sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Casamento Misto


Recentemente participei de uma importante reunião do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil. Um dos assuntos que me chamou a atenção foi o casamento misto. Para ser sincero, tem certas coisas que, para mim são tão simples, como dois mais dois são quatro: "não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos" (Rm 6.14). Mas infelizmente as pessoas conseguem complicar as coisas, explicando o mandamento de forma a favorecer um ponto de vista diferente. As motivações para burlar o mandamento são bem diversas:

  1. "Eu sou fruto de casamento misto" - esse é o velho pragmatismo. Pegue uma experiência isolada e o transforme em regra acima da Bíblia. Pronto, o mosquito do pragmatismo lhe contaminou.
  2. "Conheço uma moça que se casou com um incrédulo e o marido se converteu certo tempo depois do casamento" - Lá vem o pragmatismo de novo. Quero ver como fica a situação inversa, que representa franca maioria: "ela era consagrada, mas, depois do casamento misto, abandonou a igreja".
  3. Nossa sociedade é mais aberta do que a dos tempos bíblicos; os tempos mudaram. Essa é clássica dos néo-liberais.
Não é fácil lutar contra o pragmatismo, quando ele se fortalece com algum embasamento da experiência. Algumas pessoas se mostram totalmente cegas à Bíblia quando a experiência aponta para outra direção. Contra essas motivações pragmáticas, argumento em prol do Sola Scriptura. Se a Bíblia é a única regra de fé e prática, assim como defendeu a Reforma Protestante, qualquer que seja a minha experiência, deve ser submetida ao crivo das Escrituras Sagradas. A Bíblia é clara ao condenar o jugo desigual no casamento (Gn 24.1,2; 28.1,6-9; Ed 10.2; Ne 13.23-27; 1Co 7.39; 2Co 6.14). O jugo desigual no casamento somente deveria incluir casos em que o casal era incrédulo e uma das partes foi convertida posteriormente. No entanto, jovens cristãos têm procurado namoro com pessoas de fora da igreja alegando que nela não há alguém disponível, que vê todo mundo como irmão ou apenas como amigo, que o coração falou mais forte. Isso quando não parte para pressupostos completamente absurdos como: "ele(a) não é crente, mas é uma pessoa boa, trabalhadora... Só falta ser crente!" Pronto, agora as obras ganharam papel preponderante para qualificar alguém.
Mas e quando alguém usa a Bíblia para defender o jugo desigual? Aí é que a vaca vai para o brejo mesmo! A Bíblia não se contradiz. Ou ela diz uma coisa ou outra. Jamais ela afirma coisas antagônicas. Certa vez ouvi um pastor defendendo o casamento misto afirmando que Rute era estrangeira e Boaz judeu e que, se não fosse o casamento misto deles, Jesus não viria ao mundo. Essa foi demais! O Dr. Mauro Meister, ao ouvir esta argumentação, não resistiu e afirmou: "esse era o mesmo método de interpretação de Satanás lá em Gênesis 3". O problema desse tipo de argumentação é que ele leva ao pé da letra aquilo que é conveniente. Por exemplo: eles dizem que a Bíblia condenava o casamento entre judeu e estrangeira e param por aí. Tudo bem que Rute era estrangeira, mas o cerne do problema não era sua nacionalidade. O problema era que um estrangeiro também servia a deuses estranhos. No caso de Rute, ela já havia sido convertida, porque, antes de conhecer Boaz e se casar com ele, já dissera a sua sogra Noemi: "onde quer que fores, irei eu; e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo será o meu povo, o teu Deus será o meu Deus" (Rt 1.16). Note que ela não possuía deuses estranhos, mas havia sido convertida ao Deus de Israel. Rute e Boaz não se casaram em jugo desigual.
Para os que gostam de argumentos confirmados com a prática, o que dizer dos mais numerosos casos em que o rapaz ou a moça se casa com uma pessoa não crente e se afasta de Deus depois? Já vi casos em que o marido disse: "o nosso casamento será a última vez que ela porá os pés na igreja". São poucas as que tomam coragem e preferem servir a Deus em primeiro lugar do que outra coisa. Spurgeon ouviu uma moça explicar que seria bom para ela se casar com um rapaz incrédulo. Então ele e fez sentar-se em sua mesa. Pediu que ela o puxasse para cima. Ela não conseguiu. Sem esforço, ele a puxou para baixo e ela desceu da mesa. Então ele arrematou: "O que é mais fácil? Puxar alguém para cima ou para baixo?" Da mesma forma, sua inclinação pecaminosa não mostraria resistência quando seu futuro marido tentasse levá-la para os seus caminhos. Eu conheço de 6 a 8 casais cujo cônjuge era incrédulo no casamento e foi convertido depois. Interessante é que a maioria desses casais (se não todos) condena o casamento misto. No entanto, conheço mais de vinte pessoas que eram produtivas na igreja e, ao se casarem em jugo desigual, perderam todo o empenho de antes.
Para encerrar esta postagem, transcrevo a Palavra de Deus, dita por Paulo em 2 Coríntios 6.14-7.1: "Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas? Que harmonia há entre Cristo e Belial? ou que parte tem o crente com o incrédulo? E que consenso tem o santuário de Deus com ídolos? Pois nós somos santuário de Deus vivo, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Pelo que, saí vós do meio deles e separai-vos, diz o Senhor; e não toqueis coisa imunda, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso. Ora, amados, visto que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus". Olhemos firmemente para as promessas de comunhão plena com Deus. Para quê abrir mão dos caminhos planos e belos dessas promessas em troca de aventuras nos caminhos tortuosos e esburacados da desobediência?
Que o Senhor nos dê cada vez mais coragem de afirmar as verdades da sua Palavra! Amém!

Pr. Charles

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia

Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia

Leitura: Salmo

O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas.

Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto:

“Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo”.

Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes
Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie



Extraído do site: http://www.eleitosdedeus.org/noticias/leia-na-integra-a-nota-da-universidade-presbiteriana-mackenzie-sobre-a-lei-da-homofobia.html#ixzz15ezQmYXv
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mackenzie divulga nota contra Lei da Homofobia; OAB fala em "postura da Idade Média"



A Universidade Presbiteriana Mackenzie divulgou em seu site, na última semana, uma nota em que se dizia contra a Lei da Homofobia. De acordo com o comunicado, assinado pelo chanceler [reitor] Augustus Nicodemus Lopes, “ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo (sic) não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos.” A lei torna crime manifestações contrárias aos homossexuais.

Segundo o Mackenzie, “as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil [controladora da instituição] firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação”.

O texto foi retirado do ar durante o feriado da Proclamação da República. A assessoria de imprensa do Mackenzie não disse o motivo pelo qual ele não está mais disponível no site.

Nota oficial do Mackenzie
"O pronunciamento sobre o PL 122 é da Igreja Presbiteriana do Brasil, Associada Vitalícia do Mackenzie, feito em 2007, e se encontra em seu site. O Mackenzie se posiciona contra qualquer tipo de violência e descriminação (sic) feitas ao ser humano, como também se posiciona contra qualquer tentativa de se tolher a liberdade de consciência e de expressão garantidas pela Constituição."
Nesta terça (16), a assessoria de imprensa da instituição enviou ao UOL Educação outra nota em que afirma que “o pronunciamento sobre o PL 122 [Lei da Homofobia] é da Igreja Presbiteriana do Brasil, Associada Vitalícia do Mackenzie, feito em 2007, e se encontra em seu site.” No entanto, no comunicado emitido no site do Mackenzie na última semana, o chanceler afirma que “o manifesto presbiteriano sobre a homofobia (...) serve de orientação à comunidade acadêmica.”

Indignação
A nota indignou grupos de defesa de direitos dos homossexuais e especialistas na área. Para o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Jayme Asfora, a postura do Mackenzie “lembra tempos da Idade Média”. “[A universidade está] Formando seus alunos na base do preconceito, da discrminação, indo de encontro à Constituição Federal. Ela prega, como um dos seus maiores princípios, a isonomia, a igualdade. Todos são iguais perante a lei”, afirma.

