sobre as questões que mais atacam a fé cristã e principalmente aprender mais sobre a Palavra de Deus. “Será um prazer receber os irmãos e amigos” disse o Rev. Renan

O convite é feito à todas as pessoas interessadas em participar das exposições. O endereço da Igreja Presbiteriana de Campina Grande é Avenida Floriano Peixoto, 359, Bairro São José, Paraíba/PB.

Fonte Site IPB

Ouça nossa rádio