
Os catecismos e confissões são documentos que trazem a herança dos crentes mais antigos de como eles interpretavam as Escrituras Sagradas e de como eles a viviam no dia a dia. As primeiras manifestações documentais da fé são os credos que, por sua vez, tiveram origem na Bíblia Sagrada. Por conta dos constantes ataques a fé, os primeiros cristãos começaram a sistematizar e confessar sua fé por meio de sentenças formuladas a partir do ensino geral das Sagradas Escrituras. Pode-se dizer que os primeiros credos tem sua origem em expressões bíblicas como aquela formulada pelo Eunuco em resposta a Filipe sobre o batismo: "Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus" ( Atos 8.37). A medida em que pagãos se convertiam a Cristo, essas expressões de fé foram se tornando mais complexas até darem origem aos credos. Essa era uma forma de se evitar a absorção do paganismo pelo cristianismo, o que resultaria na perda da sua identidade. O mais conhecido desses documentos antigos é o Credo Apostólico, cuja origem é atribuída exatamente as primeiras confissões batismais. Não foi escrito pelos Apóstolos, mas foi elaborado a partir dos seus ensinos. Sua forma final, como temos hoje, foi provavelmente concluída no sexto século.
Quando o cristão recorre aos credos antigos, ele encontra os mais preciosos tesouros da fé, alcança os fundamentos daquilo que crer. Isso é importante, por conta do subjetivismo cada vez mais crescente no meio evangélico. Hoje, por falta de definições doutrinárias a igreja evangélica perde sua identidade. Isso pode ser percebido por meio do que a igreja canta, ora e prega. Há tanta imprecisão doutrinária que aos poucos a fé genuína de Cristo é suplantada por uma espécie de misticismo pagão. Isso não é uma novidade, o apóstolo João advertiu sobre a necessidade de por a prova os espíritos ( ensinamentos) para saber se eles procedem de Deus ( I Jo 4.1), e Judas ordenou que batalhássemos pela fé que foi entregue aos santos ( Jd 3).
Quando o cristão recorre aos credos antigos, ele encontra os mais preciosos tesouros da fé, alcança os fundamentos daquilo que crer. Isso é importante, por conta do subjetivismo cada vez mais crescente no meio evangélico. Hoje, por falta de definições doutrinárias a igreja evangélica perde sua identidade. Isso pode ser percebido por meio do que a igreja canta, ora e prega. Há tanta imprecisão doutrinária que aos poucos a fé genuína de Cristo é suplantada por uma espécie de misticismo pagão. Isso não é uma novidade, o apóstolo João advertiu sobre a necessidade de por a prova os espíritos ( ensinamentos) para saber se eles procedem de Deus ( I Jo 4.1), e Judas ordenou que batalhássemos pela fé que foi entregue aos santos ( Jd 3).
As confissões e os catecismos no protestantismo histórico surgiram em face da necessidade da igreja reformada ter de resgatar a fé dos antigos cristãos em seu conteúdo apostólico ( At.2.42). A igreja precisava estabelecer a diferença entre o falso e o verdadeiro. Desse modo, as confissões e os catecismos definem o que cremos a luz das Sagradas Escrituras com a finalidade de evitar confusão sobre a verdadeira identidade cristã. Quanto aos catecismos da reforma eles são uma rica herança que tratam da agenda do crente no seu dia a dia, foram elaborados para ensinar as crianças e jovens da igreja pelo método de perguntas e repostas, o que facilita a memorização. Como seus ensinos estão fundamentados sobre a autoridade da Palavra de Deus é comum a utilização de textos bíblicos que servem de prova.
Como exemplo de um catecismo enriquecedor, deixo as duas primeiras perguntas do Catecismo de Heidelberg, o mais importante documento confessional da Igreja Reformada Alemã. As perguntas foram elaboradas atendendo a cada domingo do ano. Na pergunta abaixo, a questão mais importante da nossa vida é tratada. Quem é o fundamento da minha vida na hora da morte? Você, amigo leitor, já tem um fundamento sólido para a hora mais difícil da existência humana? Você que se diz cristão realmente confia em Jesus Cristo ou está apenas numa tradição evangelical sem fundamento? Veja que isso é muito prático, pois a fé cristã é vida prática. Que Deus o abençoe e que você possa meditar nesse tema. Você têm a salvação eterna? Reúna a sua família para o culto, medite e confirme com Palavra de Deus.
DOMINGO 1
1. Qual é o seu único fundamento, na vida e na morte?
O meu único fundamento é meu
fiel Salvador Jesus Cristo (l). A Ele pertenço, em corpo e alma,
na vida e na morte (2) , e não pertenço a mim mesmo (3).
Com seu precioso sangue Ele pagou (4) por todos os meus pecados e me libertou
de todo o domínio do diabo (5). Agora Ele me protege de tal maneira
(6) que, sem a vontade do meu Pai do céu, não perderei nem
um fio de cabelo (7). Além disto, tudo coopera para o meu bem (8).
Por isso, pelo Espírito Santo, Ele também me garante a vida
eterna (9) e me torna disposto a viver para Ele, daqui em diante, de todo
o coração (10).
(1) 1Co 3:23; Tt 2:14. (2) Rm 14:8; 1Ts 5:9,10.
(3) 1Co 6:19,20. (4) 1Pe 1:18,19; 1Jo 1:7; 1Jo 2:2,12. (5) Jo 8:34-36;
Hb 2:14,15; 1Jo 3:8. (6) Jo 6:39; Jo 10:27-30; 2Ts 3:3; 1Pe 1:5. (7) Mt
10:29,30; Lc 21:18. (8) Rm 8:28. (9) Rm 8:16; 2Co 1:22; 2Co 5:5; Ef 1:13,14.
(10) Rm 8:14; 1Jo 3:3.
2. O que você deve saber para
viver e morrer neste fundamento?
R. Primeiro: como são grandes meus pecados e minha miséria (1). Segundo: como sou salvo de meus pecados e de minha miséria (2). Terceiro: como devo ser grato a Deus por tal salvação (3).
R. Primeiro: como são grandes meus pecados e minha miséria (1). Segundo: como sou salvo de meus pecados e de minha miséria (2). Terceiro: como devo ser grato a Deus por tal salvação (3).
(1) Mt 9:12; Jo 9:41; Rm 3:10; 1Jo 1:9,10.
(2) Lc 24:46,47; Jo 17:3; At 4:12; At 10:43; 1Co 6:11; Tt 3:3-7. (3) Sl
50:14,15; Sl 116:12,13; Mt 5:16; Rm 6:12,13; Ef 5:10; 2Tm 2:15; 1Pe 2:9,12.
Veja também Mt 11:28-30; Ef 5:8.
Pr Clodoaldo Brunet
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