Para o presidente do GGB (Grupo Gay da Bahia), Marcelo Cerqueira, essa é uma postura “esperada” do Mackenzie. “É uma questão de consciência. O que move essa questão do Mackenzie é uma posição reacionária”, afirma. No comunicado, a universidade utiliza o termo “homossexualismo”, que deixou de ser usado por se referir à homossexualidade como doença.

O Mackenzie, na nota enviada ao UOL, diz também que “se posiciona contra qualquer tipo de violência e descriminação (sic) feitas ao ser humano, como também se posiciona contra qualquer tentativa de se tolher a liberdade de consciência e de expressão garantidas pela Constituição”.

O UOL Educação pediu uma entrevista com o chanceler Augustus Nicodemus Lopes, mas o Mackenzie disse que iria se pronunciar por meio de nota.

Criacionismo

O Mackenzie, em 2008, assumiu oficialmente, nas aulas de ciências, a posição criacionista –que defende que foi Deus quem criou o universo. A direção da instituição, na época, afirmou que não negava os avanços da biologia vindos do darwinismo, mas que precisava também, mostrar que existe outra explicação, de fundo religioso, para a origem das espécies.

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Fonte:
UOL Educação



sábado, 13 de novembro de 2010

Missão Portas Abertas


A Organização da Conferência Islâmica, que compreende 57 países, sendo a maioria de população muçulmana, apresentará mais uma vez a Resolução da Difamação da Religião na Assembleia Geral das Nações Unidas, no final deste ano.

Essa resolução:
- dá ao governo o poder para determinar quais visões religiosas podem ou não podem se expressar nesses países;
- dá ao Estado o direito de punir aqueles que expressam posições religiosas “inaceitáveis”, de acordo com o que eles acreditam;
- torna a perseguição legal;
- visa criminalizar palavras e ações consideradas contra uma religião em particular, nesse caso, o Islã.
- tem o poder de estabelecer legitimidade internacional para leis nacionais que punem a blasfêmia ou, por outro lado, proíbem críticas à religião.

Muitos países apoiaram essa resolução no passado, mas alguns agora estão mudando de ideia. Este ano, existe uma possibilidade real de que ela seja derrotada. E você pode ajudar. Está na hora de mudarmos isso.

Participe da petição global realizada pela Portas Abertas Internacional e una-se a milhares de cristãos ao redor do mundo. O abaixo-assinado será entregue às Nações Unidas em dezembro deste ano.

» Como posso ajudar?

Divulgue a campanha para outras pessoas, em sua igreja, escola, faculdade, trabalho, utilizando os recursos disponibilizados em nosso site. Faça o download de alguns recursos como vídeos, apresentação em powerpoint e arquivos para marca-página e adesivo. Além disso, você pode imprimir o abaixo-assinado quantas vezes quiser e distribuir para muitas pessoas.

Preencha seus dados no formulário, que funciona como um abaixo-assinado eletrônico e ajude a mudar a história da liberdade religiosa em muitos países.

domingo, 7 de novembro de 2010

Louis Pasteur: “É em nome da ciência que proclamo a Jesus Cristo como Filho de Deus”.

Louis Pasteur, notável médico e cientista francês, reconheceu justamente através da ciência que a Bíblia tem razão. Ele escreveu: “É em nome da ciência que proclamo a Jesus Cristo como Filho de Deus. Minha concepção de ciência, que valoriza muito a relação entre causa e efeito, simplesmente me obriga a reconhecê-lO. Minha necessidade de adorar encontra em Jesus sua mais plena satisfação” (Nimm dir einen Augenblick Zeit, H. Bruns).

Louis Pasteur: “É em nome da ciência que proclamo a Jesus Cristo como Filho de Deus”.


A ciência, corretamente aplicada, pode servir a Deus. Mas quando é usada contra Deus ela prejudica os seres humanos. Pois é a Bíblia que produz o verdadeiro conhecimento. Há milênios as profecias bíblicas cumprem-se com exatidão única. Por exemplo, a criação de um novo Estado de Israel foi cumprimento de profecias bíblicas. Hoje podemos ver e acompanhar a realização das profecias de Jesus sobre o restabelecimento do Estado de Israel, sobre Sua volta e os sinais a ela relacionados. Os alegados “erros científicos” da Bíblia acabam sendo revisados constantemente e passam a ser considerados corretos. Muitos foram, na verdade, antecipações de descobertas que o homem só veio a fazer mais tarde. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o reconhecimento de que a terra está suspensa no espaço. A respeito, já lemos no livro de Jó: “Ele estende o norte sobre o vazio e faz pairar a terra sobre o nada” (Jó 26.7). Os resultados das pesquisas arqueológicas e históricas também confirmam continuamente as declarações bíblicas.

Por fim, há ainda o misterioso poder que a Bíblia exerce sobre as pessoas. Quem atende ao que as Sagradas Escrituras ensinam é transformado totalmente, sendo renovado de maneira completa. Lemos na Primeira Epístola de Pedro: “Pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas da incorruptível, mediante a Palavra de Deus, a qual vive e é permanente” (1 Pe 1.23). Apenas aqueles que não crêem no que a Bíblia diz em seu texto original, inspirado por Deus, é que lidam de maneira realmente anticientífica com a Palavra do Eterno! (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, agosto de 2001.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Morre no Senhor aos 88 anos a irmã Cacilda Cardoso da IPB de Pombal

Este momento é para nós, seres humanos, o mais difícil. Embora saibamos que não podemos fugir dele, resistimos em aceitar essa única certeza que temos: a qualquer momento poderemos ser alcançado por ela – “a indesejada das gentes”, como diria Manuel Bandeira em um de seus sábios poemas.

Para aqueles que foram alcançados pelo Senhor, esse momento é de gratidão. É também momento de reflexão. A bíblia diz em Eclesiastes 7:2 que é melhor estar na casa onde há luto do que na casa onde há festa. A morte de alguém, próximo a nós, nos faz pensar na eternidade e nos faz refletir se estamos preparados ou não para estar face a face com Deus…

Numa ocasião como esta em que a morte vem, de forma cruel e súbita, pra nos lembrar que não somos eternos e que este é o nosso fim. Dizemos como o salmista: “Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos”. E viemos aqui para agradecer.

Agradecer ao nosso Deus pelo dom da vida, pelo seu plano perfeito que nos alcançou, dando-nos a vida eterna com Cristo.

Agradecemos a Deus por d. Cacilda que pelo tempo em que esteve conosco registrou a sua marca que continuará enquanto vivermos – a fidelidade ao Senhor.

Como irmã em Cristo, sempre deu, com a sua vida, exemplo de humildade e companheirismo. Não era de muitas palavras, nem gostava de aparecer, mas era transparente em suas ações e atitudes. Sempre amiga e dinâmica nos trabalhos da igreja.

D. Cacilda nasceu no lar de João Cardoso de Alencar e Ubaldina de Alencar, no dia 21 de novembro de 1922. Recebeu uma educação baseada nos princípios bíblicos e por toda a sua vida - até nos momentos em que a lucidez já lhe faltava, esbanjava cordialidade, carinho e meiguice no seu tom de voz manso e suave.

Foi casada por sete anos com Ascindino Rodrigues Pessoa. Ficou viúva, sem filhos. Nesse tempo, uma pessoa muito especial foi convidada para passar uns dias com ela, para que não ficasse sozinha naquele momento difícil. E acabou ficando por 70 anos. Essa pessoa é Tetê, sua companheira fiel, presente em todos os momentos de sua vida. Não dá para falar em d. Cacilda sem mencionar Tetê.

Sua casa era sempre muito frequentada. Os trabalhos manuais das duas eram sempre muito requisitados, e nessas idas a sua casa para casear roupas ou cobrir botões, as pessoas sempre saiam com a semente do evangelho plantada em seus corações porque D. Cacilda e Tetê não perdiam a oportunidade de falar do amor de Deus enquanto faziam o seu trabalho. Eu mesma sou prova disso, quando criança ia à sua casa fazer os mandados de minha mãe que era costureira e ela me ensinou a gostar da SAF. Dava-me revistas da SAF para eu ler, enquanto ela trabalhava, me falava como eu deveria me comportar na igreja e me dizia para nunca deixar os caminhos do Senhor.

D. Cacilda era como seus bordados. Dizem que se conhecem se o bordado é bem feito pelo seu avesso. D. Cacilda tinha beleza exterior e muito mais beleza interior. Via-se isso claramente em seu cotidiano. Foi mulher virtuosa. À igreja do Senhor D. Cacilda doou os seus melhores anos. Participou basicamente de todas as atividades na igreja: foi professora de EBD, tesoureira da igreja por muitos anos, presidente do coral filhos de Sião por várias vezes, presidente da SAF por nove vezes – da qual era sócia emérita, relatora do departamento Sardonio, Agente da SAF em Revista, presidente da Federação de SAFs do Presbitério da Borborema, presidente da Confederação Sinodal de SAFs.

Sua alegria era estar na Casa do Senhor, e a sua despedida não poderia ser diferente. Teria de ser assim: numa manhã de domingo, no horário da EBD. Ocasião em que era aluna assídua, quando não, professora dessa escola onde nós, desde crianças, aprendemos com seu testemunho, com seu zelo, com a sua simplicidade, com a sua sensibilidade em perceber e atender as necessidades dos irmãos - não somente com visita e oração, mas também com doações que preferia fazer sem ser notada -, qual deve o perfil do verdadeiro cristão.

Gostava de cantar o hino “Oh marchemos para aquele bom país/ onde o crente sim/ é Cristo quem o diz/ com o Salvador vivendo ali feliz/ vai com ELE descansar.

Por isso, nesta manhã triste e marcante, agradecemos a Deus pela vida vitoriosa da irmã Cacilda, pelo seu exemplo e testemunho de vida, pela certeza de que ela marchou para os braços do Pai e agora descansa NELE. E a nossa oração é que a boa mão do Senhor conforte e enxugue toda lágrima de seus familiares: seus irmãos, seus sobrinhos e principalmente de Tetê, na esperança de em breve nos encontrarmos novamente para desfrutarmos eternamente da presença inefável de nosso Deus.

Pela SAF,

Josilene Freitas da S. Felinto

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A REFORMA PROTESTANTE: HISTÓRIA E RELEVÂNCIA DOS SOLAS - 1ª PARTE


Palestra ministrada na Igreja Presbiteriana Filadélfia (Marabá-PA)

• INTRODUÇÃO
Meus amados e queridos irmãos, no dia 31 do presente mês a Reforma Protestante completará a extraordinária idade de 493 anos. Talvez você possa se perguntar: “O quê que eu tenho a ver com isso?” Pois bem, eu respondo a você que: TUDO! Visto que você só se encontra hoje na Igreja Presbiteriana do Brasil, porque, no passado, Deus usou um homem para dar início a esse empreendimento tão fantástico.

O que é interessante é que a partir do momento em que a Reforma estourou, os adeptos desse movimento passaram a ser conhecidos como “os Protestantes”. Por exemplo, o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, define o termo protestante como, “1. Que protesta; 2. Relativo ao, ou próprio do protestantismo; 3. Diz-se de membros de igrejas[sic] não-católicas”. Como tal, o termo define bem aqueles que tomaram parte no protesto encabeçado por Martinho Lutero. O que nós temos a ver com a Reforma Protestante? Nós somos protestantes.

O lamentável, é que vivemos uma época em que isso tem sido esquecido, ou pelo menos eclipsado por pessoas que estão no seio da igreja evangélica, mas que consideram esse evento como apenas um detalhe que ficou num passado bem distante. Infelizmente, não enxergam na Reforma princípios bíblicos que são imprescindíveis para a nossa saúde espiritual. Existem pessoas que acham que a verdade é uma espécie de elemento mutável, ou seja, ela muda com o passar dos anos e dos séculos. Isso quer dizer que, existem indivíduos desagregadores dentro de nossas igrejas que pensam que o que foi verdade na época em que a Reforma estourou não é verdade hoje. Por conseguinte, não precisa ser investigada hoje, muito menos estabelecida como corpo de verdades de nossa igreja.

Nós somos jovens, e num sentido bem específico, somos o futuro da Igreja Protestante. Aqui se encontram (assim eu espero), futuros líderes da Igreja Protestante de um modo geral, e futuros líderes da Igreja Presbiteriana Filadélfia. Assim sendo, considero como de extrema importância que vocês, meus amados irmãos, tão bombardeados pela nossa sociedade, vocês que são os principais alvos do inimigo na tentativa de minar a vitalidade espiritual de nossa igreja, vocês precisam conhecer o que motivou a Reforma e os seus princípios, para enxergar neles, princípios úteis para a nossa época moribunda e decadente.

ELUCIDAÇÃO HISTÓRICA
A primeira coisa que precisamos compreender é: POR QUE ACONTECEU A REFORMA? O QUE MOTIVOU A REFORMA PROTESTANTE? A resposta a essa pergunta não é fácil. Ela exigiria uma análise histórica que remontasse há muitos anos antes, pelo menos até aos séculos XIV e XV, com os homens que são considerados como os “pré-reformadores”, que são eles: o inglês John Wycliff, que atacou as irregularidades do clero da igreja medieval, as superstições, o purgatório, o celibato clerical, e a autoridade papal. O outro foi o sacerdote e professor da Universidade de Praga, o boêmio John Huss, que atacou a autoridade papal. Ambos foram perseguidos e excomungados pela igreja católica romana. John Huss foi assassinado em uma fogueira, enquanto Wycliff teve os seus ossos exumados e jogados fora.

É interessante, meus amados irmãos, como um único evento na história do Cristianismo recebe interpretações tão diversas como a Reforma Protestante do século XVI. Por exemplo, historiadores protestantes interpretam a Reforma amplamente como um movimento religioso que procurou redescobrir a pureza do cristianismo primitivo como ele é descrito no Novo Testamento. Esta interpretação tende a ignorar os fatores econômicos, políticos e intelectuais que ajudaram a promover a Reforma. Segundo esta interpretação, a Providência divina é o fator primordial e precede todos os outros fatores.

Já os historiadores católicos romanos interpretam a Reforma como uma heresia inspirada por Martinho Lutero por causa de várias razões, entre as quais a vontade de se casar. O protestantismo é visto como um cisma herético que destruiu a unidade teológica e eclesiástica da igreja católica medieval. De acordo com esse ponto de vista católico, Lutero foi um herege, mas esses historiadores geralmente se esquecem de que a igreja medieval já tinha se afastado do ideal do Novo Testamento, ou seja, ela já havia se tornado herege. É certo que, existiram causas econômicas, sociais, políticas, intelectuais e morais envolvidas. No entanto, temos como pressuposto que a Reforma foi um movimento que aconteceu como uma ação de Deus, em trazer a sua Igreja de volta à pureza que ela havia perdido com o passar do tempo. Os reformadores estavam interessados em desenvolver uma teologia que estivesse em completa concordância com o Novo Testamento; eles criam que isto seria possível a partir do instante em que a Bíblia se tornasse a autoridade final da igreja.

Agora, passemos aos eventos que culminaram na Reforma Protestante, propriamente dita.

Martinho Lutero nasceu no ano de 1483. Ele era filho de um latifundiário de minas. A vontade do pai de Lutero era que o seu filho estudasse direito e se tornasse advogado. Entretanto, após sobreviver a uma grande tempestade, Lutero fez uma promessa a Santa Ana que se tornaria monge. Em 1507, ele foi ordenado monge e celebrou sua primeira missa.

Lutero era um homem profundamente angustiado por causa da sua alma. Ele tornou-se um importante professor de teologia na Universidade de Wittenberg. Os seus estudos só fizeram aguçar a sua luta interior. Ele não entendia como Deus poderia se relacionar com pecadores, visto que a justiça de Deus era entendida por ele apenas em sentido punitivo. A idéia da justiça de Deus atormentava Lutero. Foi então que, no ano de 1517, quando estava dando aulas sobre a Epístola de Paulo aos Romanos, mais precisamente quando leu o verso 17 do capítulo 1, que Lutero se convenceu de que somente pela fé em Cristo era possível alguém se tornar justo aos olhos de Deus. Esse princípio, posteriormente, foi desenvolvido e se apresentou como a famosa doutrina da Justificação pela Fé. Além disso, ele passou a entender que apenas a Bíblia, apenas a Escritura era a autoridade única para o crente.

Isso é importante por causa dos acontecimentos posteriores. Em 1517, um monge dominicano, chamado John Tetzel, começou a vender indulgências na cidade de Jüterborg, próximo a Wittenberg. Lutero se revoltou contra a exploração do povo pelo sistema de venda das indulgências, e decidiu fazer um protesto público. Tetzel ensinava que o arrependimento não era necessário para quem comprasse uma indulgência, por si mesma capaz de dar perdão completo de todo pecado.

No dia 31 de outubro de 1517, Lutero afixou suas 95 Teses na porta da Catedral de Wittenberg. Nelas, ele condenava os abusos do sistema das indulgências e desafiava a todos para um debate sobre um assunto. O interessante, meus amados irmãos, é que Lutero confiava que receberia o apoio do papa pelo fato de revelar os males do tráfico das indulgências. Quem lê as 95 Teses pode perceber que Lutero critica apenas a venda das indulgências com a intenção de reformá-lo. Por exemplo, a Tese nº 1, diz o seguinte: “Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos..., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento”. A Tese nº 5 também é muito interessante: “O papa não tem o desejo nem o poder de perdoar quaisquer penas, exceto aquelas que ele impôs por sua própria vontade ou segundo a vontade dos cânones”. Inicialmente, não era intenção de Lutero se separar da igreja católica romana. Mas, entre 1518 e 1521, ele foi forçado a admitir que a separação do romanismo era a única alternativa para se chegar a uma reforma que honrasse a Deus e levasse a Igreja para mais perto do ideal do Novo Testamento. Infelizmente, são poucos que conhecem as 95 Teses de Lutero. A grande maioria não conhece nenhuma delas. E como disse certa vez o pastor suíço Karl Barth, “uma igreja que não conhece a sua história é uma igreja alienada”. Na verdade, é como uma pessoa que não conhece os seus verdadeiros pais. Ela não sabe de onde vem, e fica sem referenciais para ir adiante.

Não é meu propósito falar acerca de todos os acontecimentos envolvidos na Reforma Protestante do século XVI. Isso requereria muito mais tempo do que dispomos. Precisaria de muito tempo pra falar sobre toda a contribuição de Lutero na Alemanha, de Calvino na França e na Suíça, de Zuínglio na Suíça, de John Knox, fundador do presbiterianismo, na Escócia. Mas não farei isso. Nesta noite, eu gostaria de iniciar pra vocês, meus amados jovens em Cristo, a exposição de uma parte do legado que a Reforma Protestante nos deixou. Em 493 anos, esses princípios, solidamente embasados na Bíblia, são reconhecidos como verdadeiros tesouros, os quais a Igreja do Senhor deve amar e defender contra qualquer investida do inimigo. Quero iniciar hoje a exposição dos Cinco Solas da Reforma: Sola Scriptura, Sola Fide, Sola Gratia, Solus Christus, e Soli Deo Gloria.
Alan Renê

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Alunos são suspensos em escola nos EUA por distribuírem rosquinhas com versos bíblicos





Escrito por Milton Alves
Qui, 21 de Outubro de 2010 03:02
Pais e membros de uma igreja evangélica em Roswell, Estado do Novo México, nos Estados Unidos, estavam visivelmente preocupados durante um encontro escolar onde os participantes discutiram as suspensões recentes por causa das rosquinhas com versos bíblicos. De acordo com a estação local de TV, que é afiliada à rede NBC, mais de duzentas pessoas participaram do encontro para expressar sua desaprovação sobre como a escola tem tratado os seus alunos cristãos.

“Supostamente vocês representam as pessoas,” disse o pastor Try Smothermon da Igreja do Mover em Roswell. “Mas antes que cheguemos a um processo judicial eu esperava, no mínimo, que vocês tirassem um tempo para descobrir o que está acontecendo no sistema escolar ao qual fazem parte.”

Antes do incidente das rosquinhas, a escola já havia sido processada pelos familiares dos estudantes por violação do direito à liberdade de expressão. Os estudantes cristãos que são parte de um grupo de jovens religiosos chamado Relentless Roswell, (Os implacáveis Roswell) que é um ministério da Igreja do Mover, tinham distribuído bonecos similares a fetos com versos bíblicos e informação anexa de um centro local de apoio à gravidez.

O principal assistente da Goddard anunciou que não era para os estudantes distribuírem coisa alguma sem sua aprovação. Alguns jovens foram presos por causa do caso dos bonecos de feto. Uma estudante disse que estava planejando cometer um aborto no dia em que ela recebeu o boneco, mas mudou de ideia. O Conselho arquivou o processo contra a escola, a pedido dos familiares da estudante. A inscrição no boneco dizia “Você é tremendamente e maravilhosamente feito,”, mensagem que ajudou a salvar a vida de uma criança.

Fonte: The Christian Post
Publicado na LPC

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pastores Sem Campo!

Decisão do Supremo Concílio da IPB Pubblicada no Brasil Presbiteriano

RESOLUÇÃO CXLVI – Quanto ao documento 458: Considerando: 1 –
Que a situação que vincula um ministro ao presbitério, conforme a CI-IPB,
é a designação, compreendendo também a eleição e a cessão (Arts. 33
e 37), bem como a licença (Arts. 41, 42, 43). 2 – Que não existem na
CI-IPB as expressões “pastor sem campo” ou “pastor em disponibilidade”.
3 – A decisão do SC/IPB-2006 sobre consulta feita acerca de presbitérios
com ministros que não tenham campo de trabalho, aprovando e
regulamentando a condição de pastor em disponibilidade. 4 – A decisão do SC-IPB 2006, não aprovando a emenda constitucional que tratava da regulamentação da condição de “pastor em disponibilidade”, submetida à votação dos presbitérios, por falta de quorum. O SC-IPB 2010 RESOLVE:
1 – Declarar inconstitucional e nula de direito a decisão que regulamentava
a condição de “pastor em disponibilidade”, por se tratar de emenda
constitucional, uma vez que adicionava uma nova condição ao ministro, e
ter sido aprovada pelo plenário da RO-SC/IPB-2006, e não pela votação
dos presbitérios.


Carta Aberta




Cajazeiras-PB, 20 de Setembro de 2010.




Aos Amados irmãos
Pastores e Presbiteros
Da IPB


"Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé?" Mateus 6.30


Que esta ao chegar os encontre crescendo na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Estou digitando estas linhas para considerar a anulação da nomeclatura pastor em disponibilidade pelo supremo concílio da IPB.
Quero dizer aos amados irmãos que estou de pleno acordo com o que foi feito; não só pela inscontitucionalidade daquela decisão tomda em 2006, mas, também pelo constrangimento bíblico em que ficamos diante de tal nomeclatura.
Sempre que meditava sobre esse tema logo vinha a mente as palavras de Cristo o nosso Senhor e Mestre que diante da realidade dos campos disse: "... A Seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara" Mateus 9.37,38
O termo pastor em disponibilidade lamentavelmente configurava uma situação não presvista na palavra de Deus, ou seja, a situação de um ministro da palavra não ter campo. Isso, do ponto de vista bíblico é inadimissível, pois, os campos estão ai brancos para ceifa. A própria realidade nas juntas missionárias é de necessidade de obreiros para o serviço. A nossa IPB tem hoje aproximadamente 2.000 igrejas, mas, no Brasil há mais de 5.0000 municípios. Não faltam campos, os campos estão aí. O próprio Senhor da igreja é quem diz que a situação é contrária, pois, faltam é obreiros e não campos.
Mas, o que infelizmente acontece é que nem sempre estamos dispostos a atender o chamado do Senhor. Muitos dos chamados que ouvimos na igreja de modo geral se dá para os campos chamados bons, ou seja, campos em igrejas maduras com bons salários, campos em boas cidades e em estados com melhor desenvolvimento econômico. Outro dia ouvi a queixa de um Presbítero de uma igreja rural que dizia: 'Faltam homens em nossos dias como João Batista, que queiram pregar no deserto". Creio que ele se referia a falta de pastores que se dispõem a trabalhar em seu campo.
Esta situação de pastor em disponibilidade ainda criava um grande entrave à obra do Senhor, pois, o pastor sem campo ainda teria de ser sustentado por mais um ano recebendo salário. Isso ao meu ver é uma situação absurda. A própria palavra do Senhor diz: "Que quem não quer trabalhar não coma" II Ts 3.10. Não me refiro aqueles ministros valorosos que por alguma razão ficaram enfermos em seu trabalho, esses sim são dignos de nossa atenção, mas, me refiro àqueles que se aproveitando desse benefício poderiam se dar ao luxo de escolher campo e não encontrando o campo do seu gosto, prefira ficar em disponibilidade. Essa situação seria de fato vergonhosa diante da realidade de que muitas vezes somos sustentados com a oferta da viúva pobre.
Sendo estas minhas considerações sobre o assunto, espero a compreensão dos caros irmãos, a fim de que nos mantenhamos em tudo submissos a Palavra do Senhor.

Em Cristo
Rev. Clodoaldo A. Brunet

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Reflexão



Senhor, Deus da verdade, será suficiente conhecer essas coisas para te agradar? Infeliz o homem que conhece tudo isso e não te conhece. Feliz aquele que te conhece, ainda que ignore o resto. Aquele que te conhece a ti e também as outras coisas, não é mais feliz por esse conhecimento, mas somente por conhecer a ti, e conhecendo-te, te glorifica pelo que és, e te rende graças, e não se perde em vãs reflexões. De fato, aquele que se reconhece possuidor de uma árvore e te é grato pelo uso que dela pode fazer, ainda que não saiba qual a altura ou largura dela, é melhor do que aquele que a mede, lhe conta os galhos, mas não a possui e não conhece nem ama o criador dela. Do mesmo modo, a pessoa de fé possui todas as riquezas do mundo e, mesmo que nada tenha, é como quem tudo possui, pois está unida a ti, Senhor de todas as coisas, pouco importando se nada sabe sobre o percurso da Ursa Maior! Seria loucura duvidar de que está em melhor situação do que aquele que sabe medir os céus, contar as estrelas e pesar os elementos, e no entanto despreza a ti, que tudo dispuseste com medida, quantidade e peso.

. Agostinho de Hipona 354 à 430 Doutor da Igreja que muito influenciou a teologia protestante.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A PRIORIDADE DA PREGAÇÃO NO MINISTÉRIO PASTORAL


“Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino” (1 Timóteo 5.17).

Recentemente participei da ordenação de um amigo ao Sagrado Ministério. Como ex-tutor do ordenando, foi-me dada a honra de dirigir-lhe a parênese, que nada mais é do que um breve discurso exortativo. Na ocasião, exortei-o a que tivesse bem definidas diante de si as prioridades do ministério, a saber, a oração e a pregação da Palavra. Creio que tal conselho é mais urgente hoje do que nunca, visto que o pastor de uma igreja local é obrigado a cumprir vários tipos de atividades ligadas ao pastorado, como por exemplo, estudos bíblicos, pregações, atos pastorais em congregações, visitas, discipulado, evangelismo, aconselhamento, administração e etc. Em muitos casos, encontramos pastores que tomam para si o encargo de mestres-de-obras.

Como consequência, as prioridades do ministério têm, paulatinamente, deixado de serem prioridades. Atividades legítimas, porém não prioritárias, acabam tomando o lugar da oração e da pregação da Palavra. Minha intenção aqui é discorrer um pouco a respeito de uma destas duas prioridades – a pregação do evangelho –, e a sua desconsideração por parte de muitas igrejas, que priorizam mais as visitas pastorais. R. Albert Mohler, Jr., afirma que, “a prioridade da pregação simplesmente não é evidente em grande número de igrejas”. [1]

O caráter prioritário da pregação da Palavra pode ser percebido, visto que ela é a primeira marca de uma igreja verdadeira. Não reconhecemos uma verdadeira igreja pelo número de visitas que o seu pastor faz, mas sim por sua fidelidade à exposição de todo o desígnio de Deus. Creio veementemente que, antes de qualquer outra coisa, é a fiel pregação que deve ser buscada em uma determinada igreja, como acertadamente pontua Mark Dever:
Se você está procurando uma boa igreja, esta é a coisa mais importante que deve ser levada em conta. Não me importo se você acha que os membros devem ser bastante agradáveis. Não me importo se a música é boa ou não. Estas coisas podem mudar. Mas o compromisso da igreja com a centralidade da Palavra que vem do púlpito, do pregador, daquele a quem Deus dotou de modo especial e chamou ao ministério – este é o fator mais importante que você deve procurar em uma igreja. [2]

Não é à toa que o pastor é chamado de Ministro da Palavra ou Ministro do Evangelho. Isso porque o seu grande chamado é para pregar, para expor a Palavra inspirada, autoritativa e inerrante de Deus. Creio também que é esse o padrão apresentado na Palavra de Deus.

As chamadas epístolas pastorais do apóstolo Paulo a Timóteo são bastante elucidativas a este respeito. Em todo o seu escopo encontramos a pregação da Palavra e o ensino da vontade de Deus como a grande função do pastor. Por exemplo, ao apresentar as qualificações necessárias para o episcopado, Paulo elenca, dentre elas, a aptidão para ensinar as Sagradas Escrituras (1 Timóteo 3.2). Se observarmos bem, não encontraremos que aquele que aspira ao episcopado deve ser um bom visitador. Ele deve ser irrepreensível, monogâmico, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar, não dado ao vinho, não violento, cordato, inimigos de contendas, desapegado dos bens materiais, bom marido, bom provedor e bom pai, experimentado e deve possuir bom testemunho diante de toda a sociedade (vv. 2-7). Porém, quão dificilmente encontramos uma comunidade que julgue a “empregabilidade” [3] dos seus pastores pelos critérios apresentados por Paulo.

No capítulo 4 de 1 Timóteo, encontramos outra evidência da primazia da pregação: “Expondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido” (v. 6). De que maneira Timóteo seria, verdadeiramente, um bom ministro de Cristo? Pelo número de visitas que viesse a fazer? Não! Pela exposição da bondade da criação de Deus em oposição àqueles que exigiam o ascetismo como regra de vida? Sim! O critério era a exposição da vontade de Deus. Ainda no verso 11, vemos o seguinte: “Ordena e ensina estas coisas”. No verso 13: “Até à minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino”. Logo em seguida, o apóstolo acrescenta uma exortação a Timóteo: “Não te faças negligente para com o dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, com a imposição das mãos do presbitério. Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto”. Timóteo seria negligente se não desse à pregação e ao ensino a primazia em seu ministério. Ele não poderia trocar a pregação por nenhuma outra faceta ministerial. Em vez disso, ele deveria ser diligente na proclamação da vontade do Senhor. Dessa forma, o seu crescimento e progresso seriam manifestos diante de todas as pessoas. Tudo passava pela pregação, não pela visitação.

Quando chegamos a 2 Timóteo, vemos que o padrão permanece inalterado. Logo no capítulo 1, falando acerca do evangelho, Paulo afirma que foi designado por Cristo como “pregador, apóstolo e mestre” (v. 11). Três ofícios inextricavelmente ligados à pregação. Em 2 Timóteo 2.14-15, está escrito: “Recomenda estas coisas. Dá testemunho solene a todos perante Deus, para que evitem contendas de palavras que para nada aproveitam, exceto para a subversão dos ouvintes. Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.

O texto áureo da primazia da pregação é 2 Timóteo 4.1-2: “Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina”. A colocação feita por Mark Dever a respeito deste texto é extraordinária:


Essa foi a razão porque Paulo disse a Timóteo que “formasse um comitê”. Certo? É claro que não. Paulo nunca disse isso. No Novo Testamento, você nunca achará um pregador sendo instruído a formar um comitê. “Faça uma pesquisa”? Não! Paulo também nunca disse que alguém fizesse uma pesquisa. “Gaste seu tempo fazendo visitas”? Não! Paulo também nunca disse que um pregador fizesse isso. “Leia um livro”? Não! Paulo jamais disse ao jovem Timóteo que fizesse qualquer dessas coisas. Paulo disse a Timóteo, de modo direto e claro: “Prega a palavra” (2 Tm 4.2). Este é o grande imperativo. [4]

Fiz questão de deixar por último a passagem que encabeça a nossa reflexão. Eis o que o apóstolo Paulo disse ao jovem pastor Timóteo: “Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino” (1 Timóteo 5.17). Como este texto tem sido desprezado pela grande maioria das congregações! O termo “honorários” (timês) significa literalmente “estipêndio, salário”, mas não apenas isso. Significa também “honra, reverência, deferência, respeito, reconhecimento”. [5] O que o apóstolo Paulo está dizendo, é que os presbíteros que se afadigam na palavra e no ensino, com especialidade, devem ser tratados pela igreja onde servem com respeito dobrado, deferência duplicada. John Stott afirma o seguinte: “Os presbíteros que atuassem bem deveriam receber tanto o respeito como uma remuneração, ou seja, as duas coisas: honra e honorários”. [6] Não obstante, o que encontramos muitas vezes são pastores criticados e difamados porque não são bons [7] visitadores, mesmo que sejam fiéis pregadores da Palavra, homens que se afadigam, perdem noites de sono e muitas vezes se privam do convívio com suas famílias estudando e se preparando para oferecer às ovelhas do Senhor alimento de qualidade.

Para finalizar o apanhado bíblico sobre a prioridade da pregação, gostaria de citar apenas Hebreus 13.7: “Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram”. De quem os crentes hebreus deveriam lembrar? Dos líderes que eram bons visitadores? Não! Eles deveriam recordar dos líderes que lhes haviam pregado a Palavra de Deus!

Em momento algum desejo que alguém entenda que estou afirmando que a visitação pastoral não é importante, ou que não deve ser feita. Visitar é legítimo e importante. Contudo, estou apenas tentando deixar claro que ela não é a prioridade ministerial de nenhum pastor, não importando o tamanho da sua igreja ou o desejo dos membros. O próprio apóstolo Paulo que era constante na visitação aos lares dos efésios (At 20.20), sempre que se referia a si próprio, o fazia em termos que destacavam a pregação do evangelho (1 Co 2.1-16; Cl 1.24b-29; 1 Tm 2.7; 2 Tm 1.11; cf. At 17.18). Também não estou ignorando o ministério e os sábios conselhos de homens, como Richard Baxter em Kidderminster. Só não entendo como aquilo que realmente é a prioridade é tão desvalorizado no meio evangélico.

Devemos considerar também que, muitas vezes, pessoas que dirigem críticas mordazes e ácidas aos seus pastores por conta da ausência de visitação, nem sempre precisam de visitas. Em muitas ocasiões se trata apenas de desejo, não de real necessidade. Ademais, mesmo que visitemos pouco, geralmente, as pessoas mais críticas são justamente aquelas que mais foram visitadas por nós.

Para finalizar, gostaria apenas de mencionar o pensamento do sábio Dr. David Martyn Lloyd-Jones. Para ele, a fiel pregação da Palavra de Deus poupa muito tempo e trabalho pessoal ao pastor. Para ele, a verdadeira pregação aborda problemas pessoais. A consequência disso, é que a poderosa e fiel pregação usada pelo Espírito Santo pouparia o pastor de muitas visitas e de outros trabalhos de natureza pessoal. Eis as palavras de Lloyd-Jones:


Voltamo-nos agora para o terreno dos problemas pessoais. Este é um argumento familiar em nossos dias, conforme já indiquei. As pessoas dizem que os pregadores sobem aos púlpitos e pregam os seus sermões, mas ali mesmo, à frente deles, há indivíduos com problemas e sofrimentos pessoais. E o argumento prossegue: você deve pregar menos e dedicar mais tempo ao trabalho pessoal, aconselhando e conversando. Minha resposta a esse argumento consiste em sugerir, uma vez mais, que a solução é colocarmos a pregação na posição primordial. Por quê? Porque a verdadeira pregação aborda os problemas pessoais, de tal modo que poupa muito tempo ao pastor [...] A pregação do evangelho a partir do púlpito, aplicada pelo Espírito Santo aos ouvintes, tem sido o meio de tratar dos problemas pessoais a respeito dos quais eu, na qualidade de pregador, nada sabia, até que as pessoas viessem falar comigo [...] Não me compreendam mal. Não estou dizendo que o pregador jamais deve realizar qualquer trabalho pessoal; longe disso. Mas o meu argumento é que a pregação sempre deve vir em primeiro lugar e não deve ser substituída por coisa alguma. [8]

A partir do que as Escrituras ensinam, podemos concluir que não podemos relegar a pregação a um lugar secundário. Quando isso acontece, uma determinada igreja local é prejudicada e o pastor acaba perdendo o foco do seu ministério. Não importa o quão bom administrador alguém seja. Não importa o quão bom visitador algum pastor. No final das contas, o que será requerido dele é a fidelidade dedicada ao evangelho e à exposição de todos os desígnios de Deus.

Como pastor de uma igreja local, como eu gostaria que nossas igrejas compreendessem esta verdade. Mas, quem sabe, um dia... quem sabe, um dia...

Louvado seja o Senhor pela pregação do evangelho!

NOTAS:
[1] R. Albert Mohler, Jr., “A Primazia da Pregação”, In: Don Kistler, et. al. Apascenta o meu Rebanho: Um apaixonado apelo em favor da pregação. São Paulo: Cultura Cristã, 2009. p. 17.

[2] Mark Dever. Nove Marcas de uma Igreja Saudável. São José dos Campos: Fiel, 2007. p. 54.

[3] Vem do inglês Employability. Significa o conjunto de conhecimentos, habilidades e comportamentos que tornam um profissional importante não apenas para sua organização, mas para toda e qualquer empresa. São características que transcendem a organização, pois atendem às necessidades do mercado como um todo. Extraído do site http://blog.kombo.com.br/candidato/2009/01/28/o-q-e-empregabilidade/.

[4] Mark Dever. Nove Marcas de uma Igreja Saudável. p. 55.

[5] Thayer’s Greek Lexicon in BIBLEWORKS 6.0.

[6] John R. W. Stott. A Mensagem de 1 Timóteo e Tito. São Paulo: ABU, 2004. p. 138.

[7] Para a maioria das pessoas um bom visitador é aquele que é frequente na casas dos membros da igreja, não importando o propósito da visita.

[8] D. Martyn Lloyd-Jones. Pregação e Pregadores. 2. ed. São José dos Campos: Fiel, 2008. pp. 38-39.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

UMP de Inburaninha 70 Anos Servindo ao Senhor

Inburaninha hoje localizada no município de São Domingos de Pombal é a seunda Igreja mais antiga do POPB, é tida em alta estima pela história do presbiterianismo local por ter sido a igreja que deu origem a IPB de Pombal além de ter dado inumeros membros que hoje estão espalhados por esse Brasil. No púlpito da IPB Iburaninha já passaram ilustres pregadores presbiterianos ligados a missão Americana, tais como: Rev. Herdelite; Rev. Samuel Falcão ilustre Professor do Seminário Presbiteriano do Norte e o Rev. Dr. Antonio de Almeida também Professor do SPN. Hoje a Igreja de Inburaninha é pastoreada pelo Rev. Gessé e tem como presbiteros os irmãos Rubem e Zaquel Pires.
A programação constou de um culto em Ação de Graças realizado às 19:3oh com a seguinte participação: Igreja Presbiteriana de Betel; Congregação Presbiteriana da Cachoeira e Congregação Presbiteriana de São Domingos de Pombal. O pregador foi o Rev. Clodoaldo Brunet da Congregação Presbiteriana em Cajazeiras-PB.
O Presb. Zaquel Joaquim conta em seu testemunho que no ano de 1975 quando foi presidente daquela união de moços presbiterianos havia em seu rol de sócios cerca de 95 jovens.
Hoje a UMP de Inburaninha é presidida pelo irmão Isael, jovem diácono da igreja. O rol de sócios atualmente é formado por 13 sócios.


Na oportunidade desfrutamos da calorosa hospitalidade dos irmãos da UMP quando logo após o culto foi servido um farto jantar pelo irmão Isael e sua esposa.

Aniversário da Federação de UPHs do POPB e da UPH de Peniel Núcleo I São Gonçalo

No dia 28 de Agosto ocorreu sexto aniversário da Federação de UPHs do Presbitério Oeste da Paraíba. A programação festiva foi realizada na Igreja Presbiteriana de Peniel, São Gonçalo Núcleo I. No ensejo a UPH local comemorou o seu décimo primeiro aniversário de organização.
A Programação deu-se com as seguintes atividades:
1º Pela manhã confraternização das famílias com um banho e muita água de côco no lote da família Braga;
2º A tarde sob a direção da Secretaria de Evangelização do POPB apresentação de um documentário sobre os 150 anos da Igreja Presbiteriana do Brasil ;
3º A noite Culto em Ação de Graças com pregação do Rev. Clodoaldo Brunet


Estiveram à frente da programação o presidente da Federação o Diác Assis, o Presb. Francisco da UPH local, o Secretário do Trabalho Masculino do POPB o Presb. José Ferreira.
A igreja local através do Rev Almir e da Saf nos proporcionaram uma acolhedora hospitalidade através de mesa farta.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Aniversário da IPB Cajazeiras-PB

A atual Congregação Presbiteriana começou a congregar-se no dia 10 de agosto de 1996, na casa do Missionário Roberto Monteiro Buriti, da JOCUM. Os atos pastorais começaram a ser realizados em 15 de Janeiro de 1997 (data da organização como Congregação), pelo Reverendo Saul Lafaiette Formiga Filho, designado pelo Presbitério da Borborema. No ano de 2000, o Presbitério designou o Reverendo Flávio Monteiro Dantas, o qual pastoreou a congregação por quatro anos. Substituindo o reverendo Flávio em 2004, o Reverendo Jahyr Barros foi designado pelo novo presbitério o POPB Presbitério Oeste da Paraíba, para realizar os atos pastorais, auxiliado pelo então Evangelista Josivan Martins Dantas durante um ano. Em seguida foi substituído pelo Reverendo Fernando Roberto M. de Brito ainda auxiliado pelo Evangelista Josivan Martins Dantas. Com a ordenação do evangelista Josivam Martis os irmãos passaram a receber seus cuidados pastorais até a sua saída em dezembro de 2008.

Hoje a congregação encontra-se à Rua Odilon Cavalcante bairro Santa Cecília(próximo a rodoviária), sob a jurisdição da IGREJA PRESBITERIANA DE SOUSA-PB. O governo da nossa congregação dá-se através do conselho da IPB de Sousa cujo os os membros são os seguintes irmãos: Rev. Moisés Barbosa (presidente), Rev. Clodoaldo A. Brunet (auxiliar), Valmir Brito (vice-presidente), Presb. Francisco Medeiros (secretário), Presb. José Ferreira (tesoureiro), e Hermano Dias. As decisões locais são tomdas através da mesa administrativa formada por irmãos da congregação. A partir do dia 15 de janeiro de 2009 assumiu o pastoreio local da congregação o Pr. Clodoaldo A. Brunet, vindo do campo missionário da JMN em José de Freitas Piauí.

No dia 14 de Agosto do corrente ano a Congregação de Sousa em Cajazeiras-PB completou mais um ano de organização. O culto realizado no templo da referida congregação além de contar com a participação da igreja sede em Sousa contou também com a participação de diversos representantes da comunidade evangélica local.
Foi um momento festivo de ação de graças a Deus por sua bondade em sustentar-nos em sua obra. Na oportunidade trouxe a palavra o Pr Lídio Osório da 1ª IPB de Patos.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A Igreja e a Pregação Expositiva




Author Robério O. B. Azevedo Category Pregação Expositiva



Dentre as grandes crises que a igreja cristã contemporânea enfrenta talvez a mais séria esteja relacionada aos púlpitos das igrejas. Há uma grande multidão de famintos que freqüentam regularmente muitas igrejas, mas simplesmente não são saciados com a genuína Palavra de Deus pregada nos sermões semanais. De fato, muitos crentes verdadeiros têm demonstrado uma grande insatisfação com os pregadores modernos. Porém, apenas esse sentimento de insatisfação não é o suficiente. Uma igreja precisa orar e exigir que seus pastores ocupem seu tempo com o estudo, meditação, oração e preparação de sermões expositivos.

Mas, que tipo de pregação é essa, por que é tão importante, e, principalmente, que benefícios ela produz na igreja? Poderíamos definir como pregação expositiva aquela cujo objetivo é expor as verdades de Deus ensinadas em um texto específico da Bíblia e cujo tema, idéias principais, argumentação e aplicações são extraídas do próprio texto lido. Ou seja, ao invés de levar para um texto suas idéias, o pregador expõe fielmente o que o texto disse (primeira geração de ouvintes a quem o texto se dirigiu) e diz ao povo de Deus hoje.

Nesse tipo de pregação algumas características naturalmente serão evidenciadas. Primeiro, ela é essencialmente doutrinária, pois ainda que se baseie em um texto (ou textos!) utiliza outros textos da Bíblia para dar suporte à argumentação. Segundo, ela é cristológica, uma vez que o alvo da pregação é falar de Cristo, com Cristo e por Cristo. Jesus será o alvo da pregação, pois Ele é o “Autor e consumador da fé” (Hb 12:2) e o propósito de Deus é, através da pregação, nos tornar mais parecidos com Seu filho, Jesus Cristo. Terceiro, o pregador fala com autoridade, pois como embaixador divino não faz apenas um comentário do texto bíblico, ou simplesmente usa o texto como pretexto para dizer o que pensa, mas, diferentemente, expõe com fidelidade e autoridade a Bíblia para o povo de Deus. Ele compreende que quando a Palavra de Deus é pregada com fidelidade, Deus mesmo está falando ao seu povo, quer seja consolando-o, exortando-o, ensinando-o, ou educando-o na educação da Justiça (2Tm 3:16-17). Por último, ela é claramente experimental, pois não apenas o pregador busca em humildade viver o que prega, mas sabe que sua pregação será somente eficaz se os seus ouvintes forem afetados de forma prática pelas verdades ensinadas. Assim, diferente de uma homilia, sua pregação terá um caráter aplicatório, tanto para crentes como descrentes que o ouvem.

Obviamente esse tipo de pregação é importante porque a Palavra de Deus está sendo trazida com fidelidade a igreja. Por um lado, o pregador esconde-se atrás das Escrituras e decide nunca sair de lá durante seu ministério. Ele sabe que a pregação é nada mais, nada menos, do que a viva voz de Deus (viva vox Dei), e em lugar de entreter o público com estórias e piadas, o pregador sabe que seu papel não é pregar o que é popular, ou o que agrada ao povo, mas o que Deus ordena nas Escrituras. O grande imperativo bíblico, “Prega a palavra!” (2 Tm 4:2), reverbera em seu coração todas as vezes que ele se senta para preparar um sermão. Por outro lado, a igreja entende que a palavra pregada expositivamente é o único poder capaz de mudar vidas, uma vez que Deus mesmo está falando ao coração do seu povo e convertendo os ímpios através desse tipo de pregação. Os membros de uma igreja saudável se recusarão a comer palha, e o critério fundamental na escolha dos seus líderes será o de homens que manejam bem a palavra da verdade. Pois, se crêem que a Bíblia é a Palavra de Deus, estarão ansiosos para ouvi-la e dar-lhe a devida atenção.

Um resultado claro dessa centralidade da Palavra de Deus na igreja, sobretudo no púlpito, será o de produzir, em primeiro lugar, uma reavaliação do que significa ser uma “igreja saudável”. Igrejas enfermas são caracterizas por membresias onde a Palavra de Deus ocupa um lugar distante na vida e no culto dos seus membros. Por outro lado, a Bíblia é tida em alto estima em igrejas saudáveis, porque não somente lhes apresenta no que devem crer, mas, mais importante, em como devem crer. Doutrina e prática não serão duas realidades distantes, mas realidades inseparáveis na vida dos membros. Além disso, a pregação expositiva fornecerá o remédio certo para corrigir cada problema surgido no meio da igreja. Os membros apenas descobrirão a natureza, essência e características da verdadeira igreja e vida cristã através das próprias Escrituras. Igrejas enfermas, onde a pregação expositiva não é central, podem até ter aparência de igreja saudável, mas logo os sintomas da enfermidade se manifestarão (partidarismo, divisões, falta de testemunho de seus membros, etc.). De fato, igrejas enfermas podem até causar poucos problemas aos cristãos mais saudáveis que buscam um conhecimento bíblico por conta própria, mas causam um prejuízo terrível no crescimento e amadurecimento dos crentes mais novos e fracos. Pois, como pode haver crescimento, sem alimento? Como Lutero advertia seus ouvintes: “é dever dos pregadores e ouvintes, em primeiro lugar, e antes de qualquer coisa, atentar e ter plena certeza que sua doutrina vem realmente da verdadeira Palavra de Deus.”



Robério Odair Basílio de Azevedo

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Ferramentas Indispensáveis ao Pastor

Kevin DeYoung
Kevin DeYoung é o pastor da University Reformed Church em East Lasing, MI, EUA. Obteve sua graduação pelo Hope College e seu mestrado pelo Gordon-Conwell Theological Seminary. É autor de diversos livros, preletor em conferências teológicas e pastorais, é cooperador do ministério “The Gospel Coalition” e mantém um Blog na internet “DeYoung, restless and reformed”. Kevin é casado com Trisha com quem tem 4 filhos.

Que ferramentas todo pastor deve possuir? Que habilidades ele precisa ter? Ou, perguntando com franqueza: o que um pastor tem de fazer razoavelmente para ser um bom pastor?

Observe o que não estou perguntando. Não estou perguntando sobre a teologia do pastor. Ou sobre a sua santidade pessoal. Ambas são essenciais e mais importantes do que algum dom específico. Todo pastor precisa cuidar bem de sua vida e de sua doutrina (1 Tm 4.16). Mas, o que um pastor tem de fazer? Esse é o assunto deste artigo.

Admitamos que ele está indo bem nas áreas de caráter e de convicção. Mas, o que se exige dele quanto à competência?

Em seguida, apresentamos uma lista que não é exaustiva. E, com certeza, não reivindicamos ser excelentes em cada área. Todavia, com base em minha experiência, um pastor de igreja local – estou pensando, em particular, no papel de pastor principal ou de pastor único – tem de ser competente em cinco áreas.

1. Um pastor tem de ser capaz de ensinar. Uma das cinco diferenças existentes nas qualificações de presbíteros e diáconos e a única habilidade na lista é que o presbítero seja “apto para ensinar” (1 Tm 3.2). Se o pastor é o único ou o pastor principal, ele labutará especialmente na pregação e no ensino (1 Tm 5.17). As igrejas suportarão várias deficiências, porém muitas igrejas ficarão impacientes com um pastor que não sabe ensinar.

É verdade que ensinar e pregar são habilidades que se desenvolvem com o passar do tempo. Por isso, talvez seja difícil determinar se um jovem é “apto para ensinar”. Contudo, antes de alguém entrar no ministério, ele deve ser capaz de comunicar a Palavra de Deus com alguma medida de confiança e clareza.

Algumas coisas que devemos examinar:

• Ele gosta de ensinar? Se não gosta, não melhorará no ensino.

• Ele pode se comunicar com as crianças? Seria um grande treinamento e um admirável campo de prova se os pastores trabalhassem como professores de alunos das primeiras séries, antes de entrar no ministério de tempo integral. Bons mestres sabem como tornar compreensíveis verdades profundas. Em contraste, se você torna confusas coisas simples, talvez não tenha o dom de ensino, ainda não.

• Ele gosta de ler? Alguns pastores lêem bastante. Outros lerão devagar ou sem muita freqüência. Mas, se um pastor não gosta de ler (supondo que ele tem acesso a bons livros), ele dificilmente crescerá em profundidade e amplitude de discernimento. Se um pastor não tem fome por aprender, talvez não ajudará outros a aprender.

2. Um pastor tem de ser capaz de relacionar-se com as pessoas. Há muitas maneiras de um pastor conectar-se com seu povo. Ele pode fazer visitas aos enfermos, ou mentorear pessoas individualmente, ou liderar grupos pequenos, ou trabalhar para que haja mais envolvimento da equipe de colaboradores. Sempre haverá pessoas ao redor do ministério; e um bom pastor se esforçara para estar disponível a pelo menos algumas dessas pessoas.

Os relacionamentos assumem muitas formas. Você pode ser um pastor extrovertido e gregário ou um introvertido meditativo. Alguns de nós somos bons em bate-papo. Outros odeiam isso e preferem um convívio mais próximo e quieto com outra pessoa. Não estou dizendo que o ministério pastoral é somente para os sociáveis. Mas, se um homem não pode lidar cordial, gentil e amavelmente com as pessoas, ele deve pensar duas vezes em ser um pastor.

Uma boa pergunta a ser considerada: este homem faz amigos com facilidade? Eu hesitaria em chamar um pastor que luta para fazer e manter amigos.

3. Um pastor tem de ser capaz de liderar. Isso pode nos enganar. Ao usar o vocábulo “liderar” não quero dizer que todo pastor tem de ser um empreendedor ousado. Mas ele deve ter pessoas que o seguem. Tem de ser disposto a tomar uma posição, ser impopular às vezes. Precisa de coragem e da habilidade de tomar decisões desagradáveis. Se um homem tem necessidade de ser apreciado por todos, em todo o tempo, ele não está pronto para ser um pastor. Um pastor não deve ter medo de influenciar. E, se ele não é um visionário ousado, deve ser aquele tipo de líder que encoraja outros que têm dons de liderança mais destacados.

4. Um pastor tem de ser relativamente organizado ou cercar-se de pessoas que podem fazer isso por ele. Eu queria usar a palavra “administração” para referir-me a esse assunto, mas decidi não usá-la por receio de ser mal compreendido. Não creio que os pastores precisam ser gurus administrativos. De fato, penso que nenhum pastor entrou num seminário com o sonho de que poderia ser capaz de manter a igreja cumprindo sua função tranquilamente. Administração não é a essência do ministério; pelo menos, não deveria ser.

No entanto, não podemos evitar isto: um pastor tem de possuir alguma habilidade básica de organização. Ele não pode esquecer sempre os seus compromissos ou chegar atrasado em cada reunião de presbíteros. O pastor precisa retornar as chamadas telefônicas e entender como se realiza uma reunião. Na verdade, todos esquecemos coisas. Todos nós falhamos de vez em quando. Ser um pastor não exige onisciência ou onipotência, mas temos de ser responsáveis. Certo ou errado, talvez a sua igreja não perceba imediatamente que você parou de estar com as pessoas e que você não tem capacidade de liderar, mas a congregação perceberá logo que não pode depender de você.

Competência administrativa básica é exigida para o ministério pastoral. Se você não tem essa competência como pastor, ache pessoas que têm e permita que elas cuidem de você.

5. Um pastor tem de orar. Se essa ferramenta ficar corroída, ninguém saberá; pelo menos, não a princípio. É impossível sobreviver como pastor sem as outras quatro habilidades. Contudo, infelizmente, é fácil sobreviver e, até, prosperar no ministério sem essa ferramenta. O pastor que prospera sem oração não é o pastor sob cujo ministério quero estar, nem o pastor que desejo ser. Podemos realizar muito em nós mesmos, mas o que realmente importa exige oração, porque exige a presença de Deus. Um homem que não ora não deve pregar.

Como você mesmo pode testemunhar, essas cinco competências não são iguais em importância. As competências 1, 2 e 5 são essenciais e devem ser o foco do ministério. As competências 3 e 4 podem ser evitadas por algum tempo, mas não podem ser ignoradas. Em minha experiência, todas as cinco habilidades são necessárias ao ministério pastoral. Alguns pastores serão excelentes em várias dessas competências. Alguns serão muito bons em uma área ou muito bons em outras. Nenhum pastor será um modelo de todas essas cinco áreas. Se eu tivesse de avaliar um aluno de seminário que está prestes a entrar no ministério, ou se fosse membro de uma igreja que está à procura de um pastor, desejaria ver competência básica em cada uma dessas áreas.


Traduzido por: Wellington Ferreira

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